:: 23/ago/2024 . 10:09
JOVEM É APREENDIDO MAIS UMA VEZ EM CASO DE MORTE DE ADOLESCENTE CIGANA NA BAHIA

O adolescente, de 16 anos, suspeito de feminicídio no caso da morte de Hyara Flor Santos Alves, foi apreendido de novo. A primeira apreensão ocorreu no final de julho do ano passado. O mandado de busca e apreensão e internação provisória foi cumprido na manhã desta quinta-feira (22) em Itapetinga, no Médio Sudoeste baiano.
A adolescente foi morta com um tiro no queixo no dia 6 de julho do ano passado em Guaratinga, no Extremo Sul do estado. A Polícia Civil informou que remeteu o inquérito do caso ao Ministério Público (MP-BA), indiciando o adolescente devido ao perfil genético identificado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) na arma do crime. Após ser apreendido, o adolescente foi submetido aos exames de lesões de praxe e segue à disposição da Vara da Infância e Juventude.
Este foi o segundo inquérito feito pela polícia sobre o caso. Antes, um mês depois do crime, em agosto de 2023, a polícia tinha apontado em laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) que o autor do disparo seria o irmão mais novo do adolescente, de 9 anos à época. O disparo teria sido acidental.
A apuração foi contestada pela família da vítima que chegou a contratar um perito para apurar o caso. O MP-BA também pediu para que se analisasse a perícia, o que foi acatado pela Justiça. Os familiares de Hyara Flor acusam que a adolescente foi morta por vingança arquitetada pelo pai do jovem.
Eles relatam que um tio da adolescente mantinha uma relação extraconjugal com a mãe do jovem apreendido. O mandado de internação foi expedido pela Comarca de Guaratinga e cumprido por equipes da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin – Sudoeste/Sul), da 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Itapetinga), da 23ª Coorpin/Eunápolis e da Coordenação de Apoio Técnico e Tático à Investigação (CATTI/Sudoeste).
RK
JUSTIÇA MODIFICA REGRA PARA DIVÓRCIO, INVENTÁRIO E PARTILHA DE BENS
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma modificação na regra para inventários, partilhas de bens e divórcios. As ações poderão ser feitas em cartório ainda que envolvam herdeiros com menos de 18 anos de idade ou incapazes.
Até a mudança, essas tramitações só podiam ocorrer sem passar pela Justiça caso não houvesse menores e incapazes envolvidos no processo. A presença de advogado, no entanto, continua sendo obrigatória mesmo nesses casos. Para que esses procedimentos possam ocorrer em cartório, a exigência é que sejam feitos de forma consensual.
O Ministério Público fiscaliza os casos e, caso o órgão considere a divisão injusta, ele remeterá o processo ao Judiciário. A regra permite ainda que, caso identifiquem algo suspeito, os tabeliões dos cartórios também possam encaminhar os trâmites ao juiz.
“A possibilidade da solução desses casos por via extrajudicial ajuda a desafogar o Poder Judiciário, que conta, atualmente, com mais de 80 milhões de processos em tramitação”, argumentou o CNJ em nota enviada à imprensa.
RK
ITARANTIM: JUSTIÇA DÁ CINCO DIAS PARA A PREFEITURA SE MANIFESTAR SOBRE TERRENO PARA CRIADORES DE PORCOS
Em Itarantim, o Ministério Público da Bahia (MP-BA), através de sua promotoria, proibiu e pediu que todos os criadores de porcos retirassem todas as pocilgas que estão no perímetro da zona urbana de Itarantim. A ação do Ministério Público começou em 2019 e deu um prazo para os criadores de suínos retirarem as pocilgas.
Em Itarantim, há uma associação de criadores de suínos. De acordo com informações, eles reivindicaram ainda no governo do ex-prefeito Paulo Construção uma área comunitária para que os criadores desses animais pudessem realizar a criação. A associação alega que muitos dos criadores de porcos do município não têm outra renda e, com a ordem da justiça, sem uma área para a criação dos animais, muitos irão perder a única fonte econômica que sustenta suas famílias.
Ainda este ano, a justiça se reuniu e decretou novamente que os criadores de suínos teriam pouco mais de trinta dias para acabar com as pocilgas, prazo esse que já venceu. Recentemente, o advogado João Pedro entrou com uma petição. O juiz indeferiu e o advogado recorreu à promotora, que deu cinco dias para a Prefeitura de Itarantim se manifestar sobre o assunto.
O advogado João Pedro entrou com um processo pedindo ao juiz que obrigasse a Prefeitura de Itarantim a realizar a compra de um terreno para a instalação de uma pocilga comunitária para a associação dos criadores de suínos. O site Crônicas de Itarantim falou com o advogado, que informou que não se pode colocar na ilegalidade nem na informalidade pais de família que dependem dessa atividade econômica no município para sobreviver.
RK
DIRETORA É AFASTADA DE ESCOLA QUE PROIBIU ALUNO COM AUTISMO DE LEVAR LANCHE NO INTERIOR DA BAHIA

A diretora da escola que proibiu um estudante com espectro autista de levar o próprio lanche foi afastada das atividades após denúncia da mãe do adolescente de 14 anos. O caso aconteceu em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. O menino tem seletividade alimentar, comum entre pessoas com autismo, que rejeitam muitos alimentos por causa do cheiro e da textura.
De acordo com a Secretaria de Educação da Bahia (SEC), o vice-diretor do Instituto de Educação Gastão Guimarães vai substituir Alfreda Xavier temporariamente.
Jandira Carla Oliveira, mãe do adolescente, se revoltou após tomar conhecimento do ocorrido. Após a denúncia, a mulher se reuniu com o Núcleo Territorial de Educação (NTE) e o estudante foi autorizado a levar o próprio alimento.
A equipe de produção da TV Subaé, afiliada da Rede Bahia na região, entrou em contato com a diretora da instituição e ela solicitou que procurasse o NTE. Até a última atualização desta reportagem, a TV Subaé não havia conseguido retorno.
Entenda o caso
Segundo a família do adolescente, desde que ingressou na escola, no começo do ano, o adolescente não recebeu o Plano de Educação Individual, o (PEI), direcionado a alunos especiais.
Mesmo tendo apresentado toda a documentação de um neurologista, explicando que o filho, pelo espectro autista, tem uma seletividade alimentar, ele foi proibido de comer o lanche que levava de casa junto dos colegas.
“Quando ia buscar ele na escola, percebi que ele estava com a mão fria, dor de cabeça, muito enjoado. Comecei a perguntar o que estava acontecendo e ele dizia que não tinha comido o lanche, porque estava sem fome. Aquilo me incomodou, porque conheço meu filho”, disse a mãe do garoto, Jandira Carla Oliveira.
RK
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