O ex-vereador da cidade de Ipirá, no centro-norte do estado, Almir de Souza Oliveira, de 46 anos, foi executado a tiros, na noite do sábado, 10, no povoado de São Roque, zona rural do município. A autoria e motivação para o crime ainda são desconhecidas das Polícias Civil e Militar.

Conhecido como Miranda do São Roque, o ex-edil, tinha forte atuação política e comunitária na região. Nas redes sociais, a morte dele gerou muita comoção.

Horas antes de ser assassinado, Miranda tinha participado de um almoço em homenagem ao Dia das Mães. Ele fez postagem do evento em sua rede social.

Após levantamento cadavérico, o corpo do ex-vereador foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Feira de Santana, a 115 Km de Salvador, e liberado na manhã deste domingo, 11. Segundo informações do Plano de Assistência Familiar (PAF) São Paulo, o velório acontece na Fazenda Alto das Flores, em São Roque, e o sepultamento será, às 9h, da segunda-feira, 12, no cemitério do povoado.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da Polícia Civil, o caso é apurado pela Delegacia Territorial de Itaberaba.

No dia 7 de setembro do ano passado, o então vereador pelo PSD, Miranda do São Roque, foi acusado de invadir a casa da família do advogado José Carlos Matos de Oliveira, conhecido como Carlinhos Baiano, e ameaçar com uma pistola todos os presentes. À época, o filho do advogado, Thomas Baiano, era candidato a vereador.

Na ocasião da invasão, Miranda teria levado o celular da esposa de Carlinhos e mandado um homem devolver em seguida. Por conta da grande repercussão do fato, o presidente da OAB de Itaberaba, Etienne Vaz Sampaio Magalhães, emitiu uma nota de repúdio e cobrou resposta da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado, além de uma investigação por parte da Prefeitura de Ipirá pela quebra de decoro do edil.

Na eleição passada, Miranda concorreu à reeleição e recebeu o apoio do deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, o Binho da Galinha (Patriota), investigado na Operação El Patrón, por crime de extorsão, exploração do jogo de azar e lavagem de dinheiro, e denunciado pelo Ministério Público do Estado (MP-BA), em fevereiro deste ano. Almir de Souza não conseguiu se reeleger.

RK