O mercado do boi gordo na região de Feira de Santana, principal polo agropecuário do interior baiano, voltou a registrar ajustes negativos nesta semana. O preço da arroba recuou de R$ 340 para R$ 330, conforme levantamento divulgado pela Cooperfeira com base nas negociações acompanhadas no Frifeira.
O movimento ocorre logo após uma breve recuperação dos preços e acabou surpreendendo parte do mercado pecuário, que projetava a manutenção do viés de alta observado no fechamento anterior.
Entre os principais fatores apontados pelos analistas para este recuo está o aumento expressivo dos estoques de carne nos frigoríficos locais. O cenário é o resultado direto do forte ritmo de abates registrado ao longo das últimas semanas na região, o que elevou a oferta do produto nas distribuidoras.
O frigorífico Frifeira manteve em junho um volume elevado de abates, operando, em alguns momentos, no limite de sua capacidade operacional.
Na semana passada, houve inclusive a necessidade de realizar abates no sábado — uma situação totalmente fora da rotina normal da empresa —, estruturada especificamente para conseguir atender à forte demanda de consumo existente durante o período junino no estado.
Com a continuidade desse ritmo intenso de produção após os festejos, a disponibilidade de carne no mercado atacadista aumentou de forma substancial. Essa fartura reduziu a necessidade imediata das indústrias de irem ao mercado comprar novos lotes de animais para abate.
O descompasso temporário acabou refletindo diretamente no bolso do pecuarista, pressionando as cotações do boi gordo para baixo.
Na semana passada, houve inclusive a necessidade de realizar abates no sábado — uma situação totalmente fora da rotina normal da empresa —, estruturada especificamente para conseguir atender à forte demanda de consumo existente durante o período junino no estado.
Com a continuidade desse ritmo intenso de produção após os festejos, a disponibilidade de carne no mercado atacadista aumentou de forma substancial. Essa fartura reduziu a necessidade imediata das indústrias de irem ao mercado comprar novos lotes de animais para abate.
O descompasso temporário acabou refletindo diretamente no bolso do pecuarista, pressionando as cotações do boi gordo para baixo.
Apesar do recuo atual, o valor pago ao produtor na região de Feira de Santana continua operando acima dos patamares registrados na largada do ano. A oscilação da arroba ao longo dos meses mostra como o mercado se comportou:
Janeiro: R$ 320 (referência inicial do ano);
Fevereiro: R$ 340 (primeira arrancada de alta);
Março e Abril: R$ 345 (pico de valorização do primeiro quadrimestre);
Maio: R$ 330 (recuo técnico);
Semana passada: R$ 340 (repique pré-São João);
Esta semana: R$ 330 (atual patamar após o ajuste de estoques).