No Santiago Bernabéu, duelo de rivais argentinos tem emoção até os minutos finais

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Jogadores do River Plate comemoram o título da Libertadores Foto: JUAN MEDINA / REUTERS

Na final que insistiu em não acabar por causa de fatores que foram da chuva à selvageria de torcedores, o River Plate se sagrou campeão da Libertadores de 2018. No Santiago Bernabéu, um símbolo do clube que remete à coroa espanhola, o time argentino venceu o rival Boca Juniors em um jogo tenso e que só se resolveu na prorrogação. Depois do empate em 1 a 1 nos 90 minutos, Quintero e Martínez fizeram os gols que sacramentaram a vitória por 3 a 1, assegurando para o River a quarta conquista do troféu mais importante das Américas

Desta forma, o River Plate será o representante sul-americano no Mundial de Clubes.

O jogo em Madri é o desfecho de uma Libertadores conturbada, com problemas de escalação irregular de jogadores notados tardiamente – inclusive nos dois finalistas, que não foram punidos. Mas o evento mais marcante foi a sequência de adiamentos desta decisão. No jogo de ida, que foi 2 a 2, culpa do temporal em La Bombonera. No que seria o jogo de volta, a pedrada que acertou o ônibus do Boca na chegada ao Monumental de Núñez feriu dois jogadores e forçou a transferência da decisão para longe da Argentina.

Quando, enfim, foi possível que a bola rolasse – bem longe dos barra-bravas dos dois times – o que se viu em campo compensou. Foi uma final tensa, de altos e baixos das duas equipes, mas que se resolveu com a bola rolando.

Quando o domínio era do Boca, no primeiro tempo, graças à segurança no meio-campo dada pela qualidade do uruguaio Nández, o gol de Benedetto deixou os torcedores animados, fazendo o Santiago Bernabéu balançar pela primeira vez na noite. O atacante do Boca, inclusive, chegou ao quinto gol em uma sequência de quatro jogos pela Libertadores. Balançou as redes em todas as partidas desde a semifinal. Parecia até um roteiro de título.

Mas o segundo tempo mudou de figura. O River se organizou, Martínez e Fenández passaram a dar trabalho ao rival. Em uma triangulação pela direita, Lucas Pratto empatou o clássico.

A sensação de que o River viraria o placar cresceu a cada minuto. E aumentou logo no começo da prorrogação, quando Barrios levou o segundo amarelo e foi expulso.

Na segunda etapa do tempo extra, vieram os golpes fatais. Primeiro, um golaço de Quintero, que entrou muito bem no decorrer da partida, e acertou um belo chute. O colombiano, inclusive, foi eleito o melhor em campo.

No minuto final, com o Boca já no desespero, com nove em campo – já que Gago se machucou quando não era mais possível fazer substituições -, Martínez decretou o título. O meia arrancou para tocar para o gol vazio, já que o goleiro Andrada estava no ataque, tentando o empate que nunca veio.

Não foi no lugar planejado, na data inicialmente marcada, mais até que foi uma final digna para essa Libertadores, cujo desfecho se deu na casa dos colonizadores.