:: ‘Polícia’
PM frustra assalto a gerente da Insinuante e é recebida a tiros
Policiais Militares do Grupamento de Motociclistas da 22ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), sob o comando do Major Átila, surpreenderam dois homens que estavam armados e tentaram assaltar uma pessoa na Avenida Altamirando de Araújo Ramos, no município de Simões Filho.
Segundo a polícia, Samuel Santos Aquino, 27 e Geraldo Alves de Carvalho Neto, 32, tentaram roubar o gerente da Loja Insinuante, que se dirigia ao Banco Bradesco para depositar o valor de R$ 2.500 reais. Ao perceberem a aproximação dos policiais, Samuel atirou contra a guarnição que ao revidar, conseguiu alvejar os dois assaltantes.
Os dois baleados foram socorridos para o Hospital Municipal, onde Samuel Aquino, não resistiu aos ferimentos e morreu, enquanto Geraldo Alves foi atendido com ferimento de bala no pescoço. Os assaltantes se encontravam a bordo de uma motocicleta Honda Falcon preta, placa OUH-7545.
Geraldo Alves de Carvalho foi apresentado à 22ª Delegacia Territorial (DT), onde foi autuado em flagrante. Os policiais também apreenderam uma pistola.
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Patricinha é presa em flagrante
Uma “patricinha” foi presa em flagrante na tarde desta terça-feira (22), após roubar três pares de sapato em uma loja localizada no shopping Barra Center, no bairro da Barra. De acordo com informações dos policiais Militares da 11ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), Letícia Luna Carvalho, 30, foi flagrada pela segurança da loja e conduzida pelos policiais a Central de Flagrantes da Polícia Civil, no bairro do Iguatemi. Em depoimento, a garota diz ser cleptomaníaca.
Falso PM é preso com objetos de uso exclusivo e motocicleta do Ronda no Bairro
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Rodrygo Araújo participava de operações da força de segurança como policialFOTO: Divulgação -
Rodrygo Araújo participava de operações da força de segurança como policialFOTO: Divulgação -
Rodrygo Araújo participava de operações da força de segurança como policialFOTO: Divulgação -
Rodrygo Araújo participava de operações da força de segurança como policialFOTO: Divulgação
- Usando fardamento da Polícia Militar e portando coletes balísticos e armamento de uso exclusivo, Rodrygo de Araújo Apoliano, de 21 anos, foi preso em flagrante na noite desta segunda-feira (21) após se passar por policial e enganar a força de segurança do Estado do Amazonas. Ele foi surpreendido pela polícia ao chegar em sua casa, localizada na rua 75, núcleo 4, bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus, utilizando uma motocicleta que pertence ao programa de segurança pública Ronda no Bairro.
De acordo com policiais militares da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), a guarnição estava em patrulhamento pelo bairro quando receberam a denúncia de que um homem estava se passando por policial e andava armado no bairro em uma motocicleta da Polícia Militar. Os policiais chegaram ao local indicado e ficaram escondidos aguardando o suspeito chegar a residência.

Por volta das 22h, Rodrygo chegou ao local e estava no veículo informado pela denúncia, de placas OAH-7528. A motocicleta pertence ao programa Ronda no Bairro e deveria estar sendo utilizada por policiais militares da 27ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). Ele foi abordado e se identificou como PM, mas ao ser pressionado ele acabou confessando que não era policial.
Na casa de Rodrygo foram apreendidos um fardamento completo e um certificado de reconhecimento da Polícia Militar, quatro coletes da Polícia Civil, dois coletes da PM, um coturno, dois gorros utilizados pela polícia, conhecidos como “balaclavas”, um cinto, dois coldres, 40 trouxinhas de maconha, uma porção grande de maconha, uma porção pequena de cocaína, um carregador de pistola PT 840, uma bandoleira de calibre 12, uma farda completa da PM, um colete de investigador da PC, cinco camisas da PM, duas sirenes, doze munições calibre 12, duas algemas, uma carteira com o símbolo da corporação e um estojo para fumo.
Em depoimento, o falso PM declarou que fez o concurso da instituição em 2011 e mesmo não passando no certame ele entrou com um recurso na justiça, onde conseguiu uma liminar para exercer a função. Em 2012, a decisão foi suspensa e Rodrygo decidiu não informar a corporação e continuou enganando os colegas de trabalho, amigos e parentes.
No celular do suspeito a polícia encontrou fotos dele em operações policiais e um vídeo onde aparece com policiais civis cumprindo um mandado em uma das casas dos suspeitos investigados.
Rodrygo foi encaminhado ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foi autuado por tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e usurpação de função pública. Ele será levado para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa.
A reportagem do portal A Crítica entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre o caso do falso policial e a assessoria de imprensa ficou de enviar uma nota oficial ainda nesta terça-feira (22). Rodrygo era conhecido por representantes da força de segurança. Em sua página pessoal em um rede social, o falso PM possui um ciclo de amizades com oficiais, praças e guarnições da Polícia Militar.
Violência continua alta mesmo depois da greve; taxa de homicídios triplicou
Filho de PM foi morto na Sexta-Feira da Paixão, mas enterro só ocorreu ontem por causa da superlotação do IML. Taxa de homicídios triplicou na Semana Santa
Um cheiro insuportável exalava do necrotério e invadia o pátio externo do Instituto Médico-Legal (IML), na Avenida Centenário. Ao meio-dia de ontem, havia corpos lá dentro com mais de 48 horas de espera para serem liberados.
Os 56 homicídios ocorridos em Salvador e Região Metropolitana (RMS) após a greve da Polícia Militar, somados aos 48 registrados naquele período, superlotaram o Nina Rodrigues, o que causou demora nas liberações e levou ainda mais sofrimento para quem queria enterrar seus mortos.
“O corpo do meu filho está em estado de decomposição. Botaram ele no chão porque não tem geladeira suficiente. A gente perde um ente querido dessa forma e ainda tem que passar por isso”. O relato é do policial reformado Jorge Teixeira dos Santos, pai de Rafael Silva dos Santos, 29, morto na noite de Sexta-feira da Paixão, no Alto da Terezinha, Subúrbio Ferroviário.
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| Corpo de Rafael finalmente deixa o IML mais de 48 horas após morte (Foto: Almiro Lopes) |
Às 15h de ontem, dois dias e 16 horas depois do assassinato, o corpo de Rafael foi finalmente sepultado no cemitério de Plataforma. “Primeiro, não tinha rabecão para pegar no hospital. Depois, essa demora aqui. Que sofrimento!”, lamentava o pai.
Os assassinatos de Rafael e outras 55 pessoas nos três dias após o fim da greve mostram que os índices de violência seguem altos. A média de homicídios em Salvador e RMS, entre 1º de janeiro e 14 de abril, era de 5,67 mortes por dia.
Durante a paralisação (das 19h30 de terça-feira, dia 15, quando a greve foi decretada, até as 14h30 de quinta, quando a greve foi encerrada) chegou a 19,8 mortes diárias. Após o fim do movimento, porém, permaneceu alta: 18,5 homicídios/dia). Ao todo, do início da greve até domingo foram 104 homicídios.
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A sexta-feira, com 23 mortos, está muito à frente dos 10 da sexta até então mais violenta (7 de março). O fim de semana também foi o mais violento de 2014, com 21 homicídios entre sábado e domingo, superando o fim de semana de 22 e 23 de fevereiro, que registrou 20.
Registros
E estes números podem até ser piores. A Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio de sua assessoria, informou haver um “problema operacional de atualização do boletim” de homicídios que é divulgado diariamente no site do órgão.
A SSP não soube explicar o porquê do problema, mas assegurou que será resolvido – e o número correto de assassinatos será divulgado – ao longo desta semana.
O CORREIO apurou, só ontem, dois casos que não estão nas estatísticas oficiais. Por volta das 23h30 de sexta-feira, o servente Magno Almeida de Jesus, 24, implorou ao seu algoz: “Por favor, não me mata”, disse, de joelhos com as mãos para o alto, após ser atingido por dois tiros nas pernas e costas.
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| Carro chega com mensagem de luto para sepultamento de Magno. Rapaz foi morto em Rio Sena. ‘Por favor, não me mate’, gritou. Foi inútil (Foto: Almiro Lopes) |
Em vez de misericórdia, mais quatro balas atingiram seu ombro e costas. Além dele, Valmir Jesus dos Santos, 24, também não conseguiu fugir dos 12 atiradores encapuzados que chegaram em um Celta, um Corsa e uma Saveiro, fecharam a Rua Rio Nilo, em Rio Sena, também no Subúrbio e atiraram para matar no grupo de pessoas que lá se divertiam.
As duas vítimas não constam no sistema da SSP, apesar de terem sido periciados pelo DPT no Nina Rodrigues. O corpo de Magno só foi liberado e enterrado ontem, mais de 48 horas depois do crime – Valmir foi enterrado domingo.
Magno e Valmir eram amigos de infância e estavam perto de casa, com parentes e amigos tomando vinho e jogando sinuca em um bar que estava fechado. “Era clima de sexta-feira santa, família reunida, tinha criança, mulher, não era farra”, lembra a mãe da vítima, Claudenice Macedo de Almeida, 52, que entrou em casa para dormir minutos antes do ataque.
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| Rafael: crime em frente a bar. Valmir: morto junto com Magno |
Já Ubiratã Oliveira da Silva, 30, bombeiro, viu tudo do alto. Ele estava na laje de sua casa quando viu seu irmão, Diego Oliveira Cerqueira, 24, também ser baleado: quatro tiros na perna e um no ombro. Ele conseguiu sobreviver, e está fora de risco, no Hospital do Subúrbio.
“Eles só deram tiros certeiros, sabiam segurar a arma, atirar”, disse um vizinho. Uma menina de 11 anos, acompanhada de uma criança de 5, chegou a ter uma arma apontada para sua cabeça. “Ele me xingou, mas não me matou porque eu tava com meu irmão”, disse a garota.
Minutos antes, no mesmo bairro, Rafael também bebia com amigos na frente de um bar quando os mesmos três carros com 12 homens encapuzados chegaram atirando.
“Eles saíram fazendo um arrastão pela Terezinha, Rio Sena e Ilha Amarela, atirando de dentro dos carros”, conta o pai de Rafael. A SSP registrou apenas um homicídio no Subúrbio, justamente na Ilha Amarela, na madrugada de sábado. A vítima foi Patrick Vinicius Pena Deodato da Silva, 18 anos.
Rabecões
A demora no transporte dos corpos até o IML e a liberação após necropsia revoltou muita gente que só queria enterrar seus entes. Além da grande quantidade de corpos, funcionários que trabalham nos rabecões disseram aos parentes das vítimas que estão sem receber salários há dois meses. A família de Leonardo de Jesus, 19, morto às 18h de sexta-feira, deu plantão no Nina até as 13h de ontem, quando o corpo foi finalmente liberado.
“A gente não é cachorro para ser tratado assim. O pessoal diz que está sem receber e não tem como dar conta de tantos corpos, mas nós só queremos enterrar nosso sobrinho”, disse Cristiane de Jesus, tia de Leonardo.
A vítima, que trabalhava em uma lanchonete em Dias D’Ávila, estava dentro de casa quando homens armados o sequestraram e mataram. A família não deu mais detalhes sobre o crime ou o local onde o corpo foi encontrado.
No caso de Renildo Figueiredo, 33, assassinado no Sábado de Aleluia, também faltou rabecão para tirar o corpo do hospital e levar até o IML. Ontem, quase 48 horas depois, seus parentes conseguiram colocá-lo em um caixão em meio ao cheiro pútrido.
“Quando abre aquela porta ninguém aguenta. A gente tá em tempo de desmaiar”, disse Helenildo Figueiredo, irmão de Renildo, que foi morto com um tiro no peito na porta de casa, na frente dos três filhos e da mulher.
Informalmente, os funcionários do IML não concordavam sobre o número exato de corpos que chegaram no Nina desde a greve. Mas todos reclamavam do odor, até mesmo servidores de setores administrativos. “O mau cheiro tá chegando no terceiro andar. De terça para cá, o pessoal contou uns 110 corpos”, disseram dois deles, que preferiram não ser identificados.
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Secretário cria força-tarefa para investigar homicídios
O secretário da Segurança Pública do Estado, Maurício Barbosa, anunciou, ontem, a criação de uma força tarefa na Polícia Civil para priorizar a apuração dos homicídios praticados durante a greve da PM e no pós-greve.
Na prática, em vez de feriadão, a equipe de investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) teve foi muito trabalho. “Nós já nos preparamos para isso. Ficamos com cerca de 130 investigadores de plantão, divididos em 35 equipes que fazem a investigação no local do crime”, disse o delegado Jorge Figueiredo, diretor do DHPP.
“Não posso dizer que a maioria dos crimes têm autoria identificada, mas boa parte dos casos estamos bem avançados”, completou. Ao comentar sobre os casos no bairro Rio Sena, o delegado disse que, até o momento, nenhum crime foi atribuído a grupos de extermínio. “Mas não descartamos nada enquanto não temos a conclusão da investigação”.
Mesmo preso, Prisco continua sendo vereador de Salvador
Reviravolta no caso do vereador Marco Prisco (PSDB), preso na última sexta-feira (18) por policiais federais e encaminhado para o presídio da Papuda, em Brasília. Após análise da Mesa Diretora da Câmara Municipal, na manhã desta segunda-feira (22), os vereadores chegaram à decisão de não suspender o mandato do tucano que, mesmo preso, continua ocupando o posto de vereador da capital baiana.
Os membros da mesa se apegaram ao artigo 15 da Constituição Federal que veda a cassação, salvo cinco situações:
O advogado da Aspra, Fabio Brito, compareceu à reunião para entregar documento ao presidente da Casa, Paulo Câmara (PSDB). De acordo com o texto, a entidade representativa da Polícia Militar solicita que a Casa interceda junto ao Superior Tribunal Federal (STF) e consiga a transferência do tucano para Salvador, para cumprir a prisão ou na sede do Poder Legislativo ou domiciliar.
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Vídeo: traficantes fecham rua e trocam tiros
O clima de tensão tomou conta dos moradores da região do Candeal, em Brotas, deste domingo (20). De acordo com leitor do Bocão News que não quis se identificar, as imagens do vídeo se referem ao homicídio publicado pelo site nesta segunda-feira (21), em que relata a morte de um homem sem identificação, que recebeu vários tiros e morreu no local.
Assista ao vídeo:
Vídeo: jovem é assassinado e tem corpo arrastado pelas ruas
Um crime chocou os moradores do bairro Gravatá, em Camaçari, cidade da Região Metropolitana de Salvador. Phelipe Barbosa Guimarães, de 22 anos, foi morto a tiros e teve o corpo arrastado por cerca de 100 metros pelos assassinos que estavam em um veículo.
De acordo com informações da polícia, Phelipe estava na rua quando foi surpreendido por dois homens em um carro vermelho. Ele tentou escapar, mas foi perseguido e atingido por tiros.
Ainda com vida, os bandidos atropelaram a vítima, seguraram o corpo do jovem e com o veículo arrastaram pelas ruas do bairro. O rastro de sangue ficou marcado no asfalto. O corpo se soltou do veículo depois de bater em uma lombada.
O crime aconteceu na tarde de domingo (20) e o jovem foi sepultado na tarde de segunda-feira (21) no cemitério de Camaçari. A família informou não saber a motivação e autoria para o crime.



























