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:: ‘Polícia’

Itapetinga: Usuários de drogas desafiam a polícia em escola municipal

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Em nossa 1ª reportagem da semana, vamos abordar um problema que assusta moradores, alunos e até professores na Escola Municipal Paulo Hagge (CAIC). Atendendo um chamado de uma estudante e de moradores da região da escola, nossa reportagem esteve outra vez no local e, constatamos que o descaso ainda continua.

Em conversa com moradores que preferiram não se identificarem ouvimos relatos sobre uso de drogas nas proximidades da escola e até mesmo na quadra da própria escola. Veja só a frase que encontramos na quadra de esporte “EI POLICIA, MACONHA É UMA DELICIA”. Segundo moradores, os números de jovens que adentram a quadra para usar drogas é impressionante. “Sem qualquer preocupação, eles sobem até em cima do vestiário para fumar maconha” contou um morador.

Por telefone, uma das competentes professoras que também não quis se identificar, contou-nos que todos os dias encara com temor o desafio de lecionar na escola. Ainda segundo ela, a maioria dos professores também trabalham com medo e, concluiu dizendo “ninguém faz nada”.  No final de 2013, a mídia divulgou um tiroteio ocorrido na quadra da escola entre rivais do tráfico, na mesma ocasião publicamos também sobre a preocupação que os pais de alunos estavam tendo em mandar seus filhos à escola, até mesmo a aula de Educação Física segundo alunos, estava comprometida, o espaço ainda hoje é dividido entre alunos e usuários de drogas.

Falta de atenção dos poderes públicos

A falta de atenção dos poderes públicos também é muito grande, a situação calamitosa não é por incompetência dos professores e diretores da escola, mas tem sim dois culpados, o prefeito municipal José Carlos Moura (PT) e Sibele Nery (secretária de Educação). Atrelados  a isso, também não podemos ignorar o Conselho de Educação do município, que nada tem feito frente ao descaso em todas as escolas municipais, apenas a APLB vem exercendo sua função como órgão competente.

O descaso é muito grande, um local onde crianças e adolescentes estudam, também é frequentado por usuários de drogas que chegam a desafiar a polícia, todos os envolvidos neste drama temem, o professor vive assustado, as crianças e adolescentes também. Em conversa com nossa reportagem, uma aluna contou-nos que já presenciou colegas seus de sala sendo influenciados a fumar maconha na quadra da escola. Quanto a polícia, o contingente é pequeno e não dá conta de cobrir toda a cidade, cabe aos nossos vereadores e sociedade organizada abrir os olhos e cobrar do governo municipal e estadual providências, para não permitir que os alunos do CAIC vivam sobre essa constante influência das drogas. É bom lembrar que, não existe qualquer estrutura física que impeça a entrada destes usuários  na quadra , tudo está em estado de destruição como mostraremos em matérias subsequentes. Enquanto nossos governantes fecham os olhos para essa triste realidade,  abandonando professores e alunos, os marginais zombam da segurança pública: “EI POLICIA, MACONHA É UMA DELICIA”.

Redação do Tribuna de Itapetinga

Homicida tenta assaltar tenente e morre com um tiro na cabeça

Um homem conhecido pela polícia como o ‘terror de Brotas’, de pronome Geo, foi morto após trocar tiros com um tenente da Polícia Militar.
Segundo a polícia, Geo abordou o policial no bairro de Stella Mares, na noite de quarta-feira (30) e tentou o asssalto. Sem saber que a vítima era um tenente, Geo foi surpreendido com tiros. No tiroteio, Geo foi atingido na cabeça e morreu no local.
Conforme a polícia, Geo é responsável por homicídios e assaltos cometidos no bairro de Brotas, além de também ser suspeito de roubo de carros, com passagens pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e 6ª DP.

Doleiros sabiam de Operação Lava Jato e planejavam fuga, afirma PF

Doleiros sabiam de Operação Lava Jato e planejavam fuga, afirma PF

Foto: Divulgação
A Polícia Federal suspeita de vazamento de informações no curso das investigações que culminaram com a Operação Lava Jato. A interceptação de troca de mensagens entre os doleiros Alberto Youssef e Nelma Kodama, apontados como líderes do “grande esquema” de lavagem de dinheiro, levantou a desconfiança dos investigadores de que a organização pode ter tido acesso a dados confidenciais. Seis dias antes da operação, deflagrada em 17 de março, a PF flagrou Youssef indagando a Nelma, por mensagem instantânea, se “teve bagunça hoje [11 de março] por aí”. Ela responde que não e pergunta por quê. “Eu falo no mercado”, diz o doleiro. Para a PF, o teor do diálogo é indício de que Youssef “já tinha sido avisado de que uma possível operação relacionada a crimes financeiros estava para acontecer”. No dia 13, Youssef chegou a alertar a doleira de que a operação iria mesmo ocorrer. “Outra coisa, amanhã vai ter operação. Então você sabe o que fazer”, escreveu – a ação estava prevista para ocorrer entre os dias 16 e 17. A PF diz que Nelma ofereceu ao parceiro rota de fuga com helicóptero no Campo de Marte, em São Paulo. “Se quiser, temos um [helicóptero] Agusta no [Campo de] Marte à nossa disposição, ok? Tá na mão”. Na casa de Youssef, a PF encontrou documento com a numeração completa dos processos na Justiça Federal do Paraná sobre a Lava Jato, que ainda estavam sob sigilo. “Essas evidências apontam a possibilidade real de que os dois alvos pudessem tentar fugir das autoridades no momento da deflagração da operação”.

Após perseguição, homens são presos com carro roubado e arma

Quatro homens foram presos na manhã desta quinta-feira (1º), na Avenida Luis Eduardo Magalhães, em Salvador, após serem perseguidos por policiais da 82ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM).
Os ladrões estavam em um carro roubado, modelo Ethios, no qual realizaram diversos assaltos na noite de quarta-feira (30), segundo a polícia. A guarnição da 82ª CIPM, sob o comando do Tenente Belazzi, encontrou também com os assaltantes dinheiro, pertences das vítimas e dois revólveres calibre 38.
Todos foram encaminhados para a Delegacia de Furtos e Roubo de Veículos, no Detran.

Polícia prende acusado de estuprar e engravidar adolescente

Policiais Militares do Pelotão Especial da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), prenderam nesta quarta-feira (30), na localidade conhecida como “Baiacu”, na Ilha de Vera Cruz, um homem identificado como Anaílton Lima Batista, 32, acusado de estupro. Segundo informações do Major Dias, comandante da unidade, após várias denúncias anônimas, os policiais conseguiram localizar Anaílton que confessou ter estuprado uma garota de apenas 12 anos.

De acordo com informações da polícia, a vítima tem 12 anos e mora na mesma rua do acusado. Segundo exames realizados, a adolescente está grávida.

Anaílton foi apresentado na 24ª Delegacia Territorial (DT), em Vera Cruz.

Polícia apreende arma roubada de investigadora da PC


Policiais Civis do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), guarnição sob o comando do Investigador Carlos Alberto, conseguiram localizar  no bairro de Pirajá, em Salvador, o veículo Croos Fox, cor preta, placa NNS 0685, com restrição de roubo. De acordo com informações, no interior do carro foi encontrada uma pistola .40, da Polícia Civil, roubada de uma policial da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), em Piatã. O assalto foi no dia 11 de Novembro de 2013, na porta da Delegacia.

Rebelião na Delegacia deixa um morto

Rebelião na Delegacia de Serrinha deixa um morto

Foto: Site Ferraz e O Povo
Um detento de 74 anos foi morto nesta quarta-feira (30), em uma rebelião ocorrida na Delegacia de Serrinha. Segundo o delegado Mozart Cavalcanti, o conflito ocorreu após uma revista rotineira na carceragem, realizada por volta das 12h30. Uma faca e drogas encontradas nas celas foram retiradas, o que causou a revolta de 28 presos. “Foi só por isso. Eles amarraram dois presos nos colchões e tocaram fogo”, contou. Um dos presos que conseguiu ser resgatado mais rapidamente foi encaminhado para um hospital em Salvador. Não há informações sobre seu estado de saúde. Outro interno foi socorrido e levado para o Conjunto Penal de Serrinha. Nesta quinta-feira (1º), ele teve um infarto e morreu no presídio. Devido aos danos causados na delegacia, por conta da queima de colchões, 25 presos foram transferidos para o Conjunto Penal. 

Guarda Municipal preso por tráfico responderá a processo administrativo

A Prefeitura de Salvador, divulgou uma nota à imprensa na tarde desta quarta-feira (30), em que informa a abertura de um processo administrativo contra o guarda municipal Guilherme Barbedo Tancredi, preso hoje (30) por tráfico de drogas.De acordo com a nota, o servidor responderá a Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto pela Superintendência de Segurança Urbana e Prevenção à Violência (Susprev) da Prefeitura de Salvador.

O servidor desenvolvia atividades em ações de proteção ao patrimônio público. Enquanto aguarda a conclusão do PAD, a Susprev afastou o guarda municipal de suas funções.

A prisão:

Um guarda municiapl foi preso na manhã desta quarta-feira (30), no bairro de Itapuã, em Salvador. Guilherme Tancredi foi preso em um condomínio por policiais Departamento de Narcóticos (Denarc), Na residência dele, a polícia encontrou vários quilos de maconha. Ele foi preso por tráfico de drogas.

Cacique ‘Babau’ tem liminar reconhecida e está em liberdade

Cacique 'Babau' tem liminar reconhecida e está em liberdade
Está em liberdade Rosivaldo Ferreira da Silva, líder indígena conhecido como cacique Babau. A decisão em caráter liminar foi do desembargador Sebastião Reis, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Babau foi preso no dia 24 de abril, quando se entregou à Polícia Federal em Brasília, sob suspeita de ser mandante da morte de um produtor rural no sul da Bahia. De acordo com o STJ, o ministro justifica o voto com o reconhecimento de que a prisão dele não é necessária na atual fase do processo.

Maconha deve ser legalizada, e traficantes da droga, anistiados

Legalizar a cannabis e acabar com a guerra às drogas não é somente uma questão de liberdades individuais. É também uma questão de segurança pública e de direitos humanos.

A guerra às drogas está dizimando a juventude mais pobre das periferias, que morre vítima das lutas de facções, da repressão ao tráfico, da violência policial e das milícias. Ou é encarcerada pelo comércio ilegal de drogas ou, em muitos casos, pelo uso delas.

Dependendo da cor e da classe social, a mesma quantidade de substância pode ser considerada para uso ou para tráfico, e a pessoa pode ir parar em presídios superlotados, que são verdadeiros infernos e escolas do crime.

Por isso, o projeto de lei 7270/2014, que protocolei na Câmara dos Deputados, faz muito mais do que legalizar a maconha: ele propõe uma série de mudanças radicais na política de drogas do Brasil.

A legalização tem sido o aspecto mais comentado do projeto, tanto por aqueles que são a favor quanto por aqueles que se opõem, mas a proposta vai além. Entre a lei e sua justificativa, são 60 páginas que recomendo ler a quem quiser criticá-lo. E neste artigo quero falar sobre um ponto do projeto em particular: a anistia.

Números

Mas antes disso, como diz o mestre Eugênio Raul Zaffaroni (jurista argentino), “vamos ouvir a palavra dos mortos”. De acordo com o Ministério da Saúde, o uso de drogas matou 40.692 pessoas entre 2006 e 2010. Desse total, 34.573 (84,9%), morreram em decorrência do abuso (não confundir com o uso) do álcool, e 4625 (11,3%), do tabaco.

Quer dizer: 96,2% das mortes diretamente relacionadas ao uso de drogas foram causadas por duas substâncias que, na atualidade, são lícitas. A droga cujo abuso mais mata, o álcool, não só é comercializada legalmente, como também tem propaganda na televisão — feita até por deputados!

E a maconha? No relatório, ela sequer é mencionada porque é raro alguém morrer por overdose de cannabis, que, no entanto, é ilegal. Vejam que contradição! Mas tem uma série de dados em que os números se invertem: quando falamos das mortes decorrentes do tráfico ilegal e da guerra às drogas.

 

Lula Marques/FolhapressA droga cujo abuso mais mata, o álcool, não só é vendida legalmente, como também é vendida na televisão – até por deputados!Jean Wyllys, deputado federal (PSOL-RJ), sobre a diferença de mortes por abuso de álcool e drogas ilícitas

 

A proibição mata muito mais do que o uso de qualquer droga. E como a maconha, segundo a ONU, é a droga consumida por 80% dos usuários de drogas ilícitas, podemos dizer que a proibição da maconha é o que mais mata.

De acordo com um relatório dos repórteres Willian Ferraz, Hugo Bross, Kaio Diniz e Vanderson Freizer, 56% dos assassinatos no Brasil têm ligação direta com o tráfico. Os mortos, em sua grande maioria, são jovens pobres de 15 a 25 anos. E são mais de 50 mil mortes por ano.

Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), só no Rio de Janeiro, em 2013, houve 4761 homicídios, 16,7% mais que em 2012. Desse total, 416 foram assassinatos cometidos pela polícia e registrados sob o eufemismo de “auto de resistência”. O panorama é assustador em todo o país.

Entre 1980 e 2010, a taxa de mortalidade por armas de fogo no Brasil cresceu de 7,3 a 20,4 por cada 100 mil habitantes, mas esse número, já altíssimo, dobra quando falamos dos jovens: quando as vítimas têm entre 15 e 29 anos, a taxa é 44,2. E a principal causa disso é a guerra às drogas.

Mas essa “guerra” impediu que as pessoas consumissem drogas ilícitas? Não. De acordo com um estudo do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas da Unifesp, a maconha é consumida por mais de um milhão de brasileiros, e 7% dos adultos já fumaram alguma vez. Dentre eles, 62% tiveram o primeiro contato com a maconha antes dos 18 anos de idade.

Hoje, como a maconha é liberada, não tem maneira de impedir que um menor de idade vá comprar numa “boca”. E todo o mundo sabe onde fica a boca mais próxima.

A política de guerra às drogas – além de não diferenciar o uso do abuso de drogas e nem reduzi-los, não regular o comércio, não controlar a qualidade das drogas que são vendidas, não recolher impostos, não impedir o acesso a elas dos menores de idade, gastar fortunas e matar milhares de pessoas a cada ano – também envia milhares de jovens para os presídios.

 

A guerra às drogas, além de ser cara e inútil, está produzindo uma tragédiaJean Wyllys, deputado federal (PSOL-RJ), sobre a política de combate ao tráfico de entorpecentes

 

De acordo com dados coletados pelo portal G1, o total de pessoas encarceradas no Brasil é de 563.723 (bem mais que a capacidade das prisões, que é de 363.520 vagas), e em 20 anos esse número aumentou em 450%.

O Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo, depois da China, dos EUA e da Rússia, e, de acordo com dados do Ministério da Justiça de dezembro de 2012, a maioria dos presos é jovem (52% têm entre 18 e 29 anos), negro ou pardo (58%), e quase um de cada quatro (24%) está preso por comércio de drogas ilícitas.

O que esses números e outros que poderiam ser mencionados mostram é que a guerra às drogas, além de ser cara e inútil, está produzindo uma tragédia. Por isso, além de legalizar e regulamentar o comércio de maconha, meu projeto propõe duas medidas que, eu sei, serão polêmicas — e peço atenção, porque provavelmente serão distorcidas pelos fundamentalistas de sempre —, mas considero que sejam imprescindíveis para reduzir a violência e a criminalidade (e a criminalização muitas vezes desnecessária).

O projeto

Em primeiro lugar, proponho uma anistia geral para todas as pessoas presas, processadas ou indiciadas por tráfico de maconha. Isso não inclui aqueles que tenham praticado outros crimes (por exemplo, quem tiver matado), e nem os policiais e outros agentes públicos envolvidos no tráfico.

O objetivo dessa primeira anistia, que é uma consequência lógica da descriminalização do comércio de cannabis (mas, por uma questão de técnica legislativa, precisava ser explicitada), é liberar aqueles que tenham sido presos ou acusados apenas por vender maconha. A maioria é composta por vapores, aviões, pequenos assalariados do tráfico, jovens e adolescentes que moram nas periferias e nas favelas e que entraram no “movimento” porque era o que o país lhes oferecia para ser alguém na vida.

 

Leo Franco/AgnewsProponho uma anistia geral para todas as pessoas presas, processadas ou indiciadas por tráfico de maconha, exceto para policiais e para aqueles que tenham praticado outros crimesJean Wyllys, deputado federal (PSOL-RJ), sobre um dos pontos do projeto de lei que protocolou na Câmara dos Deputados

 

O conceito de traficante está inchado porque inclui, como se da mesma coisa se tratasse, o chefe de uma quadrilha internacional e o menino pobre que trabalha (sim, trabalha) no último elo da cadeia do tráfico. E somente esses últimos é que são presos, na maioria dos casos, e têm a vida estragada quando ela apenas começou.

Inserção na sociedade

O Estado é culpado por esses meninos terem se envolvido no tráfico, porque a escolha deles é consequência direta de outras muito mais erradas que o Estado tem feito nas últimas décadas. Em vez de trancafiá-los num presídio e condená-los à marginalidade e ao crime, o país deveria lhes oferecer uma alternativa de vida.

A lei que proponho dá o primeiro passo, deixando esses jovens em liberdade e apagando seus antecedentes, que são a marca que o sistema punitivo deixa neles para sempre, para que nunca mais deixem ser rotulados como “bandidos”. O poder público deverá completar a tarefa, fazendo da legalização uma transição entre o velho e o novo, mudando o contexto em que esses jovens vivem.

A segunda anistia explica por que não seguimos o modelo uruguaio de legalização da maconha, que estabelece o controle estatal da produção e comercialização: esse modelo resolveria a questão das liberdades individuais (o direito dos usuários de maconha a comprar a planta e seus derivados legalmente), mas de nada servia para acabar com o tráfico ilegal e oferecer uma saída a esses jovens.

 

Luis Macedo/Câmara dos DeputadosO conceito de “traficante” está inchado, porque inclui o chefe de uma quadrilha internacional e o menino pobre que trabalha no último elo da cadeia do tráficoJean Wyllys, deputado federal (PSOL-RJ), sobre a política de combate às drogas

 

Por isso, estamos propondo que, depois da sanção da lei e por um determinado prazo, outra anistia seja oferecida àqueles que praticam o comércio ilegal da maconha e de outras drogas e não foram ainda indiciados ou condenados por isso, mas querem se inserir na legalidade.

Isso quer dizer que o dono de uma “boca” poderá se registrar como comerciante legal de maconha, cumprindo todos os requisitos da lei, abandonando as armas e a violência, assim como o comércio das outras drogas ainda ilícitas, e pagando impostos (que, imagino, serão mais baratos que a propina da polícia). E viramos a página.

Eles não poderão ser presos por terem sido, antes disso, traficantes, desde que não tenham cometido crimes violentos.

A legalização da maconha é um primeiro passo que, feito dessa maneira, além de garantir as liberdades individuais dos usuários, será uma ferramenta fundamental para reduzir a violência, deixar de encher nossas prisões e acabar com uma guerra que já matou gente demais.

O resto do trabalho deverá ser feito, a médio e longo prazo, por uma política de Estado diferente da atual, que ofereça outras oportunidades de vida àqueles que hoje têm o comércio ilegal de drogas como única saída. Não vai ser com mais militarização e mais polícia que vamos resolver esse problema.

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