:: 19/jan/2014 . 10:32
Operação de BVA afeta mais de 70 fundos.
Mais de 70 fundos de pensão de empresas estatais e de prefeituras de todo o país correm o risco de perder a maior parte dos R$ 2,7 bilhões que investiram na compra de papéis lastreados por empréstimos originados no Banco BVA, em processo de liquidação desde agosto.
O investimento dessas entidades nesse tipo de papel é o dobro do que era conhecido até agora, segundo levantamentos feitos depois que a instituição passou à tutela do Banco Central e aos quais a Folha teve acesso.
Entre os bancos pequenos e médios, o BVA foi um dos que mais atraiu os fundos de pensão. As entidades o ajudaram a ter um crescimento relâmpago. Em seis anos, seus ativos aumentaram 17 vezes: de R$ 430 milhões, em junho de 2006, para R$ 8 bilhões, em junho de 2012.
| Editoria de Arte/Folhapress |
![]() |
Para captar os recursos dos fundos de pensão, o banco vendia títulos lastreados nos empréstimos que concedia, conhecidos no mercado como direitos creditórios.
Funcionava assim: o banco financiava empresas e depois transformava a operação num título, que era vendido a investidores.
Quase metade desses papéis, R$ 1,3 bilhão, foi vendida diretamente aos fundos de pensão. Os maiores compradores foram a Petros (dos funcionários da Petrobras), o Postalis (Correios) e a Refer (Rede Ferroviária Federal).
O outro R$ 1,4 bilhão foi negociado com fundos de investimento ligados ao BVA e que tinham os fundos de pensão como cotistas.
Nesse grupo estavam não só as entidades ligadas às estatais, mas também os institutos de previdência de 59 municípios e dos governos estaduais de Tocantins e Roraima.
Nessa ciranda, aparecem cidades do porte de Campinas (SP), Manaus (AM) e Joinville (SC), e entidades de pequenos municípios como Serra (ES), Palhoça (SC) e Bom Jesus dos Perdões (SP).
PERDAS
Nas avaliações de técnicos que destrincharam as operações do BVA, uma parte significativa dos empréstimos que lastrearam os papéis vendidos no mercado foi concedida a empresas com pouca condição de honrar os pagamentos.
Várias não tinham crédito com os grandes bancos. Por isso, aceitavam pagar juros mais elevados no BVA.
Nesse tipo de investimento, quando o devedor não paga, a conta estoura na mão de quem comprou o título. Para se prevenir, os investidores costumam exigir que o banco honre o compromisso, uma “trava de segurança” conhecida como coobrigação.
Nas operações do BVA, só 15% tinham esse tipo de garantia, segundo especialistas que avaliaram o banco.
“Estamos enfrentando um grande prejuízo, apesar de todas as regras que criamos após a quebra do banco Pan-Americano [2010] para proteger esses fundos”, diz Leonardo Rolim, secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência.
No fim de 2013, o BC obrigou os fundos de investimento a lançar em balanço as perdas decorrentes dos atrasos de pagamento desses títulos. Rolim, da Previdência, espera que os fundos de investimento em que prefeituras e Estados aplicaram consigam recuperar pelo menos parte das aplicações.
Mas as chances não parecem grandes. No ano passado, o liquidante do BVA, Valder Carvalho, fez um leilão para tentar vender trinta operações de crédito do banco.
Seria um teste para avaliar as chances de recuperação da carteira. Como os interessados pediram descontos que passaram de 70%, o liquidante desistiu. Procurado, Carvalho não quis se pronunciar.
Profissionais que tiveram acesso aos empréstimos da instituição calculam que mais da metade da carteira esteja na categoria de “difícil recebimento”.
OUTRO LADO
Ivo Lodo, ex-presidente do BVA, não quis se manifestar. A reportagem também procurou as dez entidades de previdência com maior exposição aos papéis do banco (veja quadro nesta página).
Cinco delas (Postalis, Geap e os fundos de Tocantins, Manaus e Macaé) não responderam até a conclusão desta edição. Os representantes do Refer e do fundo de Roraima não foram localizados.
Por meio de sua assessoria, a Petros informou que não investiu diretamente no BVA. Seus recursos foram para fundos que tinham direitos creditórios “emitidos por empresas de médio porte”.A Faceb, dos funcionários da Companhia Energética de Brasília, confirmou ter aplicado em “títulos estruturados pelo BVA, oferecidos pelo próprio banco”, e que uma parte está inadimplente.Sergio Miers, gerente do Ipreville, da Prefeitura de Joinville (SC), disse acompanhar a situação com cautela.
CRIME AMBIENTAL NA LAGOA ENCANTADA EM ILHÉUS
Atenção órgãos de defesa do meio ambiente de Ilhéus, moradores da localidade da Lagoa Encantada, estão destruindo o berçário de peixes e camarões devido a prática da pesca predatória. em visita ao local durante esta semana, ficamos surpresos com a modalidade de pesca que os nativos estavam realizando, a pesca de calão com o uso de malha. Isso mesmo, uma malha onde estavam sendo retirados da lagoa todos os tipos de seres vivos com menos de 3 cm de tamanho. Peixes pequenos, filhotes de camarão etc…
Onde está a ação do IBAMA, DA SEMA, DA POLÍCIA AMBIENTAL E DA PREFEITURA DE ILHÉUS, no intuído de intensificar campanhas de fiscalização efetiva no local?
| PROTEÇÃO SÓ NA PLACA |
Em conversa com uma moradora, nossa redação descobriu que várias espécies estão ficando escassas no local, como o camarão calambau e o pitu. Até peixes como robalo, tucunaré e tilápia também estão sumindo da Lagoa Encantada. O nome faz jus ao local, mais o meio ambiente pede socorro.
Coutinho Neto
Vaticano afastou 400 suspeitos de pedofilia
![]() |
| BENTO 16 – TOLERÂNCIA ZERO |
O Vaticano disse neste sábado que cerca de 400 padres foram afastados durante o pontificado do papa Bento 16, devido às queixas de crianças abusadas sexualmente por clérigos. “Em 2012, foram cerca de 100, enquanto que em 2011 foram cerca de 300”, disse o porta-voz Federico Lombardi.
No entanto, a organização Snap, que junta vítimas de abusos sexuais por parte de membros da Igreja, disse em comunicado que essas medidas disciplinares não são suficientes e que “o papa deve afastar também os clérigos que encobriram crimes sexuais”.
As revelações dos crimes sexuais cometidos por membros do clero e o encobrimento pelos seus bispos começaram na Irlanda e nos Estados Unidos há mais de uma década e têm abalado a Igreja Católica.
BAND
























