Como barata tonta

O governador Jaques Wagner fez bem em desmarcar a viagem de recreio (comemorando seus 63 anos) que deveria fazer neste período. Vai esperar pela Semana Santa. Fez bem porque tem tempo para decidir a chapa que compõe para o governo, na medida em que o candidato a vice, está definido, mas, oficialmente não foi anunciado. Este fato tem machucado, e muito, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, que sempre lhe foi fiel e o tem como amigo, senão íntimo, pelo menos próximo de tal situação. Volto a dizer que Nilo não merecia esta forma de tratamento. Pelo contrário, deveria ser o primeiro a saber quem seria o vice da chapa. O nome comentado nos bastidores é o do deputado João Leão, um deputado de muitos votos, principalmente no Oeste baiano. De qualquer modo, Nilo e Wagner tomaram café da manhã ontem, e o clima entre os dois deve ter melhorado. O curioso dessa história é que a fidelidade do presidente da Assembleia Legislativa ao governador do Estado era de tal sorte que ele passou a ensinar o caminho das pedras ao líder governista, deputado Zé Neto, o que já agora não faz. Como anotou o jornalista Levi Vasconcelos em Tempo Presente, a todo o momento que é procurado por Neto para saber como tocar a sua liderança, Nilo diz “Olha, já disse que não sou mais seu assessor. Mas vou lhe dizer como agir. Faça um ofício a mim, que levo a questão para decisão da comissão”. Imagino como está o deputado José Neto. Se já é confuso por natureza, deve estar embaraçado como uma barata tonta. Faz parte.
























