Petrobras lesada em 1 bilhão de dólares

É da obrigação do Palácio do Planalto e da Petrobras explicar, de forma clara, o  que aconteceu com a principal empresa brasileira ao ser engabelada e comprado a refinaria de Pasadena, no Texas, por 1,18 bilhões de dólares quando, um ano antes, a empresa belga que se tornou “sócia” da Petrobras a adquiriu por apenas 46 milhões de dólares. A própria presidente Dilma, então presidente do Conselho da Petrobras aprovou a compra e ontem emitiu, provavelmente do próprio punho, uma nota que não explica nada – fala em contrato tecnicamente “falho” –  o que só faz piorar a situação. Como assinar um contrato tecnicamente “falho”? Como permitir que a principal empresa brasileira, hoje peteca política nas mãos do governo, tenha tido um prejuízo de um bilhão de dólares numa negociação em que os acionistas não tomaram conhecimento, pelo contrário, a história só veio à luz há cerca de dois anos? O que aconteceu com a gestora Dilma Rousseff para entrar numa fria dessa ordem? Hoje veio à tona que todo o contrato estava à disposição da Petrobrás. Comprou porque quis (porque quis?) e o Conselho aprovou com Dilma comandando-o na condição de presidente. O prejuízo que causou ao País não foi pequeno. Isso vai render, e muito. É preciso que tudo seja explicado de forma clara, ou será que esta negociação entraria no rol de “operação” lesa-pátria?