No inicio da manhã desta terça-feira (23), várias caixas contendo lixo hospitalar estavam abertas e reviradas nas calçadas da rua Expedito Rodrigues no bairro Quintas do Morumbi, próximo a Escola  Adventista.

Segundo denúncias de moradores da área, esta não é a primeira vez que isso acontece e nossa reportagem apurou que lixo hospitalar tem sido despejado de forma criminosa em alguns pontos de Itapetinga, mas ninguém sabe de onde vem o material, pois, quando amanhece, tudo já está despejado no local.

Nossa equipe do Blog esteve no local e encontrou seringas, algodões, esparadrapos, soros, caixas de remédios (alguns anticoncepcionais) e agulhas usadas expostas a céu aberto, inclusive juntando moscas. Populares que passam pelo local reclamam do risco iminente de contaminação, mas não sabem para quem reclamar.

Funcionários da Vita Ambiental, empresa responsável pela coleta de lixo da cidade, já estavam no local quando nossa reportagem chegou e de acordo com Anderson Silva, responsável pela coleta e incineração de resíduos de saúde, não é de competência da Vita Ambiental o recolhimento de lixo hospitalar gerado por empresas privadas e muito menos quando estes são despejados em vias públicas.vita vita1 vita2

Anderson frisou que o encaminhamento adequado ao lixo hospitalar é a incineração. Hospitais, clínicas, farmácias e laboratórios são os únicos responsáveis por esse material. “Não é competência do serviço público recolher esses dejetos”. A Resolução nº 306 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária determina que os geradores de resíduos de serviços de saúde é que são responsáveis pelo gerenciamento dos seus resíduos desde a geração até a disposição final.

Anderson alertou ainda que nesses casos de despejos criminosos de resíduos hospitalares em vias publicas, a principal recomendação é evitar o contato com os dejetos hospitalares.

“A população jamais deve manusear qualquer objeto”, orientou. Investigação Apesar de não ser de competência do município a coleta do lixo hospitalar é dever e obrigação do mesmo a fiscalização do meio ambiente e, no mínimo, a investigação de ato criminoso que atenta conta a saúde pública, mas para nossa surpresa, quando procuramos a Secretaria de Meio Ambiente para denunciar o problema e pedir providências, eles sequer se importaram com assunto, esquivaram-se e por telefone disseram que não era problema deles.

Nossa reportagem procurou então a Vigilância Sanitária do Município e esta se prontificou a iniciar uma investigação para apurar quem está despejando o lixo hospitalar de forma irregular no local. “É inadmissível que isso continue ocorrendo, pois, além de colocar em risco a saúde pública, essa atitude é um crime ambiental.

Nossa reportagem pediu o apoio Vita Ambiental, que gentilmente fez a coleta adequada desse material e a devida incineração. Se a prefeitura coletar por conta própria e despejar o lixo hospitalar no Aterro Sanitário estará cometendo um crime ambiental e caso seja preciso, pediremos, inclusive, o apoio da Polícia Militar para encontrarmos os culpados, que sofrerão punições”.

Se houver boa vontade dos agentes públicos será fácil descobrir quem está jogando dejetos hospitalares nas ruas da cidade e atentando contra a saúde pública. Basta identificar os lotes das caixas de remédios que foram jogadas nas ruas e descobrir qual sua origem, ou seja, de onde elas saíram. Fácil assim. É só querer!

Por Eliomar Barreira