A Oi pagou R$ 50 milhões para o advogado Maurício Dal Agnol encerrar processos judiciais movidos por clientes contra a operadora. O esquema era intermediado por Eurico Teles, diretor jurídico da empresa, segundo investigação da Polícia Federal, e o advogado foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul por formação de quadrilha, estelionato, patrocínio infiel e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Época, uma peça apresentada à Justiça na última terça-feira (16) acusa Teles e outras três pessoas de participação no esquema, que teria lesado mais de 30 mil pessoas no estado, e teria contribuído para a empresa recuperar cerca de R$ 300 milhões. O esquema consistia em subornar um escritório de advocacia que defendia mais de 13 mil clientes em ações contra a companhia, em troca do encerramento das ações judiciais. A ação começou quando Teles foi convocado a propor soluções para reduzir o tamanho do passivo da Oi. Ao invés de manter a estratégia de tentar reduzir na Justiça os valores das ações judiciais, usadas até ali, o diretor jurídico preferiu contratar o escritório de Dal Agnol, conhecido por conseguir bloquear ações na Justiça Estadual. O acerto estabelecia que a Oi pagaria R$ 50 milhões ao escritório para que os processos fossem encerrados por 50% do valor já depositado pela própria empresa em juízo, à época R$ 638 milhões. As fraudes foram descobertas depois que a PF apreendeu, em 2014, um contrato particular firmado por Teles e Dal Agnol. A PF de Passo Fundo mantinha 200 inquéritos abertos para investigar fraudes nas disputas com a Oi e em 2013 o esquema foi desmontado, com a deflagração da Operação Carmelina. O nome faz referência a uma das clientes do advogado, que morreu de câncer sem ter recebido o dinheiro que a Justilha determinou. AO longo da investigação foi descoberto a circulação, entre 2009 e 2013, de R$ 2 bilhões pela conta do escritório e de empresas de fachada de Dal Agnol, o que sugere que o advogado embolsou parte dos outros R$ 300 milhões que serviriam para ressarcir seus clientes, cujas ações, em muitas casos, já haviam transitado em julgado. O dinheiro será rastreado. De acordo com a Época, Dal Agnol conseguia a façanha porque tinha a prerrogativa de movimentar alvarás em nome de seus clientes, inclusive, aqueles que permitiam o saque de depósitos judiciais feitos pela Oi. :: LEIA MAIS »
O craque Neymar foi o destaque do Brasil na conquista do ouro olímpico na noite deste sábado (20), no Maracanã. O atacante marcou o gol brasileiro no empate por 1 a 1, e converteu pênalti decisivo, que deu o título ao time comandado por Rogério Micale. Ao fim da partida, ele celebrou a conquista.
“Tenho muita coisa para falar. Mas ainda não encontrei palavras. Vou esperar acalmar. Só quero agradecer a Deus, minha família, meus amigos e companheiros. Tivemos momentos difíceis no início. Fomos criticados e respondemos com o futebol”, disse o camisa 10 em entrevista à TV Globo.
Finalizando o discurso, ele deu um aviso. “É uma das coisas mais incríveis que já aconteceram na minha vida. Agora vão ter que me engolir”, gritou.