Justiça Federal decretou o bloqueio de imóveis e a apreensão de veículos pertencentes a pessoas ligadas à banda. PF investiga grupo empresarial por fraudes no Ceará. Estão sendo cumpridos 76 mandados judiciai. A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (18) a operação “For All”para investigar fraudes no Imposto de Renda cometidas pela empresa A3 Entretenimento, que administra a banda Aviões do Forró, entre outras.p9iawkq

Os cantores Xande Solange Almeida, vocalistas da Aviões, depõem na sede da Polícia Federal nesta manhã. Eles foram levados para prestar esclarecimentos, segundo confirmou a PF, em coletiva.

A ação da PF conjunta  com a Receita Federal. A estimativa preliminar já identificou uma omissão de receitas de mais de R$ 300 milhões, segundo a Receita. A Polícia Federal, em nota divulgada na manhã desta terça-feira (18) informou que a Justiça Federal decretou o bloqueio de imóveis e a apreensão de veículos pertencentes a pessoas ligadas ao grupo Aviões do Forró. Este grupo comanda casas de show e também a mais famosa banda de forró do Brasil, na atualidade. A ação faz parte da operação “For All”, que foi deflagrada pela PF contra o grupo.

A Receita Federal divulgou que as investigações começaram em 2012 e foram aprofundadas a partir de 2014, com a parceria da Polícia Federal e do Ministério Público. Cerca de 260 policiais federais e 35 auditores estão cumprindo 76 mandados judiciais, sendo 32 de condução coercitiva – quando a pessoa é obrigada a depor – e 44 de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza e Russas no Ceará além de Souza na Paraíba. Às 8h desta terça (18) a cantora Solange Almeida, que também é alvo da operação, postou mensagem em seu Facebook sem comentar diretamente a operação. “Seja incentivador de sorrisos, cumprimente as pessoas, elogie, faça um carinho. Você é reflexo daquilo que faz ao seu próximo! #bomdia”, escreveu acompanhada de uma foto.

Polícia Federal deflagra operação "For All", que investiga grupo empresarial de Forró (Foto: Gioras Xerez/G1)

Banda disse que vai cooperar

Após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF) com suspeita de sonegação fiscal, a banda Aviões do Forró divulgou nota na manhã desta terça-feira (18) em que comenta a ação da PF que tem cerca de 260 agentes trabalhando. Através da sua assessoria de comunicação a banda afirmou que irá colaborar com a investigação policial. “A Banda Aviões do Forró informa que está à disposição da Polícia Federal e da Justiça e que colaborará com todos os questionamentos em relação à operação”, afirmou a banda, em nota enviada à reportagem.

Entenda o caso

Nesta manhã, a Justiça Federal decretou o bloqueio de imóveis e a apreensão de veículos pertencentes a pessoas ligadas ao grupo Aviões do Forró, que comanda casas de show e também a banda Aviões do Forró. A ação faz parte da operação FOR ALL, que foi deflagrada pela PF contra o grupo que além da banda administra casas de shows no Ceará. A Receita Federal divulgou que as investigações contra o grupo começaram em 2012 e foram aprofundadas a partir de 2014, com a parceria da Polícia Federal e do Ministério Público. Cerca de 260 policiais federais e 35 auditores estão cumprindo 76 mandados judiciais, sendo 32 de condução coercitiva – quando a pessoa é obrigada a depor – e 44 de busca e apreensão nas cidades de Fortaleza e Russas no Ceará além de Souza na Paraíba.

Mais depoimentos

Entre as pessoas levadas à sede da Polícia Federal, em Fortaleza, para prestar depoimento estão os empresários Isaías Duarte e Carlos Aristides, do grupo A3 Entretenimento. A Justiça Federal também decretou o bloqueio de imóveis e a apreensão de veículos pertencentes a pessoas ligadas ao grupo. Há indícios de que os integrantes da organização forneciam dados falsos ou omitiam dados nas suas declarações de Imposto de Renda pessoa física e jurídica, para eximir-se da cobrança de tributos.

Como funcionava o esquema

O grupo ainda adquiria bens, como veículos e imóveis, sem declarar ao Fisco. Foram encontradas divergências sobre valores pagos a título de distribuição de lucros e dividendos, movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos declarados, pagamentos elevados em espécie, além das diversas variações patrimoniais a descoberto. No decorrer da investigação, foram identificados indícios de lavagem de capitais, falsidade ideológica e associação criminosa. “As medidas judiciais cumpridas hoje pela Polícia Federal têm por finalidade buscar a responsabilização das pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo empresarial e possibilitar que Receita Federal se municie de elementos suficientes permitindo uma real avaliação dos possíveis tributos sonegados”, informou a PF. A Receita Federal divulgou que as investigações inciaram em 2012 e foram aprofundadas a partir de 2014, com a parceria da Polícia Federal e do Ministério Público. // G1 . Correio . iBahia.