000Na tarde desta terça-feira, 27, a diretoria da APLB, reuniu-se, no gabinete do prefeito Rodrigo Hagge, com representantes da administração municipal.
Intermediado pelo Secretário de Educação, Geraldo Trindade, o debate começou com a explicação sobre as dificuldades que o governo vem enfrentando para atender as reivindicações que, embora legítimas, estão além das capacidades orçamentárias do município. Rodrigo Hagge afirmou que foi aconselhado pela equipe – secretário de finanças e de administração, consultor contábil e procuradores municipais – a não conceder nenhum tipo de reajuste agora. Segundo o grupo técnico, qualquer aumento, neste momento, pode acarretar impactos no índice de pessoal, rejeição de contas públicas e até mesmo inelegibilidade do prefeito.
Mas, ciente a importância da categoria na construção de uma sociedade forte, o prefeito resolveu assumir alguns riscos em defesa do aumento salarial dos professores. Depois de ampla discussão, o prefeito propôs um reajuste escalonado. Os professores receberiam, já em junho, um aumento de 3% e, em outubro, mais 2,5% o que, totalizaria, em uma conta de juros compostos, um reajuste salarial de 5,58%.
Além disso, prefeito e secretários se comprometeram a fazer, já no início de 2018, uma requalificação da educação municipal, novos estudos e planos que renderão bons frutos para a categoria.
Embora o acordo ainda não tenha sido firmado, a Prefeitura acredita no ganho que vem tendo com diálogo transparente e negociação justa e respeitosa. Para Rodrigo Hagge, os principais avanços da atual gestão municipal ainda não podem ser vistos pela população porque eles fazem parte de uma reestruturação necessária para a construção de um desenvolvimento seguro e sustentável.