:: 20/nov/2017 . 23:48
NOTA DE FALECIMENTO: MORRE AOS 65 ANOS JOSEVAL RIBEIRO DOS SANTOS “SEVINHA DO GREGO”
Faleceu nesta segunda (20) o Senhor Joseval Ribeiro dos Santos o popular “Sevinha do Grego”, antigo morador da rua Poções que hoje se chama Mariano Campos no Camacã.
Sevinha era Funcionário Público Municipal e se aposentaria nos próximos dias. Ele era muito conhecido na cidade e sua trajetória ficou marcada como vendedor de “Churrasco Grego”, o qual fez muito sucesso no anos/décadas 80/90.
Sevinha já vinha atravessando por problemas de saúde, foi internado no Hospital Cristo Redentor/Fundação José Silveira. Passou três dias internado e infelizmente não resistiu e veio a falecer. Ele não mais ia ao centro da cidade com tanta frequência, onde era muito conhecido e querido. Bastante extrovertido e resenhista, sempre alegrava os lugares por onde passava.
O corpo de Sevinha está sendo velado no Cerimonial Pax Perfeição. Local e hora do sepultamento ainda vão ser definidos pela família
“Disse-lhe Jesus: EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.”
Descanse em Paz, Sevinha!
Vídeo: Presos agridem agentes, roubam armas e 34 fogem da cadeia
Na última quarta-feira (15), presos da Cadeia Pública de Poconé, em Mato Grosso, enfrentaram agentes penitenciários e roubaram armas do local. Câmeras de segurança registraram toda a ação, na qual cerca de 34 presos fugiram, e somente 10 conseguiram ser recapturados até o momento.
As imagens mostram dois agentes correndo e tentando fugir de um grupo de presos. Os detentos encurralam os servidores em uma das alas da cadeia. Vários outros presos vão em direção ao mesmo local. Um preso volta da ala com chaves e tenta abrir uma estrutura. Depois, três presos aparecem empurrando um agente e o derrubam no chão, onde é agredido e imobilizado. Veja o vídeo abaixo:
20 DE NOVEMBRO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA. SAIBA QUAL É A SITUAÇÃO DO NEGRO NO BRASIL
A identidade de um povo, num Estado nacional, pode se transformar, lentamente, seguindo as modificações históricas ou de forma mais veloz, sobretudo em períodos de guerra ou de grandes transformações locais ou mundiais. Muitas vezes tais mudanças são geradas durante certo tempo e, a partir de algum movimento, tornam-se visíveis.
Assim sendo, para entender o presente, é preciso compreender o que a história significa no passado e para o futuro e, ainda, a diferença entre a história, os pontos de vista históricos e as interpretações da história.
O Estado brasileiro, escravista durante mais de trezentos anos, reestruturado por conceitos republicanos excludentes, impôs e estimulou, ao longo da história, conceitos de nacionalidade que determinaram um discurso cultural distante da realidade multi-cultural do país.
A cultura brasileira, essencialmente permeada por valores femininos, negros, caboclos, indígenas, definida por encontros e conflitos, foi mediada, durante anos, pelo discurso da democracia racial e sua manifestação material legitimada a partir de uma leitura política branca.
A rica diversidade da cultura dos povos de origem européia aqui recriada, as africanidades brasileiras, as contribuições asiáticas, judias e árabes, as expressões indígenas resultantes dos conflitos da colonização, as características de nossa ‘antropofagia’, nossa identidade construída com referência em uma diversidade hierarquizada -, nem sempre essa dinâmica foi considerada pelo discurso que justifica e teme as desigualdades estruturais.
Começa, porém, a ser desenhada uma cultura de democracia participativa, que necessariamente inclui a cidadania cultural. O Brasil, Estado/nação, vive, neste momento, um período privilegiado no que diz respeito às possibilidades de concretizar transformações fundamentais abortadas em vários períodos da história. As profundas transformações dos conceitos de identidade nacional são então amparadas por uma política cultural inclusiva, que começa a se materializar valorizando a diversidade e desestruturando a hierarquia herdada da escravidão.
Espelho, espelho meu….
Em 1814, o governo geral do Rio de Janeiro recomenda ao governador da Bahia:
‘Determina Sua Alteza Real que V. Exa. proíba absolutamente os ajuntamentos de Negros chamados vulgarmente batuques, não só de dia, mas muito particularmente de noite, pois ainda que se lhes permitisse isto para os fazer contentes não deve continuar esta espécie de divertimento, depois de terem abusado tanto dela.’
(Com o aumento das revoltas da escravos e de outros grupos pobres, principalmente a partir do fim do século XVIII, os batuques foram considerados focos de rebelião e esteticamente proibidos)
O Brasil tem a maior população negra fora da África e a segunda maior do planeta. A Nigéria, com uma população estimada de 85 milhões, é o único país do mundo com uma população negra maior que a brasileira.
Responsável pelo maior translado humano da história – entre 3,6 e 5 milhões de africanos foram importados para o Brasil, de várias partes do continente africano -, a escravidão gestou estruturas, relações sociais e econômicas, valores e conceitos, visão de mundo incluindo visão de Estado, que tinham por meta sua permanência, sobrevida e a manutenção dos privilégios resultantes.
Só a partir da década de 1930, com base, principalmente, nas teses sobre a miscigenação e na forma envergonhada de expressão do discurso racista, consolidou-se no país o mito da democracia racial. O que significa que, ainda durante a maior parte deste século, foram inibidas ações de combate ao racismo, a organização cultural e política dos negros brasileiros, e a implantação de políticas para a superação das desigualdades raciais. No período pós-Abolição, a ausência de um sistema legal explícito que definisse as desigualdades e, ainda, as africanidades visíveis da cultura brasileira, serviu como argumento para que o Estado e a sociedade desconsiderassem a necessidade de se criar mecanismos para a inclusão do povo negro no processo de desenvolvimento nacional.
A rica história invisível dos seres escravizados nos vários países africanos, sua recriação cultural, são apenas parte do ser cultural brasileiro. A polícia, a prática da medicina e das outras ciências, a cultura de produção rural e de utilização da terra, a política de imigração, o sistema político, os métodos utilizados para a sistematização dos dados, as relações de produção e de gerenciamento da riqueza, o regime de propriedade e de créditos, o sistema legal e o escolar, o mercado de trabalho, tudo foi estruturado para atender à necessidade de enriquecer os senhores, de controlar o escravo ou, depois, para consolidar e justificar as desigualdades.
Mais de trezentos anos de escravidão, do século XVI até o final do século XIX, como instituição legal, social e econômica, que determinou o estilo de vida do Brasil colônia, representam uma referência histórica fundamental para se compreender as desigualdades raciais no país, e o aprofundamento da hierarquização dos direitos e da própria definição de humanidade, de valor social da pessoa.
O escravo, para que a escravidão se justificasse, não era considerado um ser totalmente humano por nenhuma das instituições, inclusive pela igreja. As práticas culturais e religiosas, a visão de mundo desse conjunto humano foram sistematicamente desqualificadas, apesar de sua integração ao modo de ser nacional, após mais de trezentos anos de convivência cultural, e sendo a sua força de trabalho responsável pelo desenvolvimento da economia. A aparência física dos negros, exceto quando se tratava de servir sexualmente os senhores, foi associada à dos animais e esteticamente desagradável ou inferior. Seu corpo era para o trabalho e sua força utilizada corno a dos animais. A participação nas artes, extremamente relevante sobretudo no século XVIII, pouco ampliou os seus direitos, ou lhes assegurou o exercício da cidadania.
Jogo do Intermunicipal termina em confusão em Santo Amaro
Mais uma vez, um duelo do Intermunicipal 2017 terminou em confusão. Por pouco, mais um árbitro não foi agredido em campo.
Na partida de volta da semifinal, entre Santo Amaro e Eunápolis, atletas da Seleção Santoamarense partiram para cima do árbitro Emerson Ricardo Andrade.
Os jogadores acreditavam que, em uma falta cobrada no último minuto, a bola havia tocado no travessão e caído dentro do gol. Diversos atletas cercaram o árbitro e os assistentes, que precisaram do apoio da Polícia Militar.
Mas, a reclamação foi infundada, já que as imagens da TV que transmitiu o confronto mostraram que a bola sequer tocou a linha, caindo fora do gol. Com o empate sem gols, Santo Amaro deu adeus ao Intermunicipal.
Também inconformados com a eliminação, torcedores santoamarenses atiraram latas de cerveja e garrafas plásticas no gramado do estádio. O título do Intermunicipal 2017 será disputado entre Eunápolis e Euclides da Cunha.
Na Bahia, negros ganham quase 40% menos do que brancos
A desigualdade voltou a aumentar. Depois de quatro anos, a diferença de rendimento entre negros e brancos – que sempre foi alta – voltou a crescer. Com a crise no mercado de trabalho, em 2016, a diferença na renda chegava a 34% menos para os negros no terceiro semestre daquele ano. Agora, em 2017, os números indicam uma disparidade ainda maior: negros ganham 36,3% menos do que brancos na Bahia.
Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta segunda-feira (20), justamente quando se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra. E as estatísticas continuam assustadoras: quanto mais escura a cor da pele, menor será a renda. Isso porque o órgão federal considera ‘negros’ aqueles que se autodeclararam pretos ou pardos.
Na Bahia, no 3º trimestre deste ano, enquanto os brancos que trabalhavam ganharam, em média R$ 1.945, os pardos receberam R$ 1.263 (35,1% menos), enquanto os pretos tiveram rendimento de R$ 1.175 (quase 40% menos). No mesmo período do ano passado, o rendimento médio geral tinha até registrado um leve aumento – 2,2% do universo total. *CORREIO
Dois morrem e três são presos após troca de tiros com a polícia
Dois homens foram mortos em um confronto com a polícia, no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, na manhã desta segunda-feira (20). De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP), durante a ação, três pessoas foram presas: Antônio Abrão Rodrigues Souza, 21 anos, Marcos dos Santos Gomes, 20, na foto acima, e Rosileide Araújo Santos, 32.
Ainda segundo a SSP, policiais receberam informações de que um grupo de homens armados estava em uma localidade conhecida como “Pé Preto” planejando atacar uma facção rival. Ao chegarem no local, a guarnição foi recebida a tiros. No confronto, dois criminosos foram baleados. Eles chegaram a ser socorridos para o Hospital Menandro de Farias, mas não resistiram aos ferimentos. Três criminosos conseguiram fugir.
Segundo a titular da 34ª Delegacia Territorial (DT), delegada Andrea Arrais, a motivação do crime seria a disputa pelo tráfico de drogas da região. “Todos os integrantes do grupo têm envolvimento com o tráfico, inclusive, alguns dele já possuem passagem pela polícia”, informou.
Com o trio foram apreendidas duas pistolas, munições de fuzil e de outros calibres, uma sacola com drogas e roupas camufladas.
Antônio, Marcos e Rosileide foram encaminhados para delegacia de Portão e autuados por tráfico de drogas e associação ao tráfico.
DUPLA DESAPARECE E FAMILIARES RECEBEM VÍDEOS DE TORTURA E ASSASSINATO: “COISA DE MONSTRO”
Dois jovens desapareceram após deixarem suas casas a última quarta-feira (15), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Os familiares das vítimas, de 21 e 22 anos, só tiveram notícias dos dois após receberem pelo WhatsApp, vídeos da dupla sendo espancada e assassinada dentro de um imóvel.
Segundo o programa Ronda, da TV Aratu, até a manhã desta sexta-feira (17) os corpos ainda não haviam sido localizados. Amigos e familiares realizaram um protesto contra a violência e uma vizinha, que preferiu não se identificar, lamentou a situação. “Para mim aquilo não é vídeo, é coisa de monstro. Nenhum ser humano merecia uma morte daquela”, falou.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está investigando o caso.
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