:: 5/fev/2022 . 21:53
CONSELHO DE SAÚDE DIZ QUE BAHIA PRECISA DE MEDIDAS DE RESTRIÇÃO “MAIS DURAS”
O Conselho Estadual de Saúde da Bahia, órgão que fiscaliza o SUS, afirmou que o decreto de restrições para o controle da Covid-9, atualizado nesta sexta-feira (4), frustrou a autarquia. “Em um cenário de recordes de casos ativos sendo batidos diariamente, era esperado que o governo estadual anunciasse medidas mais duras, restringindo de forma mais eficiente a circulação de pessoas. O cenário nacional, com quase mil mortes diárias, impõe a necessidade de ações para conter o vírus”, afirmou, por meio de nota.
O comunicado acrescenta ainda que “a variante Ômicron já tem mostrado capacidade de alterar três principais indicadores (contágio, ocupação de leitos de UTI e mortes) e não pode ser tratada como ‘leve'”. Além disso, a imprevisibilidade do surgimento de novas mutações que podem prolongar a pandemia também deveria ser uma preocupação motivadora de medidas mais restritivas, sobretudo contra os não-vacinados.
O Conselho disse também que tem defendido medidas como a distribuição gratuita e orientação do uso de máscaras adequadas, como as do tipo N95 e PFF2; equidade na aplicação e distribuição da vacina no Estado; manutenção do financiamento dos leitos de UTIs COVID-19; e ampliação da cobrança do passaporte vacinal em mais ambientes fechados como escolas, consultórios médicos e ferry-boats.
RK
JUSTIÇA SUSPENDE ABATE DE JUMENTOS NO BRASIL PARA EXPORTAÇÃO À CHINA
O abate de jumentos no Brasil para exportação à China foi suspenso pela Justiça Federal. A medida foi tomada por 10 dos 13 desembargadores da Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, na noite da quinta-feira (3). As informações são da BBC Brasil.
O Brasil passou a exportar, em 2016, o couro do animal para a produção de um remédio conhecido como ejiao, bastante popular na China. Não há comprovação científica de que ele funcione, mas, no país asiático, o ejiao é utilizado com a promessa de cura para uma série de doenças.
Para fabricar o produto, os animais são recolhidos da caatinga e de zonas rurais do Nordeste em grande volume, sem que exista uma cadeia de produção que renove o rebanho, como ocorre com o gado. Os jumentos são abatidos em velocidade maior do que a capacidade de reprodução, o que jogou luz sobre a população de jegues ser eliminada nos próximos anos no Nordeste.
RK
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