Segundo o levantamento, a maioria das denúncias (12%) foi enviada no mesmo ano do crime, enquanto os outros 3% foram encaminhados pelo MP-BA à Justiça em 2023. Isso significa que 85% das investigações sobre homicídios dolosos na Bahia não avançaram.

Beatriz Graeff, coordenadora do estudo, ressalta que o estado é também líder em números de homicídios dolosos no Brasil, o que pode sobrecarregar uma Polícia Civil sem investimento. “Esclarecer homicídio é um fator de redução de homicídio”, explica ao UOL.

Para Beatriz Graeff, é preciso repensar uma política de segurança pública voltada ao enfrentamento. “A maioria dos estados prioriza a ação ostensiva na segurança, a resposta rápida, a prisão em flagrante, que são características relacionadas à PM. Nossas políticas públicas tendem a priorizar essa postura porque é mais visível, traz mais retorno ao gestor”, avalia.