Proibida no Brasil, carne de jumento vira empanadas para argentinos
O abate de jumentos na Bahia ganhou novos capítulos após uma decisão da Justiça determinar a sua proibição no início deste mês. Agora, ficam suspensas a captura, comercialização e confinamento desses animais destinados a esse fim.
A medida foi tomada, mais uma vez, após a instância reconhecer irregularidades no tratamento e indícios de práticas consideradas cruéis contra os animais. Além disso, a ação é uma forma de evitar a extinção da espécie, que de acordo com especialistas, é um cenário eminente.
Esse cenário, entretanto, não faz parte do cenário econômico e culinário de outros países como a China, Europa, África e o México, que possuem cadeias produtivas mais firmes que o Brasil.
Recentemente, a carne ganhou novo mercado que está dando o que falar. Na Argentina, a carne entrou no menu gastronômico e virou proteína de churrasco, de linguiças e até mesmo das empanadas.
Na última semana, um restaurante argentino, em Trelew, na Patagônia, promoveu um evento de degustação de pratos feitos com a proteína, que acabou em poucas horas.
A iniciativa, idealizada pelo produtor rural argentino Julio Cittadini, já está ganhando o mercado global. Apesar de Cittadini afirmar que a iniciativa está ligada a um realinhamento da estratégia de produção de carne para atender o mercado local, a produção esbarra em um cenário de alta da carne bovina no país.
Muito similar ao sabor da carne bovina, a proteína de jumento é comercializada a um preço mínimo de 7500 pesos argentinos (R$ 26,97 na cotação atual), enquanto a bovina pode chegar a 18 mil ou 19 mil pesos (R$ 65 ou R$ 69) — quase três vezes mais.
Um ponto a se destacar é que, mesmo sendo grandes consumidores de carne bovina, com uma média de consumo per capita de carne bovina (49,4 kg/hab/ano) bem acima de outros países, os argentinos sempre apreciaram outros tipos de carne, como a de guanaco e a de lhama.
RK

























