O governo Lula deve anunciar ainda nesta quarta (15) as regras do pacote de renegociação de dívidas rurais.

Elas devem ser baixadas por uma MP (Medida Provisória) que fará distinção entre os produtores que foram prejudicados por variações de preços e eventos internacionais e os que foram vítimas de tragédias climáticas, como os do Rio Grande do Sul.

A coluna apurou que, para os primeiros, haverá um prazo de seis anos para que a dívida seja saldada, com dois anos de carência para que ela comece a ser paga.

No caso daqueles que sofreram com tragédias climáticas, haverá igualmente dois anos de carência para o início do pagamento, mas o prazo para que a dívida seja saldada será maior, de oito anos. E os juros devem ficar em 5% para os pequenos, 7% para os médios e 10% para os grandes produtores.

Os produtores que quiserem renegociar as dívidas terão que comprovar com laudos perdas de pelo menos 30% em duas safras no período entre 2019 e 2025.

O impacto, que inicialmente foi calculado em 140 bilhões, deve ser reduzido para valores entre R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhõs.

RK