O número de mortes provocadas pelo terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, subiu para 13. Nesta quarta-feira (29), as equipes de resgate iniciaram o segundo dia de buscas por sobreviventes, enquanto sete pessoas permaneciam desaparecidas.
As operações seguem concentradas no shopping Aeon Mall, na cidade de Kashima, onde parte do segundo pavimento desabou durante o tremor. Pouco depois, uma explosão atingiu o edifício e agravou os danos à estrutura. As autoridades apuram se o incidente foi causado por um vazamento de gás.
Uma funcionária relatou à emissora TBS que ela e outros empregados sentiram cheiro de gás quando retornaram às lojas após a retirada dos clientes. Já um comerciante ouvido pelo jornal Asahi contou que deixou o local depois do alerta de terremoto e, cerca de uma hora mais tarde, ouviu uma explosão “como uma bomba”.
Além do shopping, há registros de pessoas presas sob os escombros de residências que desabaram em diferentes pontos da região, segundo a agência Kyodo. Na cidade de Yatsushiro, o colapso de uma chaminé na fábrica da Nippon Paper Industries também deixou trabalhadores soterrados. O balanço mais recente aponta quatro pessoas em estado grave e sete desaparecidos.
Os hospitais da região seguem recebendo vítimas. Em Kagoshima, ao menos 30 pessoas ficaram feridas, de acordo com a Associated Press. Já a agência Kyodo informou que cerca de 40 feridos foram encaminhados a um hospital em Yatsushiro, enquanto outros 50 receberam atendimento em uma unidade de saúde localizada na capital da província.
Durante toda a madrugada, bombeiros, policiais e integrantes das Forças de Autodefesa realizaram buscas no Aeon Mall, concentrando os trabalhos nas áreas de onde partiram pedidos de socorro.
A primeira-ministra Sanae Takaichi informou que o terremoto também provocou incêndios, interrupção no fornecimento de energia elétrica e danos em rodovias, pontes e edifícios. Aproximadamente 300 mil moradores foram orientados a deixar suas casas e procurar locais seguros.
As autoridades meteorológicas alertaram que novas réplicas continuam sendo registradas e recomendaram atenção para o risco de novos tremores e deslizamentos de terra nas áreas mais afetadas. A Agência de Regulação Nuclear do Japão informou que não houve qualquer anormalidade nas usinas nucleares da região.