leiteJá era de se esperar! A seca que atinge a Bahia afetou diretamente o preço dos produtos. Depois do feijão, agora é o leite que aparece como vilão na cesta básica do brasileiro. Na região Sudoeste, os pecuaristas vem somando uma série de prejuízos e os mais otimistas preveem a recuperação do setor leiteiro no período de dois a três anos.

Sem chuva, não há capim e com isso o produtor perde o principal ingrediente da ração bovina. O resultado é um animal magro e com um custo de produção extremamente elevado para quem vive dessa atividade.

Em Itapetinga, a Cooleite teve queda na captação da matéria prima em quase 60%. Para não fechar as portas, a cooperativa está tendo que importar leite de Ipirá, no norte da Bahia.

A morte de animais por causa da seca continua crescendo no município. Em algumas fazendas, todo gado está sendo retirado e levado para outras cidades devido a falta de pasto. Porém, são poucos os produtores que ainda conseguem espaços livres para seus animais.

Se não voltar a chover, essa situação só tende a piorar e no final é o consumidor que pagará a conta por tudo isso.