:: ‘Bahia’
HOMEM JOGA NAMORADA EM CISTERNA E DIZ QUE ELA FOI SEQUESTRADA
Uma tentativa de homicídio no fim da tarde de quinta-feira (10) chocou os moradores de Conceição da Feira. A princípio a informação era de um sequestro, mas de acordo com informações da polícia, tudo não passou de uma grande mentira.
Reginaldo Brandão dos Santos, 27 anos, morador do bairro Santa Luzia, também conhecido como Baixinha, informou a PM que ele estava com sua namorada, Maise Bezerra do Nascimento, 24 anos, em um veículo Corsa na estrada de acesso à serra da Putuma, quando três elementos armados, em um veículo Fiesta, de cor preta, abordaram o casal e sequestraram Maise.
A polícia percebeu contradições na história contada por Reginaldo e por várias vezes o interrogou para que o caso fosse melhor entendido. A inteligência da polícia naquele momento foi primordial, pois Reginaldo, que até então era vítima, acabou confessando que tudo não passava de uma invenção e sua namorada tinha sido jogada, por ele, numa cisterna, escavada em sua propriedade, exatamente onde estava sendo construída uma casa, que seria a futura residência do casal. O local fica nas proximidades do Pinheiro e do Posto de Combustível Chicken.
Após a prisão do acusado familiares da vítima se colocaram contra a polícia. Segundo a PM, a mãe de Maise chegou a falar que “botava a mão no fogo pelo genro”.
Relator do Orçamento confirma corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família
O relator-geral do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), confirmou hoje (11) que está mantendo no parecer final um corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família, ou seja, corte de 35% no programa.
Além disso, Barros anunciou cortes de R$ 320 milhões no auxílio-reclusão (50%), de R$ 80 milhões no auxílio-moradia (20%) e de R$ 1,84 bilhões (10%) de compensação no RGPS (Repasse a Previdência por Desoneração da Folha). De acordo com o relator, essas medidas são necessárias para cumprir a meta do governo de superávit (receitas menos despesas ) de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2016.
O parecer final do deputado Ricardo Barros deverá ser apresentado à Comissão Mista de Orçamento (CMO) segunda (14) ou terça-feira (15). Segundo ele, os poucos ajustes deverão ser concluídos neste fim de semana ou na segunda-feira, de modo que o relatório possa ser discutido e votado pela comissão e, em seguida, pelo plenário do Congresso.
O relator informou que a ideia é começar a discutir o parecer na CMO já na terça-feira, caso não haja impedimento pela falta da votação do Plano Plurianual (PPA). Barros acrescentou que o PPA deverá ser votado na sessão do Congresso terça-feira à noite.
Na proposta a ser apresentada à CMO, Ricardo Barros incluiu recursos de R$ 10 bilhões decorrentes da arrecadação com o retorno da CPMF. No entanto, a proposta que recria a contribuição sequer teve sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e de Justiça da Câmara. Para o relator, os cortes propostos são necessários para manter a previsão de uma meta de superávit de R$ 34,4 bilhões, o que equivale a 0,7% do PIB.
Herzem Gusmão: Brasil, país das obras paralisadas
O Brasil ainda é conhecido por ser o país do futebol (apesar dos 7 x 1 para a Alemanha), do improviso, do Carnaval e do “jeitinho”. Agora, certamente, uma nova imagem sobre a nossa nação terá de ser acrescentada à lista: o Brasil é também o país das obras paralisadas e das promessas eleitoreiras não cumpridas. Recentemente, a bancada de oposição na Assembleia Legislativa deu sequência às visitas às obras iniciadas nas grandes cidades da Bahia e o que vimos foi o completo descaso com o dinheiro público.
É preciso ressaltar que todas as obras que inspecionamos em Ilhéus, Itabuna e Vitória da Conquista são muito importantes para o desenvolvimento das regiões Sul e Sudoeste e, consequentemente, da Bahia. São obras que precisam ser concluídas, independente do partido ou da ideologia política de quem está no governo. Mas, o que há de comum em todas elas é a falta de comprometimento do governo estadual de concluí-las, como se o dinheiro público fosse qualquer material descartável.
Em Conquista, por exemplo, construíram um aeroporto sem o terminal de passageiros, ou seja, um corpo sem cabeça, apenas para usarmos uma metáfora. Pior: o governo alega falta de recursos e sequer dá qualquer previsão para o aeroporto entrar em funcionamento. Também visitamos UPAs cujas construções não avançam, um centro de cultura fechado há mais de dois anos por falta de manutenção em equipamentos básicos de segurança e uma área em que seria erguido um laboratório, mas que foi tomada pelo mato.
Em Ilhéus e Itabuna, a situação é idêntica à que encontramos em Conquista: obras paradas ou sequer iniciadas, como a Ponte do Pontal, a barragem do rio Colônia ou a ampliação da emergência do Hospital Luiz Viana Filho, que só existe na propaganda do governo. Com certeza, o que encontramos em Vitória da Conquista, Ilhéus e Itabuna também acontece em dezenas de outras cidades da Bahia porque o atual governo tem compromisso apenas com a publicidade e com as promessas.
O governo precisa trocar o discurso pela ação e retomar as obras que estão paralisadas, parar de arquitetar projetos de maldades contra os servidores e dar mais atenção aos municípios que sofrem com o descaso do estado. A crise econômica, que é de responsabilidade do PT, o mesmo partido do governador Rui Costa, não pode servir de desculpa para o abandono das obras.
Afinal, cabe ao gestor público planejar e tomar todas as providências para que os trabalhos iniciados sejam concluídos. Em seus pronunciamentos e entrevistas, muitas vezes, o governador parece que faz oposição à antiga gestão. Mas, claro, a realidade é outra porque Rui Costa significa o continuísmo. Mais seriedade com o dinheiro público e menos badalação publicitária são os caminhos para a Bahia avançar. É exatamente isso que todos nós queremos.
* Herzem Gusmão é deputado estadual pelo PMDB

















A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (11) a Operação Vidas Secas – Sinhá Vitória, que investiga o superfaturamento de obras de engenharia executadas por empresas em dois dos 14 lotes da transposição do Rio São Francisco. Empresários do consórcio OAS/Galvão/Barbosa Melo/Coesa utilizaram empresas de fachada para desviar cerca de R$ 200 milhões das verbas públicas.
O crime não compensa. E não compensa mesmo.


Uma nova decisão proferida pela desembargadora Maria da Graça Osório Pimentel Leal, do Tribunal de Justiça da Bahia, suspendeu, na última sexta-feira (4), os efeitos da liminar concedida pela juíza da 1ª Vara Cível da Comarca de Itapetinga, que havia tornado indisponíveis os bens do vice-prefeito Alécio Chaves (PSD), no montante de R$230 mil reais, na Ação de Improbidade Administrativa movida pelo Ministério Público da Bahia, por acúmulo ilegal de cargos públicos.





