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:: ‘Eleições 2014’

Ex-candidato diz que vereadores cobram até R$ 600 mil para apoio no interior

Ex-candidato diz que vereadores cobram até R$ 600 mil para apoio no interior

Para PRE, investigação depende de denúncia formal | Foto: Max Haack/Ag. Haack|BN
O deputado estadual Carlos Gaban (DEM), ex-candidato à reeleição, denunciou novamente nesta terça-feira (12) a existência de “compra” de apoio político em cidades do interior da Bahia. Na última sexta (8), o governador do Estado, Jaques Wagner (PT), chegou a dizer que essa prática “banalizou”. “Eu nunca vi nada igual ao que estou vendo esse ano. É como se tivesse banalizado que a coisa funciona assim e ponto final. Eu não sei porque não estou na ponta, mas todos os relatos que tenho são esses (compra de lideranças)”, relatou o petista. Gaban que retirou sua candidatura à Assembleia Legislativa – assim como Sérgio Carneiro (PT), Sérgio Passos (PSDB) e Graça Pimenta (PMDB) – calcula que para se eleger um deputado estadual é necessário, aproximadamente, R$ 2,6 milhões. “Um vereador com 500 votos estava pedindo R$ 500 mil, R$ 600 mil. Tem ‘nego’ recomprando voto e o Tribunal Eleitoral não está fazendo nada”, reclamou em entrevista ao Bahia Notícias. Segundo o procurador Regional Eleitoral André Luiz Batista Neves, para que o órgão investigue o problema é necessário que haja uma denúncia formal ao promotor de qualquer Zona Eleitoral ou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que a partir disso fará uma investigação com auxílio da Polícia Federal.  A denúncia, contudo, não pode ser anônima. “A Constituição proíbe o anonimato a não ser que o relato seja acompanhado de provas cuja obtenção, em si mesma, não seja ilícita”, explicou ao BN.

Campos dribla ataque de JN e ataca Dilma citando goleada de 7 a 1

Bem treinado, candidato falou sobre denúncia de nepotismo e teve tempo de se apresentar como oposição ao PT e PSDB

O candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, aproveitou como pôde os 15 minutos oferecidos a ele nesta terça-feira (12) pelo Jornal Nacional, telejornal da Rede Globo que costuma ter a média diária de 36 milhões de telespectadores. Bem treinado e demonstrando tranquilidade, o ex-governador de Pernambuco se esquivou sobre denúncias de nepotismo, driblou a contradição de fazer oposição à ex-aliada presidente Dilma Rousseff e, invocando a vice Marina Silva, teve tempo de se apresentar como oposição ao ironizar e comparar o desenvolvimento do Brasil, “equivalente à goleada da Alemanha sobre o Brasil por 7 a 1”, segundo ele.

A apresentadora Patrícia Poeta começou a entrevista perguntando a Campos se ele estava disposto a fazer cortes de gastos para aquecer a economia em seu mandato. O candidato saiu pela tangente, mas a apresentadora voltou ao tema. Ele então preferiu jogar a questão para o espectador, dizendo que a inflação estava alta e que o salario “não dá para o mês inteiro”.

Reprodução

O presidenciável Eduardo Campos (PSB)foi entrevistado nesta terça-feira (12) pelos apresentadores do Jornal Nacional (Globo)

 

À vontade, Campos disse que 2015 será um ano melhor economicamente que 2014, “o mais difícil”. “O Brasil perdeu de 7 a 1 na Copa e está perdendo fora [de campo]. É 7% de inflação e 1% de crescimento. Vamos terminar melhor do que 2014″, apostou o candidato do PSB.

Em tom de “chega de jogar conversa fora”,  o apresentador Willian Bonner foi incisivo ao perguntar sobre a intensa campanha que Campos teria feito em 2011 no Congresso Nacional para eleger a mãe Ana Arraes para a vaga que ela ocupa hoje no  Tribunal de Contas da União (TCU), responsável por fiscalizar as contas do Governo Federal, que o candidato do PSB deseja comandar a partir do ano que vem.

Como puderam perceber os telespectadores do JN, Campos ficou visivelmente constrangido com a questão e levou alguns segundos pensando em como respondê-la. Aliás, este foi o único momento da entrevista em que ele pareceu estar desconfortável.   Rapidamente recuperado, o ex-governador negou qualquer interferência e respondeu a pergunta exaltando o currículo da mãe, dizendo que ela é funcionária pública concursada e foi eleita deputada duas vezes.

“Disputou uma eleição, ganhou no voto e foi ser ministra”, argumentou Campos, se colocando na posição de mero expectador da eleição de Ana Arraes para o TCU. “Eu apenas torci para que ela ganhasse”, minimizou o candidato.

Buscando reverter o constrangimento, Campos aproveitou para sugerir que o Brasil faça “um comitê de busca” para discutir as vagas vitalícias de magistrados. “O Brasil precisa fazer uma reforma para oxigenar os tribunais e que esse processo seja impessoal.”

Contradições no passado e na aliança 

Campos também foi questionado a respeito da contradição que a sua aliança com Marina vive na questão ambiental. Partido do ex-governador, o PSB tem fortes laços com os ruralistas. Sua vice, no entanto, é fortemente crítica ao agronegócio, setor que Bonner apontou como responsável por sustentar a economia do Brasil nos últimos anos.

Mas Campos conseguiu se esquivar, inclusive defendendo sua candidata à vice. “Nossa bancada rachou, mas eu defendi a posição representada por Marina”, argumentou Campos, falando da aprovação do Código Florestal no Congresso.

‘O brasileiro não precisa esperar pelo pacote A ou por um plano mirabolante’, diz Aécio

'O brasileiro não precisa esperar pelo pacote A ou por um plano mirabolante', diz Aécio

Foto: João Cotta/ Globo
O presidenciável Aécio Neves (PSDB) afirmou, em sabatina do Jornal Nacional nesta segunda-feira (11), que caso eleito não fará um governo de “planos mirabolantes”, em comparação às medidas do governo petista. “Teremos previsibilidade na tarifa e em todas as medidas do governo.
O brasileiro não precisa esperar pelo pacote A ou por um plano mirabolante. Nós vamos tomar as medidas necessárias”, comentou o ex-governador mineiro, sem detalhar quais seriam essas.
Ele não deixou de criticar a situação econômica do Brasil que, segundo o tucano, fica na “laterna” em comparação ao crescimento de outros países latinoamericanos, além de citar que a inflação “volta a atormentar”. “Temos que retornar o crescimento e a confiança perdida do Brasil.
Os investimentos estão indo embora e o emprego também. A balança de manufaturados chegou a uma perda de R$ 107 bilhões”, afirmou.
Sobre a polêmica do aeroporto que estaria em propriedade de seu tio-avô, no município mineiro de Cláudio, Aécio se esquivou e, ao final, argumentou que foi construída de maneira “transparente” e para o benefício da população local.

Bomba: Cúpula do PT se arrepende da escolha de Rui Costa e Alexandre Padilha, diz colunista

Cúpula do PT se arrepende da escolha de Rui Costa e Alexandre Padilha, diz colunista

Foto: Elias Dantas/Ag. Haack/Bahia Notícias
Integrantes da cúpula do PT começaram a mostrar arrependimento sobre a escolha de alguns candidatos para disputar as eleições em âmbito estadual, segundo o Blog do Camarotti. Nele, o jornalista político Gerson Camarotti afirma que os principais alvos de lamentação são os postulantes ao governo da Bahia, Rui Costa, e o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que concorre ao posto de governador de São Paulo.
Os membros da direção do partido reconheciam como melhor opção o senador Walter Pinheiro (PT-BA), que tinha melhor avaliação e já esteve se apresentou como opção à chapa majoritária. Após a divulgação da última pesquisa Ibope, na qual o deputado aparece em terceiro lugar, com 8%, a Executiva nacional da sigla teme que o baixo desempenho do PT na Bahia, que é o quarto colégio eleitoral do país, prejudique a votação da presidente Dilma Rousseff.
O nome escolhido pelas oposições, Paulo Souto (DEM), que apoia a candidatura de Aécio Neves (PSDB), obteve 42% da preferência dos eleitores. O governador Jaques Wagner, no entanto, tem afirmado que Dilma irá repetir a melhor eleição proporcional do país. Em relação a Padilha, os dirigentes petistas acreditam que a melhor opção seria o ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, que é mais conhecido da população e começaria a campanha à frente dos adversários.
“Não dá para lançar um nome novo numa eleição com forte potencial de risco. Mais do que São Paulo, o que está em jogo desta vez é a eleição nacional. Lula tem grande intuição. Foi assim com Dilma, em 2010, e Fernando Haddad, em 2012. Mas dessa vez, foi um erro”, disse um membro do diretório nacional do partido. Outra opção seria o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao qual o ex-presidente Lula teria resistência.

Nove governadores vão terminar o mandato com seus Estados mais endividados

Mapa do brasil estados Mapa do Brasil

Nove dos 27 governadores devem entregar aos seus sucessores, no dia 1º de janeiro de 2015, um Estado mais endividado do que encontraram. Segundo o Tesouro da Fazenda as 27 unidades da federação deviam, no final de 2013, nada menos que R$ 500 milhões.

O nível de endividamento de um Estado é calculado na comparação com a receita corrente líquida. É uma conta similar à de qualquer cidadão: Se você tem uma renda de R$ 1.000, e paga R$ 300 por mês de dívidas (compromete 30%), está mais endividado do que outro que ganhe R$ 2.000 e paga R$ 500 mensais (25%).

No caso dos Estados, a comparação foi feita com base em dados do balanço final de 2010 e de abril de 2014. Nesse período, Acre, Amapá, Espírito Santo, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins passaram a comprometer percentualmente mais a receita com a dívida.

Segundo o economista do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Alexandre Manoel, mais endividados, os Estados passam a pagar prestações maiores, comprometendo ainda mais os apertados orçamentos das unidades e reduzindo, teoricamente, o poder de investimento futuro.

“Os governos têm de pagar, de acordo com o prazo previsto no contrato. Mas nem sempre isso é automático. A maioria dos empréstimos tem carência de dois a cinco anos”, explica. :: LEIA MAIS »

Entre a cruz e a espada: petistas baianos não comemoram Ibope favorável à Dilma


Os petistas baianos estão entre a cruz e a espada no que diz respeito aos resultados do Ibope, sejam para a corrida presidencial ou para a disputa na Bahia.

A pesquisa Ibope/TV Globo divulgada pelo Jornal Nacional, na noite desta quinta-feira (7), passou despercebida pelos petistas baianos, mesmo o levantamento apontando a presidenciável petista com 15 pontos (38% contra 23%) à frente do tucano Aécio Neves, seu principal concorrente, e vencedora também em um possível segundo turno com Aécio na disputa ou com o candidato Eduardo Campos, terceiro colocado com 9%.

Desde os primeiros levantamentos, ainda em período pré-eleitoral, os números do Ibope com relação à corrida ao Palácio do Planalto, onde Dilma sempre liderou a disputa desde as primeiras divulgações, tomavam as redes sociais das principais personalidades do PT na Bahia.

O problema é que, agora, o Ibope continua a trazer números favoráveis à Dilma, mas passou também a divulgar percentuais de intenção de votos totalmente desfavoráveis ao candidato petista ao governo do Estado, Rui Costa, que apareceu com 9% e 8%, respectivamente, nas duas sondagens divulgadas, uma contratada pela afiliada da Rede Globo, a TV Bahia, e outra pelo jornal do mesmo grupo de comunicação, o Correio da Bahia. :: LEIA MAIS »

Geddel responde Wagner: ganharia eu, Francisco, Manoel e ganhará Souto

Após Jaques Wagner (PT) declarar que a oposição errou já que, para ele, “só Geddel teria chance” a uma vaga para governador do Estado – afirmação feita em entrevista concedida aos editores do Bocão News, na manhã desta sexta-feira (8)  – o cacique do PMDB baiano respondeu ao que chamou de elogio e aproveitou para tecer críticas à gestão do petista. “Agradeço a ele e recebo com humildade o reconhecimento da minha força por parte do governador. Mas, me permito divergir”, afirmou.

Para Geddel Vieira Lima, apesar do jeito simpático e agradável de Wagner, “o governo dele tem sido de tamanha fragilidade e tem deixado problemas como a Saúde Pública que está um caos, a absoluta falta de Segurança Pública no Estado e a falta de um processo voltado para o semiárido, além de uma série de promessas que não saíram do papel. É um governo muito frágil”, ressaltou.

Quando questionado sobre a opinião de Wagner, que apesar de citá-lo como referência, põe em xeque a fragilidade da chapa oposicionista, Geddel rebate: “Ganharia eu, ganhará Paulo Souto, ganharia Francisco, Manoel, Joaquim. Ganharia qualquer um que mostrasse à Bahia uma proposta diferente do que está aí”, frisou.

Ainda respondendo a Wagner, Geddel acredita que a afirmação do governador “mostra meu amplo favoristismo na disputa ao Senado. Nenhuma casa precisa tanto de renovação quanto o Senado. E farei algo pelo Estado. Vou trabalhar com vigor para defender a Bahia no cenário nacional e, claro, todo apoio é bem-vindo. Agradeço mais uma vez ao governador porque, evidentemente da mesma forma que o PT, eu também preferiria não aparecer nas propagandas ou em fotografias ao lado do meu amigo Wagner”, disparou.

Será? Wagner diz que professores e PMs votarão em Rui mesmo após as greves

Os desgastes na relação com o funcionalismo público baiano ao longo dos oito anos de gestão, para o governador Jaques Wagner, não irão ser determinantes para o sucesso do projeto que pretende eleger o petista Rui Costa. Para o gestor, o sentimento de insatisfação é causado pela expectativa girada em torno de o Partido dos Trabalhadores assumir o poder na Bahia. Wagner argumenta que, comparando com as gestões anteriores, nenhum governo na história foi melhor para, por exemplo, policiais militares e professores. :: LEIA MAIS »

PTdoB vai marchar ao lado de Souto e Coronel Serpa fica bem na disputa

Mais um revés no caso do PTdoB pode manter o partido na coligação “Unidos pela Bahia”, do candidato Paulo Souto (DEM). MAJOR-SERPA-400x323 A Justiça Eleitoral acatou a decisão, a própria presidenta assegurou que o partido vai marchar com Souto.

O candidato a deputado estadual pelo PTdoB (Partido Trabalhista do Brasil), Coronel Serpa está Livre, Leve e “Souto”. O partido está na coligação “Unidos pela Bahia”, com Paulo Souto para governador e Geddel para senador.

Com essa coligação o Coronel Serpa tem aumentada a chance de se eleger, pois na coligação com o PT a quantidade de votos era muito grande.

Agora com mais confiança e entusiasmo o Coronel Serpa, que já vinha conseguindo muitos apoios na Bahia, se apresenta como um fortíssimo candidato a uma cadeira na assembléia legislativa.

Por Eliomar Barreira    

Ibope/ TV Globo mostra cenário estável na corrida presidencial; Dilma lidera

Ibope/ TV Globo mostra cenário estável na corrida presidencial; Dilma lidera
Após o primeiro mês da campanha oficial, a presidente Dilma Rousseff (PT) mantém a liderança na corrida presidencial 2014, segundo o levantamento Ibope/ TV Globo, divulgado na noite desta quinta-feira (7).
A petista manteve 38% das intenções de voto na simulação estimulada com os demais candidatos. Na segunda colocação, Aécio Neves (PSDB) está com 23% das intenções de voto, seguido por Eduardo Campos (PSB) com 9% – ambos subiram 1% cada se comparado com o último levantamento do Ibope/ TV Globo, em julho.
Os números, que incluem ainda o Pastor Everaldo com 3%, sinalizam que não há uma definição sobre a realização de um segundo turno em outubro. Segundo o levantamento, a margem de erro de 2% confirma a indefinição do cenário político no plano federal. Brancos e nulos somaram 13%.
Na simulação de um eventual segundo turno, Dilma leva vantagem sobre os dois principais adversários, Aécio Neves e Eduardo Campos.
Na disputa com o tucano, Dilma teria 42% dos votos, enquanto Aécio ficaria com 36% – brancos e nulos chegariam a 15%. No cenário com o ex-governador pernambuco, a petista teria 44% contra 32% de Eduardo, com brancos e nulos chegando a 16%.
O Ibope/ TV Globo mediu ainda a avaliação do comando de Dilma no Palácio Planalto: 32% acham o governo ótimo, 35% regular e 31% ruim ou péssimo. O número de pessoas que desaprovam o governo, entretanto, é equivale 49% dos entrevistados, contra 47% que aprovam a presidente.
A pesquisa ouviu 2.056 eleitores, entre 3 e 7 de agosto, com margem de confiança de 95%, e está registrada sob nº 00308/2014.
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