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Partido Verde escolherá entre Lídice e Paulo Souto até dia 20
Até o dia 20 de maio o Partido Verde decidirá entre Paulo Souto (DEM) e Lídice da Mata (PSB) para marchar na disputa pelo governo nas eleições de 2014. Segundo o presidente do partido na Bahia, Alan Lacerda, que também é prefeito da cidade Licínio de Almeida, o trabalho pelo meio ambiente, sustentabilidade e educação são aspectos importantes para a decisão final.
“Provavelmente ela não vai se tiver de renunciar. Ela é uma grande figura na Bahia, nos honra em Salvador e se precisar renunciar eu entendo que ela deve continuar como vice”, disse ele em entrevista na Tudo FM nesta manhã (7).
DEPUTADO RECEBIA GADO DE DOLEIRO
O deputado baiano Luiz Argolo (SDD) certamente será guilhotinado pelo Conselho de Ética da Câmara Federal. De acordo com a Polícia Federal, o doleiro Alberto Youssef pagou dois caminhões, com 60 bezerros cada um, para o deputado. Assim posto, não é só com declarações amorosas, segundo se supõe, a amizade que ocorria entre ambos. A PF chegou a um vendedor de bovinos, Júlio Gonçalves, na conta de quem o doleiro depositou o valor dos bezerros (em média com quatro anos). Gonçalves confirmou que recebeu o dinheiro e que todos na região de Feira conhecem o deputado-fazendeiro. Ele disse, porém, que não se lembra se foram dois ou um caminhão e que os novilhos foram vendidos por R$ 1 mil cada cabeça.
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Paulo Souto revela “paquera” com prefeitos da base governista
Pré-candidato da oposição ao governo do estado, Paulo Souto revelou na noite desta segunda-feira (5) que mantém diálogo sobre apoios com prefeitos da base governista. Apesar de fazer duras críticas a “forma petista” de governar, tenta trazer para perto os gestores municipais insatisfeitos com Wagner.
“As conversas realmente existem. Tenho conversado com prefeitos da base governista, de forma discreta, e com muita esperança de conseguir bons quadros. É uma base heterogênea e que muitos estão insatisfeitos com esta forma de governar”, argumentou o pré-candidato da oposição.
Sobre o índice de rejeição apontado nas primeiras pesquisas, Souto minimizou e creditou ao eleitorado petista.
“Minha rejeição equivale ao tamanho do eleitorado petista ortodoxo. Apenas isso.É a menor entre todos os candidatos. Não concordamos com a forma do PT de governar. Para trazer um partido (para a base) cria uma secretaria muitas vezes sem função só para trazer o partido. Isso não aconteceu só uma vez. Foram várias e não concordamos. É possível lutar contra essa máquina petista que está aí. Mesmo com todas as ameaças que faz”, disparou.
O pré-candidato do Democratas ainda comentou a “inesperada” derrota na primeira eleição vencida por Jaques Wagner, em 2002. Souto acha que a avalanche nacional com a eleição de Lula foi determinante para o resultado na Bahia. No dia da eleição, as pesquisas apontavam que Paulo Souto seria eleito no primeiro turno.
“Sobre a derrota, Lula estava muito bem avaliado à época. O que existiu foi uma circunstância política, Lula veio muito forte, isso acabou arrastando Wagner e influenciou diretamente na eleição aqui na Bahia. A circunstância nacional ao que tudo indica, por tudo que estamos vendo aí, não vai acontecer novamente”, avaliou.
O discurso do pré-candidato petista ao governo estado também foi criticado por Paulo Souto. “Quando o candidato do governo (Rui Costa) fala parece que é da oposição. Esquece que já se passaram oito anos. E eles dizem que daqui para frente vão fazer. Deveriam pedir desculpa pelos 34 mil assassinatos, pela situação dos hospitais, e greves que intranquilizaram a Bahia”, concluiu Paulo Souto.
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Após 10 anos do Luz Para Todos, 1 milhão continuam sem energia no país

Após 10 anos do Luz Para Todos, 1 milhão continua sem energia no país
Aos 52 anos, a agricultora Severina Maria de Moura nunca teve uma televisão. Sem energia em casa, ela se vira com velas ou o velho lampião, quando tem dinheiro para comprar o gás. A realidade dela, que mora em Messias (na região metropolitana de Maceió), é idêntica a de mais de um milhão de brasileiros que ainda vive sem energia elétrica.
Severina mora há sete anos no acampamento Bom Regente, às margens da BR-101 e sob linhas de transmissão de energia de alta tensão. Ela lembra com saudade da adolescência, quando tinha luz em casa. “Eu morava em Porto Calvo [região norte de Alagoas], e minha família tinha uma televisão. Desde lá nunca mais assisti em casa”, diz.
A meta do governo era que, há cinco anos, não houvesse ninguém sem energia no país. Passados dez anos da criação do programa “Luz Para Todos”, o governo federal já sabe que subestimou –por muito– a quantidade de casas sem energia. Hoje, a estimativa é 257 mil casas estejam desligadas do mundo elétrico –cada residência tem uma média de quatro a cinco moradores.
Em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff, em discurso em Teresina, admitiu que a demora em eletrificar o país seria porque milhares de domicílios foram “descobertos” durante a ligação de casas pelas concessionárias.
Base no censo
Segundo informou ao UOL o Ministério de Minas e Energia, o programa “Luz para Todos” se baseou no que foi constatado pelo Censo 2000, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), segundo o qual haveria 2 milhões de famílias nas zonas rurais sem energia elétrica.
Com o programa em execução, somente até janeiro de 2014, foram ligadas as casas de 3.113.248 famílias –56% a mais que a estatística oficial.
Mesmo assim, em 2010, o Censo do IBGE apontou 715 mil famílias ainda sem energia elétrica na zona rural. “De janeiro de 2011 até janeiro de 2014, o Programa Luz para Todos já havia levado o acesso à energia elétrica para 458.712 famílias”, informa o ministério.
Com isso, o novo cálculo do governo aponta para 257.227 casas ainda sem energia. “Este número será alcançado até dezembro de 2014”, informa o ministério, que estima um gasto de R$ 3 bilhões para alcançar a meta, que –se confirmada– será 68% maior do que o planejado.
Até agora foram gastos R$ 22 bilhões –sendo R$ 16,3 bilhões do governo federal.
Vida sem energia
Além das casas oficiais, há ainda os acampamentos, que não podem ser ligados oficialmente. Apenas os que optam para as ligações clandestinas têm energia.
Segundo a Eletrobras, as ligações só são feitas em terrenos regularizados e definitivos. Além disso, casas de taipa, lona ou palha não podem ter energia ligada por riscos.
Cícera Josefa, 57, que mora no mesmo acampamento que dona Severina, afirmou que, mais que luz, o maior desejo era ter um ventilador para espantar os mosquitos. “É tanto bicho que zoa nos ouvidos. Quando chove é ruim demais para dormir”, reclamou.
Ainda em Messias, o UOL encontrou outro acampamento, o Genipapo, com cerca de 50 casas, que também não têm fornecimento de energia. No local, também abaixo das linhas de transmissão, a promessa de retirada para uma área regularizada e com energia acontece há ao menos três anos.
Margarida Soares, 63, conta que improvisa para ter comunicação. Como ela tem celular, mas precisa carregar na borracharia que fica fora do acampamento, do outro lado da rodovia. À noite, precisa recorrer ao candeeiro, mas ela conta que nem sempre tem dinheiro para comprar querosene. “Para isso usamos óleo diesel, mas que sai uma fumaça preta, e fico tossindo. Mas ele é mais barato. Quando não tem dinheiro, vai na vela mesmo”, disse.
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