sebrae
banner-130
engen22
mineraz
maio 2026
D S T Q Q S S
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  
17022028_1650269021949219_7964221707426653921_n
mais acessadas

RH-ENGENHARIA
CDI
cafe-da-gente
transportte-escolar

Com bebê morto, grávida espera mais de 24 horas por atendimento em Salvador

Uma moradora da cidade de Alagoinhas, no leste baiano, identificada como Luciana Santana Mascarenhas, 35 anos, com seis 6 meses gestação, passou mal após uma perda de líquido e veio a Salvador em busca de atendimento e quando chegou a maternidade Professor José Maria de Magalhães Neto, na emergência do hospital foi constatado que o feto estava sem vida, quando começou a peregrinação de Luciana.

 

De acordo com informações de uma amiga de Luciana, que não quis ser identificada e entrou em contato com a redação do Bocão News, depois de constatada a morte do bebê na barriga, a mulher foi encaminhada para frente da maternidade para aguardar o atendimento – pois segundo informações de médicos e assistentes sociais aos acompanhantes da paciente – não tem vaga na maternidade, para que seja realizado o procedimento de retirada do feto. O tempo de espera já chega a 24 horas.

 

Amiga de Luciana, também relatou que os familiares que acompanham estão desesperados, pois a paciente é hipertensa. Eles relataram ainda para reportagem do Bocão News, que uma médica teria afirmado, ‘que Luciana poderia ficar na mesma situação em que se encontra na frente da maternidade, por mais uma semana, pois não teria risco algum’. “Isso é o cúmulo do absurdo”, desabafou a acompanhante de Luciana.

 

Os acompanhantes reclamaram e tudo que conseguiram foi a promessa de uma assistente social de que em 2 em 2 horas alguém iria até onde Luciana estar para verificar seu quadro. Eles disseram que a assistente social confessou, que se se a médica – que é pessoa capacitada e responsável para avaliar -, diante do quadro da paciente afirma que a mesma não corre risco, não há muito que ser feito.

Os familiares e amigos de Luciana não conseguiram identificação dos médicos que são citados na matéria.

De fio dental Andressa Urach diz: ‘minha bunda cresce’

Em foto postada no Instagram nesta sexta-feira (7), Andressa Urach mostrou o atributo que a tornou famosa no país: o bumbum. A loira compartilhou uma foto em que aparece deitada com o derrière para cima na beira da piscina. “Sem filtro!!!! #QuantoMaisFalamdeMim #MaisMinhaBundaCresce. Aproveitando meu último dia em Porto Alegre!!!”, escreveu.

Só de calcinha, ex-BBB diz que só fez sexo com dois homens

Amanda Gontijo, do “BBB 14″, se diz uma mulher difícil. Além de não ter ficado com ninguém dentro do confinamento, a Miss Divinópolis conta que teve pouquíssimos parceiros sexuais. “Só fiz sexo com dois homens na minha vida. E eles eram namorados. Acho que sexo é algo muito íntimo”, disse ela, nos bastidores do Paparazzo. “Para me entregar, preciso conhecer a pessoa e ter confiança. Não me sentiria bem em dormir com alguém na primeira noite”.

Confira o ensaio:

Netinho mostra foto em que aparece entubado em hospital

A imagem é chocante. Nela, Netinho aparece entubado ainda no Hospital Sírio-Libanês, onde ficou internado em São Paulo. O cantor, que já se recupera em casa e está voltando ao trabalho, resolveu compartilhar a foto em seu perfil no Facebook neste sábado (8).
“Ontem, visitando meus médicos lá no Hospital Sírio-Libanês em São Paulo, eu ganhei esta foto da minha querida Dra. Filomena. Vi também muitas outras fotos que colocarei no livro que escreverei ‘Nada como viver!’. Vi fotos da minha cabeça aberta durante uma das cirurgias para conter a hemorragia cerebral, fotos minhas dentro da UTI móvel que me levou de Salvador para São Paulo, entre outras. Esta foto que publico é a foto da vitória que dedico a todos os meus médicos. Ontem quando saí do hospital, tudo me fez raciocinar e crer que, para um médico, poder ver bem um paciente que ele cuidou por algum tempo, é sua maior recompensa. Viva a medicina e a capacidade humana. Agradeço muito”, escreveu.
Em seguida, o cantor ainda escreveu outro post na rede social, mostrando a sua fé: “Para as pessoas do bem que acreditam e também para os que não acreditam: Deus é muito fiel, sim, e minha energia está sintonizada na energia dele que é a soma das energias de todos que são do bem.”

Dona de hotel é assaltada e agredida por bandido na Liberdade

As imagens da câmera de segurança de um hotel em Salvador, registraram o momento em que um homem assalta a proprietária do estabelecimento durante dois dias seguidos.
As imagens foram liberadas neste sábado (8) e o assalto aconteceu na madrugada da quinta-feira (6) e da sexta-feira (7).
Segundo a proprietária do hotel, Arlete de Souza Ribeiro, ela foi agredida pelo ladrão. Ela diz que levou um soco no rosto e que ela e uma funcionária tiveram as mãos amarradas e foram trancadas no escritório para que os dois ladrões pudessem fugir. O hotel fica localizado na Rua Lima e Silva, no bairro da Liberdade.
No primeiro assalto, as imagens mostram apenas um dos suspeitos. Ele está vestindo uma blusa azul e não se aproxima muito da recepção com receio de ser flagrado pelas câmeras. Já no segundo assalto, aparecem os dois suspeitos, mas o homem que no dia anterior teve receio de ser filmado, desta vez sobe para a recepção e mostra o rosto.
Uma segunda câmera registra o momento em que ele leva a dona do hotel até o escritório. Ela não reage. A mulher mostra onde o dinheiro está guardado e o homem pega o envelope. Ao perceber que está sendo filmado ele desliga a câmera.

Lepo-Lepo triplo: Xanddy, Leo Santana e Márcio Vítor cantam o sucesso juntos


Se o sucesso Lepo-Lepo, já estava na boca do povo na voz do líder da banda Psirico, Márcio Vítor, imagina com Xanddy do Harmonia, Léo Santana e o próprio Márcio? Bem, não é nada oficial, foi apenas uma gravação de celular, mas, que está fazendo muito sucesso nas redes, e com certeza já dá uma prévia do que vem por ai no carnaval de Salvador, que já está na contagem regressiva.

 

 

Momentos como esse e muito mais, o público vai poder acompanhar em tempo real, na cobertura do carnaval de Salvador do Bocão News.

 

 

 

Assista:

 

 

0

Idosa de 84 anos carregava feto morto no abdômen há 44 anos

 


Um fato inusitado durante um exame de estômago chocou a todos no Hospital Regional de Porto Nacional, nesta sexta-feira (7) a 66 km de Palmas, no estado do Tocantins. Uma idosa, de 84 anos, descobriu que há 44 anos carrega um feto no abdômen. Conforme publicação do site G1.

 

Segundo informações da ginecologista e obstetra Gesneria Saraiva Kratka, fornecidas ao site G1, a mulher foi até a unidade fazer exames após sentir náuseas e fortes dores no estômago e acabou descobrindo o caso inusitado.

 

Ainda de acordo com a médica, a mulher, que é moradora de Natividade, prefere não se identificar. Ela contou à ginecologista que há 44 anos engravidou. Apesar de não ter feito o pré-natal, já que na época não haviam médicos no município, ela percebeu o bebê crescendo e a gravidez evoluindo. Após algumas semanas, a mulher sentiu fortes dores e procurou um curandeiro. “O homem passou remédios e ela disse que se sentiu melhor. A barriga não cresceu mais, o bebê parou de movimentar e ela pensou que tinha abortado”, relatou Gesneria.

 

O feto morreu, mas continuou no abdômen da mulher. A médica explicou que a gravidez dela foi ectópica (fora do útero). Segundo a ginecologista, com o passar do tempo houve uma organização no próprio organismo, uma adaptação, que permitiu que a idosa passasse 44 anos sem sofrer complicações na saúde por causa do feto morto.

 

 

Gesneria disse ao site, que pela ultra-som não foi possível ver o feto. Que a equipe médica fez um raio-x e pelo exame, é possível ver o rosto, os ossos dos braços, das pernas, as costelas e a coluna. Disse também, que algumas partes estão ‘borradas’, estão em uma fase de calcificação e tiveram o aspecto modificado, e ainda que é provável que o feto tenha morrido na 20ª semana, no máximo na 28ª.

 

A idosa ficou surpresa com a novidade, mas disse à médica que não quer fazer a cirurgia para a retirada do feto. “Ela é viúva e disse que se o feto ficou durante todos estes anos dentro dela, ela prefere não tirar”. Mas a ginecologista alertou que é importante fazer a cirurgia porque o feto pode trazer riscos à saúde dela. “Pode haver obstrução da alça intestinal, cólicas, retenção de fezes, aderência, tudo pode acontecer”.

 

Segundo a médica, um caso como esse é muito raro. “É sobrenatural. Mas ela não teme complicações. Nós vamos fazer novos exames, tomograficas para ver mais detalhes e depois vamos conversar com os parentes dela para ver se eles a liberam para fazer cirurgia”. A médica ainda disse que já tinha visto casos parecidos, mas nenhum deles a mulher ficou por tanto tempo carregando um feto morto.

Pesquisa Séculus/Bahia Notícias: Souto lidera e bate Geddel; Rui Costa fica atrás de Lídice

Pesquisa Séculus/Bahia Notícias: Souto lidera e bate Geddel; Rui Costa fica atrás de Lídice
A pesquisa para governador da Bahia, realizada pelo Instiuto Séculus em parceria com o Bahia Notícias, mostra uma corrida com a oposição na liderança com certa tranquilidade. Dois cenários pré-definidos foram colocados para o eleitor opinar,um com o ex-governador Paulo Souto (DEM) como candidato da oposição, e o outro com o presidente do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, no mesmo posto. Os outros nomes são aqueles já definidos: o chefe da Casa Civil e candidato da base governista, Rui Costa (PT) e a postulante do PSB, senadora Lídice da Mata. No primeiro universo, Paulo Souto aparece com larga vantagem, com a preferência de 40,8% dos entrevistados. Logo depois vem Lídice, com 12,2%. Em terceiro está o petista, com 10,1%. Os que ainda não sabem ou não opinaram somam 25,2% e aqueles que não votariam em nenhum dos três totalizam 11,4%. No segundo cenário aparece o motivo para a dor de cabeça do prefeito ACM Neto (DEM), que teria até dito a Geddel que o ex-ministro seria candidato, mas ouviu de Souto – melhor nas pesquisas internas – que a chama tinha reacendido. O peemedebista lidera a disputa no levantamento, com a preferência de 23,7% dos pesquisados. No entanto, a pontuação dele é quase metade da atingida pelo democrata, além do fato de que os adversários crescem. Lídice continua em segundo lugar, agora com 15,2%. Rui Costa passa para 13,7%. Sobe também o número de indecisos – que não sabem ou não opinaram – com soma total de quase 29%. Não votariam em nenhum dos três 18,2% dos pesquisados. 

Montagem: Bahia Notícias
O eleitorado baiano também participou da modalidade espontânea, quando não é dada nenhuma opção e o consultado escolhe o nome que preferir. O prefeito ACM Neto (DEM) aparece como o mais lembrado, com 13,5% das intenções de voto, apesar de já ter se colocado fora da disputa. Em segundo vem o governador Jaques Wagner (PT), com 11,4%, mesmo com o fato de não poder tentar nova reeleição. Logo depois vem Souto (4,5%). Geddel aparece mais atrás, com 2,8% da preferência. O peemedebista ainda garante que a oposição pontue mais que Rui Costa (2,5%). A partir daí, o cenário mostra novidades. O senador Walter Pinheiro (PT), que perdeu a indicação para o chefe da Casa Civil de Wagner, pontua melhor com 3,3%. O vice-governador e pré-candidato ao Senador, Otto Alencar (PSD), também sai na frente de Rui, com 2,7%. O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), que queria concorrer para governador e agora luta para ser vice, surge com a preferência de apenas 0,8% dos entrevistados, empatado com o nome especulado para vice na chapa da oposição, João Gualberto (PSDB). O inusitado é que ambos ficam atrás do apresentador Zé Eduardo (Bocão), escolhido por 0,9%, e também do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (PSDB), com 1,3%. 

Clique na imagem para ampliar
Já no cenário nacional, a presidente Dilma Rousseff (PT) vence tranquilamente a eleição na Bahia, ainda no primeiro turno. Ela aparece com 54,2% das intenções de voto, contra 13,2% do pré-candidato tucano, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) soma apenas 6,5%. Não opinaram ou não souberam responder 13,4%. Já 12,3% disseram que não votariam em nenhum dos três. A pesquisa Séculus/Bahia Notícias foi realizada entre os dias 2 e 6 de fevereiro, com 2 mil 290 pessoas, de todas as classes sociais, sexos e áreas de atuação. Foram entrevistados eleitores de 72 cidades baianas, em 26 territórios de identidade. A margem de erro é de 3,9 pontos porcentuais. 

Silvio Santos sobre câncer: “Era uma ferida, que virou tumor e foi removida”

Apresentador revela à revista “Veja SP” que tratou a doença de pele há três meses e mostra sua rotina simples: “Acho a primeira classe muito cara e não costumo jogar dinheiro fora”

Reprodução

Silvio Santos é capa da revista Veja São Paulo

Silvio Santos não costuma dar entrevistas e já até explicou o motivo: “Quem dá entrevistas fala demais”. Mas o apresentador abriu uma exceção e abriu as portas de sua casa em Orlando para a Revista Veja São Paulo, que chega às bancas neste sábado (08).

À publicação, além de mostrar sua rotina simples na cidade americana, revelou que, há três meses, passou por uma cirurgia para a retirada de um câncer de pele. “Sofri uma batida aqui na perna direita que acabou originando um câncer de pele, então meu médico fez uma incisão. Não fiquei internado nem nada, fui até o consultório do doutor Miguel (Srougi), ele deu uma anestesia e tirou o tumor. (…) Agora estou com outra ferida na mesma perna; não sei ainda o que é”, afirmou o apresentador.

Meses antes, Silvio havia passado por outra intervenção médica, para a retirada da próstata. “Ainda está pingando urina sem eu querer. Estou com raiva. Tenho de usar uma cueca especial que é um espetáculo. Não é fralda, tem um tecido que absorve o líquido” .

Questionado pelo repórter se, após a cirurgia, ele ainda tem relações sexuais, o apresentador garante que sim e diz não precisar de nenhum remédio para tal. “O meu remédio é a minha mulher”, garante Silvio, que passa os dias em Orlando na companhia da mulher, Iris Abravanel.

Medo da morte

Aos 83 anos de idade, Silvio garante não ter medo da morte. “Quero continuar vivendo até quando der.Como sei que vou morrer, quero morrer sem ir para o hospital. Não chega a ser um sonho, mas uma coisa que desejo. Aos 83 anos, sei que posso embarcar a qualquer momento”.

Dono de casa

Nos meses que passa na cidade americana, Silvio garante que ajuda em ao menos uma das tarefas domésticas. “Adoro lavar louça, ainda mais com os produtos extraordinários que existem nos Estados Unidos. (…) Lavo a louça porque a Iris faz a comida. Assim ela não reclama que fico sem fazer nada. Somos uma boa dupla. Em São Paulo, não lavo louça. É outro esquema. Para eu chegar à cozinha da minha casa, tenho de andar mais de 30 metros”, explica o apresentador, que mantém um imóvel bem mais modesto em Orlando, avaliado em US$ 1 milhão.

Simplicidade

Por lá também, ele passa longe dos famosos outlets, que tanto atraem os brasileiros. Suas compras, inclusive as de roupas, são feitas no supermercado, aonde vai diariamente com Iris. “Gosto de comprar roupas no WalMart, nem sei onde fica Gucci ou Prada. Por esta bermuda mesmo (aponta para a bermuda azul-marinho que veste na ocasião), paguei 18 dólares. Comprei seis iguais em cores diferentes”.

A economia de dinheiro não é apenas em roupas. “Não jogo dinheiro fora. As passagens de primeira classe são muito caras. Por que vou andar na primeira classe se ela é igual à executiva? Só andaria nessa categoria caso pudesse sair do avião por algum compartimento especial e me salvar se houvesse alguma pane”.

Admirado pelos brasileiros, Silvio também tem seus ídolos: Pelé e Roberto Carlos. “Já pensei em fazer uma reportagem comigo, Pelé, Roberto e também o Lula. Somos as quatro pessoas mais populares do Brasil. O povo gosta de nós, independentemente do que façamos”.

Avô

Durante a entrevista, Silvio também revelou que será avô pela oitava vez. Sua filha Patrícia está grávida. “O bebê foi feito aqui na Flórida”, declarou o apresentador.

Divulgação/SBT

Silvio Santos

 

 

Perto de quem manda, os moleques no chão são tão perigosos quanto Patati Patata

Assustadoras a imagem e as ações, comemoradas em páginas de Facebook do Bope, dando conta de que as mortes de dois soldados estariam sendo vingadas e sua honra lavada com sangue de jovens corpos negros estirados nas escadarias de um morro qualquer no Rio de Janeiro.

Há um ditado de origem do continente africano que diz: “A verdadeira história da floresta só será conhecida no dia em que o Leão falar”. No caso aqui, Leoa. Mariana Albanese, jornalista, editora da Página Vidiga!, ativista de direitos humanos e moradora do morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, nos traz seu relato, próprio de quem sente na pela as contradições e efeitos de uma política de segurança que tem como principal missão a higienização e o extermínio.

 

É longo, mas vale a pena conferir.

1800402_251492088358317_2082410252_n

Pegando os grandes bandidos que controlam o tráfico de armas e drogas, e que não costumam sujar a gravata de sangue, os moleques de havaianas na favela não vão morrer às centenas, porque eles são apenas a pontinha do problema. Perto de quem realmente manda, esses moleques estendidos no chão são tão perigosos quanto o Patati e Patatá.

 

Quando vi na TV a informação da morte da jovem policial Alda Castilho, de 22 anos, na UPP Parque Proletário, me deu um nó na garganta. Um detalhe pegou fundo: ela cursava psicologia, para tentar ajudar melhor as crianças da comunidade. Doeu, porque lembrei das policiais que atuam no Vidigal, morro carioca para onde me mudei em 2011, oito meses antes da pacificação. Assim como a maioria dos que vão para as UPPs, essas moças são jovens, cheias de vida e acabam realmente se envolvendo, dando aulas de esportes, música. São responsáveis por cafés da manhã comunitários. Esses policiais não vêm de bairros nobres, ganham pouco e com certeza enxergam nos pequenos alguma coisa de sua infância.

Mas não deu tempo de sentir muita coisa, porque no dia seguinte começou a caçada que acabou com nove baleados no morro do Juramento. Seis jovens mortos, estendidos no chão de uma escada que poderia ser qualquer uma das que existem no Vidigal, e os corpos, de qualquer um dos meninos que enchem suas vielas com a alegria do funk e das provocações bem cariocas. Aê mulek!

A foto doeu fundo, e talvez mais funda ainda tenha sido a dor de ver na postagem que fiz na página do Vidiga! as frases de sempre, repetidas ao infinito: “tá com dó? Leva pra casa”. Ou “bandido bom é bandido morto”. Pra começar: quem sabe quem eles eram? Depois saiu a informação: três sequer tinham passagem. Os outros três, eram fichados por crimes leves.

Os questionamentos que fiz ali são: se matar trouxesse paz, o Rio de Janeiro já tinha virado Estocolmo. Simplesmente é preciso mudar de estratégia, porque essa não serve. E, mais ainda: onde está a chance de mudar? No sertão, Padre Cícero pregava: “Quem roubou, não roube mais. Quem matou, não mate mais”. Em nenhum momento da minha vida vi alguém sábio que pregasse a paz pedindo guerra. Mas comentários, citações bíblicas são usadas para justificar decretos de morte.

Quando cheguei no morro ainda havia (ainda há) a memória da guerra, que foi o enfrentamento entre duas facções, entre 2004 e 2006, que teve o grand finale com sete caras mortos pelo BOPE dentro de uma casa invadida. O dono da residência, estirado no chão sob a arma da polícia, vendo um por morrer, tentava dizer que não era bandido. Só se salvou porque sua cachorra o lambeu, provando que morava ali. Ele estava rendido, e ia ser morto, porque o BOPE não prende, só mata. Desde sempre, a mesma tática: atirar, depois perguntar o nome.

A chance de mudar (por conta própria) foi uma das poucas mudanças que a UPP trouxe às favelas cariocas: como o tráfico armado ficou complicado, muita gente que não era fichada viu ali a chance de deixar essa vida pra trás. Vida de traficante soldado, no geral, é curta: ou morre, ou cansa. É quase impossível ficar um tempo lá e não esbarrar com vários que cansaram e agora estão na labuta honesta. Você lida com vários destes caras que a sociedade chama de monstros e quer mortos, mas que agora estão fazendo trabalhos cansativos e depois curtindo um churrasco na laje. Um dia, um deles veio desabafar comigo. Ele me contou que simplesmente entrou na sala do capitão da UPP e disse: “eu tô fora. Mas só vou cair fora se vocês me derem a garantia de que não vão ficar no meu pé”. E nesse dia ele estava inconsolável, porque tinha um policial que ameaçava tomar o colete de mototáxi dele a toda hora. Como ele é inteligente, estava meio que conscientizando os outros a se organizarem como categoria. E ele me falava: “fim de semana que vem, tenho que pagar pensão. Já me chamaram pra voltar, mas eu não vou”.

É preciso entender o contexto todo pra saber qual a animosidade contra a UPP. Não é só uma batalha do bem contra o mal. Principalmente no começo, eles enchem o saco dos moradores honestos, botam regras que dificultam mais a vida das pessoas do que quando estava o que chamo de “a outra gestão”.

Há os turnos. Turnos de caráter. O pessoal sabe se naquela noite é policial bem ou mal intencionado, e já sabe se vai ou não vai poder dar uma festa. Porque, sim: além da violência que todo mundo conhece, tem o dia a dia com o controle social extremo. A filosofia da pacificação parte do princípio que todo mundo é suspeito até que se prove o contrário. Assim, aglomerações populares são temidas e coibidas. O baile funk é a primeira coisa a ser proibida. Nem em local fechado, nem com patrocínio lícito. Há inúmeros casos de UPPs que acabaram com festas de criança, ou com a galera reunida num bar vendo o jogo no domingo. Já saiu tiro por causa disso no Alemão. A bendita resolução 013 da Secretaria de Segurança (que caiu agora, mas como não há nada que a substitua, ainda vemos resquícios desse filhote da ditadura) só vale nas favelas e dá ao comandante a palavra final: ele simplesmente pode decidir que você não vai comemorar seu aniversário. Por essa pressão e pelo histórico de atuação nas favelas, ações contra a PM geralmente são comemoradas.

Em 13 de dezembro de 2012, a UPP do Vidigal agiu com violência para acabar com a única área de lazer do morro, uma quadra de esportes. Iam construir a sede deles, com um “auditório que vocês poderão usar!”. Ninguém queria, fomos pra frente da quadra impedir o trator, que lá estava sem autorização da Prefeitura, dona do terreno. Começou um enfrentamento, um PM que já não gostava de mim me deu um tapa na cara, me agarrou pelo cabelo, jogou meu celular no chão (eu filmava a confusão) e chutou o aparelho. Eu fiquei puta, voei no pescoço dele e fui presa. E quando voltei pro morro, fui procurada por muita gente que vinha me contar as histórias de abuso e, principalmente, me dar os parabéns por ter reagido contra “os canas”. Tive que viajar pra casa da minha mãe, porque eu não podia passar num beco, que algum cara, às vezes bêbado, vinha me abraçar. Ninguém queria me atacar. Eles só me achavam uma heroína, sei lá. E aí, pensa: para o morro, a polícia não é a solução e nem os traficantes são a solução. Nada melhorou substancialmente para as comunidades pacificadas.

São muitos tons de favela: tudo varia. Varia da localização, varia da facção e varia do comando da UPP. Em todos os casos, o que as pessoas de fora consideram uma libertação do mal, na realidade é um bruta choque social sem preparo algum. É como se tirassem seu chão. Não tem nada a ver com salvação. Você vive de um jeito, sob certas regras. Aí chega o Batalhão de Choque, e bota as deles. Dois meses depois, entra um novo comando, e manda outras ordens. No começo, todo mundo tinha medo de ser visto falando com policial porque a certeza geral é de que eles irão embora e as coisas vão voltar a ser como eram antes.

Minha opinião é que a UPP não resolve nenhuma das raízes do problema, é apenas um controle social. Os meninos da favela não sabem nem como a arma foi parar na mão deles. Veio pela fronteira? Veio do exército? E a droga? Quantas plantações há nos morros? Veja a casa dos chefes do tráfico: qualquer ator de Malhação tem um apartamento no mesmo nível. O próprio Nem, que está caladíssimo, deu a real: metade do que ele ganhava não ficava pra ele, era para comprar a conivência do Estado. E isso não é segredo pra ninguém, está em todos os jornais, e então me pergunto: por que as pessoas continuam repetindo, como mantras, as mesmas frases “justiceiras”?

Quando vejo essas pessoas dizendo que bandido bom é bandido morto, penso no quanto são manipuladas. O morro não gosta de bandido, tanto quanto o cara do Leblon não gosta. Porque o morador não consegue emprego e carrega a fama do que não é. E também porque, a depender da facção no poder, a vida é realmente difícil. Mas eles estão dentro do problema, têm uma visão mais humana da coisa. No geral, no morro, pra quem é “cria”, a tendência é ficar contra a ação da PM, mesmo que os mortos sejam criminosos. Porque eles estão no “caminho errado”, mas são filhos da Dona Maria, jogam bola com você desde moleque. O morador não gosta do crime, mas não quer ver o vizinho morto. Eles só querem que saiam dessa vida.

Quando cheguei ao Vidigal, tinha medo de traficante e aguardava ansiosa a pacificação. Mas, meses depois, eu achava que tinha alguma coisa muito errada com a sociedade, e não com a favela. Porque nunca tinha visto uma organização social tão boa quanto aquela. Não havia assaltos, dormia-se de porta aberta. Eles controlavam o trânsito, o lixo (ai de quem sujasse o morro!), se preocupam com a comunidade, de verdade – não é só essa moeda de troca para comprar a conivência alheia. Faziam quadras de esporte, calçavam as ruas, enfim: é muito mais complexo do que a gente sabe quando tá fora, ou quando vai fazer tour.

Lembro de uma noite em que voltava de uma festa e encostei numa grade para ver a lua. Sem querer bati em algo, e um cara falou: “ei, meu bagulho”. Era um traficante no posto dele. Pedi desculpas, expliquei o que tava fazendo. Ele parou do meu lado, botou o cotovelo onde o meu estava apoiado e disse: “a vista daqui é foda, né? Não tem vista mais linda que a do Vidigal. Fico aqui toda noite, só admirando”.  Então me confundi mais ainda: um “marginal”, “bandido” e “vagabundo” que gosta de filosofar e ver o mar. Ah, se a vida fosse tão simples quanto o bem e o mal.

E a solução pra essa confusão toda que aí está? É ir na origem do problema: se as pessoas não querem que um “vagabundo” assalte a “irmã ou mãe” deles (sempre o mesmo exemplo) deveriam cobrar uma ação global em segurança. Pegando os grandes bandidos que controlam o tráfico de armas e drogas, e que não costumam sujar a gravata de sangue, os moleques de havaianas na favela não vão morrer às centenas, porque eles são apenas a pontinha do problema. Perto de quem realmente manda, esses moleques estendidos no chão são tão perigosos quanto o Patati e Patatá.

Faz-se urgente desmilitarizar a polícia – não acabar com ela, mas mudar sua forma de atuar, e principalmente suas condições de remuneração e trabalho. O ódio à polícia não é contra o fulano ou o beltrano que ficam de plantão na sua viela. É à instituição policial, como um todo, que está sem credibilidade. Ao mesmo tempo, fazer o que tem que ser feito: tornar, realmente, a favela um território da cidade, com direito a saneamento, educação e saúde. Mas, pra ser sincera, acho que isso não vai acontecer. Quem legisla geralmente tem interesse na violência e na pobreza. Estamos entrando numa guerra civil que vai se estender por anos. Os assaltos na rua, hoje, não são uma questão apenas de grana. A violência não diminuiu em lugares onde a pobreza caiu. É uma geração impregnada de ódio. Não é mais o guri que subia o morro com uma bolsa que tinha lenços e documentos, pra finalmente a mãe se identificar, mas sim o que vai pegar o playboy filho da puta que bate palma para o mundo ideal que a Sherazade prega. Contra o “homem de bem”. Mas ele não tem consciência da razão pela qual está fazendo isso. Só sabe que há um ódio muito grande dentro dele.

Estou bem desanimada com o futuro. No Vidigal, conta-se os anos para que todos os pobres estejam fora. O mesmo acontece, lentamente, com a Rocinha. Acho que só uma tragédia muito grande vai parar isso.

Book-Center-Itapetinga
cardioset
banner-12
banner--engenharia
ecologicar
mineraz


WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia