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:: 23/mar/2014 . 8:29

Com infecção urinária, Renato Aragão é internado novamente no Rio

Humorista procurou o hospital por conta de uma febre e recebeu diagnóstico de infecção

O DIA

Rio – Renato Aragão voltou a ser internado no Hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio, na tarde deste sábado. O humorista procurou o hospital por conta de uma febre. De acordo com o boletim médico, Renato Aragão deu entrada no hospital às 16h com diagnóstico de infecção urinária. Ele passou por exames de sangue e imagem, sendo posteriormente internado em um quarto. Seu quadro clínico e cardiológico é estável. O humorista deve ficar internado por 2 ou 3 dias.

Renato Aragão volta a ser internado no Rio

Foto:  Alexandre Santanna / Istoe

Infarto do miocárdio

Em 15 de março, um dia após a festa de aniversário de sua filha, Renato Aragão sofreu um infarto do miocárdio. O humorista chegou ao Barra D’Or em uma maca, acompanhado por sua mulher, Lilian Aragão, e passou por uma angioplastia.

Dois dias depois de ser internado, Renato conversou por telefone com Ana Maria Braga e agradeceu o apoio dos amigos. “Vou aproveitar aí e mandar um beijo para todo mundo que me ligou. Não tenho como retribuir tudo isso. Vou ficar devendo para o resto da minha vida. Vou ter que ter três corações para agradecer tudo isso”, disse.

Na última quarta-feira, Renato Aragão recebeu alta médica e deixou o hospital acompanhado pela mulher.

Renato Aragão e a mulher, Lilian Aragão deixam hospital

Foto:  Marcello Sá Barretto / Ag. News

7 dúvidas sobre HPV (respondidas!)

Neste mês começou a primeira fase da campanha nacional de vacinação contra a HPV. Até o dia 10 de abril, meninas de 11 a 13 anos devem ser imunizadas contra a DST, que pode causar o câncer de colo do útero. Esclareça suas dúvidas sobre a doença

Thinkstock

Até abril, ,meninas de 11 a 13 anos estão sendo vacinadas contra a HPV. Mas por quê?

Até o dia 10 de abril, meninas de 11 a 13 anos de todo o Brasil devem ser vacinadas contra a HPV, o papilomavírus humano. No ano que vem, a faixa etárias das garotas a serem imunizadas vai abaixar para os 9 anos. Muitas pessoas, no entanto, ainda não entendem o porquê de medicar garotas contra uma DST (doença sexualmente transmissível) quando elas ainda nem iniciaram a vida sexual. Ou o porquê da doença ser tão perigosa a ponto de causar uma mobilização tão grande. Por isso, o iGirl falou com especialistas e responde as sete perguntas mais frequentes sobre a enfermidade que atinge 80% das garotas sexualmente ativas do país.

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A DST está ligada a 95% da incidência do câncer de colo do útero

1- O que é HPV?
“É o papilomavírus humano (HPV é a singla em inglês), que age na pele e nas mucosas do corpo. Há, atualmente, mais de 100 tipos diferentes deste vírus”, explica a Dra. Graciela Morgado, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e diretora da clínica Invita. Segundo o Dr. Jean Gorinchteyn, infectologista do hospital Emilio Ribas, há quatro variações clinicamente mais importantes: as números 6, 11, 16 e 18. “As duas primeiras são responsáveis pelo aparecimento de verrugas nas genitais e as duas últimas são ligadas a casos de câncer no colo do útero”, fala o médico.

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2- Como é transmitida?
A HPV é mais conhecida como uma DST (doença sexualmente transmissível), mas, segundo alguns médicos, também pode acontecer a transmissão pelo contato. “Se uma menina [portadora do vírus] empresta uma calcinha para outra sem lavar, a chance de contaminação não é pequena”, fala Dr. Jean. Já o infectologista Paulo Ouzon, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), discorda. “É uma doença que ataca as mucosas, é muito difícil transmiti-la através do contato”.

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A doença causa verrugas visíveis no pênis e na vulva, além de fissuras microscópicas dentro do útero

3- Quais são os sintomas?
Há dois tipos de manifestação: o surgimento de uma verruga na região genital ou uma fissura quase invisível no colo do útero. “A lesão parece uma crista de galo e pode aparecer na vulva, no pênis, no ânus ou dentro da vagina”, explica a ginecologista Graciela. “Já o tipo mais agressivo, que pode causar o câncer, surge dentro da menina e ela não sente nada”. Por isso, é muito comum a menina ter o vírus e não saber. “A grande maioria das mulheres não tem sintomas”, diz Jean Gorinchteyn. “O HPV geralmente só é detectado em exames de rotina, quando eles percebem algumas alterações e fazem uma biópsia do local”.

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“Ao longo da vida sexual, uma garota tem 80% de chances de entrar em contato com um dos tipos dos vírus de HPV”, diz Graciela Morgado

4- Qual é o tratamento?
O tratamento para HPV é feito de acordo com o caso, por isso é um trabalho bastante difícil. “Sendo o vírus de alto risco, que ataca o colo do útero, a garota pode fazer cauterizações ou um procedimento cirúrgico com laser. O mesmo pode ser feito em lesões externas”, fala Graciela. Mesmo depois de passar pelas intervenções e de a verruga desaparecer, a HPV pode voltar a se manifestar. “A pessoa pode ficar com a imunidade baixa e a doença retornar”, fala a ginecologista. Por isso, o ideal é investir na prevenção. “Porque é uma doença bastante difícil de diagnosticar e de cuidar”, alerta Dr. Jean.

5- Por que é tão perigosa?
“A HPV ataca as células do corpo e, como auto-defesa, elas se modificam, surgindo uma lesão. É neste processo que pode ocorrer uma mutação e desenvolver um câncer”, fala o infectologista do hospital Emilio Ribas. A ligação entre a DST e a origem de tumores em lugares como o pênis e intestino deixa os médicos e especialistas preocupados. “Em 95% dos casos, o HPV está associado ao surgimento do câncer no colo do útero”, conta Gorinchteyn. Segundo a Dra. Graciela Morgado, é preciso tomar bastante cuidado com este tumor. “É comprovado que ele é o segundo mais comum entre as mulheres. O primeiro é o de mama”. “Assim, como é um vírus que pode provocar um câncer é bom tomar bastante cuidado”, finaliza Dr. Paulo Ouzon.

6- Por me vacinar se ainda não iniciei minha vida sexual?
Segundo a ginecologista Graciela, é muito comum uma garota acabar se deparando com o vírus e nem ficar sabendo. “Ao longo da vida sexual, ela tem 80% de chances de ter contato com um dos tipos de HPV”. Assim, a prevenção através da vacina se torna crucial, principalmente em meninas dos 11 aos 13 anos. “Nesta idade elas respondem melhor imunologicamente e o fato de ainda não terem iniciado a vida sexual melhora a defesa”, fala Paulo Ouzon. “A eficácia é de 98,8%”, diz Morgado. “Mas o efeito dessa vacina será visto apenas daqui 10, 20 anos, quando houver a diminuição da incidência de câncer no colo do útero”.

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Vacinação e exames preventivos são os modos mais eficazes de prevenção da doença

7- Além da vacina, há outro jeito de se prevenir?
A camisinha ainda é o jeito mais comum de evitar a contaminação por uma DST. “É a forma mais completa, mas ainda não garante 100% de proteção”, afirma Ouzon. “Dependendo da localização da lesão [no menino], o preservativo não a cobre”. Por isso, o melhor jeito é a garota estar sempre em dia com exames ginecológicos como o teste de papanicolau. “É importante frisar que, mesmo vacinada, a menina precisa continuar fazendo as avaliações preventivas, porque há mais de 100 tipos de vírus da HPV, então ela pode entrar em contato com algum que não esteja na medicação”, ressalta Dra. Graciela Morgado. “Com a vacina você não evita, mas a diminui a incidência da DST”, diz Dr. Jean Gorinchteyn.

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