:: mar/2015
Sete personagens que mudaram para pior e três acertos em “Império”
Ao chegar ao final, depois de ser esticada para 203 capítulos, “Império” deixa um gosto de frustração no ar. A novela de Aguinaldo Silva apresentou vários motivos para merecer um crédito de confiança do espectador, mas largou no meio do caminho inúmeros bons assuntos que levantou.
Uma maneira de entender o que “Império” poderia ter sido, mas não foi, é analisando a trajetória de alguns personagens importantes. Reviravoltas são normais em novelas, mas é curioso observar que, na história de Aguinaldo Silva, elas afetaram especialmente os personagens polêmicos, que pretendiam discutir temas “difíceis”.
Na reta final, como já escrevi, “Império” parece ter virado outra novela. O autor resolveu, sem maiores explicações, uma série de conflitos e situações difíceis, além de ter dado uma solução rocambolesca à trama policial que apresentou.
Novela não tem compromisso com a realidade – um exemplo positivo disso, na minha opinião, foi a divertida cena do casamento de Vicente (Rafael Cardoso). Enquanto esperava a noiva Maria Clara (Andréia Horta), quem apareceu foi a irmã dela, Cristina (Leandra Leal).
O problema é quando uma história com tintas realistas deixa de lado a lógica e a coerência, “traindo” o espectador que acompanhava cada lance acreditando no que o autor estava propondo. Foi o que ocorreu, por exemplo, com a revelação de que Silviano (Othon Bastos) era um grande vilão sob as ordens de José Pedro (Caio Blat), também conhecido como Fabricio Melgaço.
Abaixo a minha lista com sete personagens que mudaram para pior e três acertos em “Império”.
CLAUDIO
Montagem/Reprodução

Casado, pai de dois filhos, o cerimonialista mantinha vida dupla, sendo amante de um outro homem. José Mayer trocou o eterno papel de galã para viver este personagem ousado, mas rapidamente Aguinaldo Silva recuou e fez Claudio desistir de Léo (Kleber Toledo) para viver com a mulher Beatriz (Suzy Rego). Na última semana da novela, sem explicação, Claudio resolver jogar tudo para o alto e não apenas voltar a viver com Léo como assumir publicamente a relação.
ENRICO
Reprodução/Gshow

Filho de Claudio, o personagem de Joaquim Lopes se revelou homofóbico ao descobrir que o pai era gay. Por conta do seu preconceito, a vida virou um inferno. Perdeu a noiva, o restaurante em que era chef e a sanidade. Depois de um exílio na Europa, voltou para ver o pai quase ser assassinado por sua causa. O crime teve efeito incrível: de uma hora para a outra, por mágica, Enrico deixou de ser homofóbico.
MAGNÓLIA E SEVERO
Estevam Avellar/TV Globo

Muito bem interpretados por Zezé Polessa e Tato Gabus Mendes, eles começaram a novela revelando como pais podem explorar de forma sórdida os próprios filhos. O ótimo tema, delicado e atual, provavelmente provocou repulsa do público. Para aliviar, o autor providenciou que a dupla ficasse milionária por acidente e protagonizasse cenas cômicas, em estilo “Zorra Total”. Na penúltima semana, Magnólia e Severo ficaram pobres. Sem nenhuma explicação, a mãe se tornou uma figura doce e legal, enquanto o pai foi punido com a perda da memória
TÉO PEREIRA
Reprodução/GShow

Por meio do jornalista interpretado por Paulo Betti, Aguinaldo Silva quis denunciar o pior tipo de jornalismo ainda praticado, o de fofocas. O personagem também mostrou os efeitos nefastos da invasão de privacidade causada por sites de celebridades. Cansado, talvez, do seu vilão, o autor o repaginou. Repentinamente, Téo virou um jornalista sério, respeitado.
XANA SUMMER
Globo/Divulgação

Mais um caso de personagem ousado que, no meio da novela, andou para trás e, no final, de forma súbita, sofreu outra transformação espetacular. O cabeleireiro vivido por Ailton Graça se vestia e se comportava como mulher e tinha interesse em homens. O recuo começou quando a questão da sexualidade de Xana foi tratada como algo sem importância e revelou-se que ele gostava de mulher. Depois, para conseguir adotar uma criança, abandonou o seu modo de ser e vestiu-se como homem. E, no fim, voltou a ser liberal, vivendo um triângulo com Naná (Viviane Araujo) e Antonio (Lucci Ferreira).
SILVIANO
Reprodução/Império/Gshow

Por 180 capítulos, Othon Bastos interpretou um mordomo recatado, totalmente devotado à patroa, Maria Marta (Lilia Cabral). Sabíamos que havia um mistério entre os dois, mas a revelação pegou todo mundo de surpresa, inclusive o ator. Silviano foi, no passado, marido de Marta. Pior, alguns capítulos depois, a sua reviravolta foi ainda mais radical, ao se revelar que, na verdade, era um dos grandes vilões da história.
JOSÉ ALFREDO
Paulo Belote/Globo

O melhor de “Império”. Um raro personagem com muitas dimensões, contraditório e carismático. O comendador era bom e mau, honesto e pilantra, cheio de esqueletos no armário, manias engraçadas. Um anti-herói, como reza a boa dramaturgia, nada retilíneo. Vivido com brilho por Alexandre Nero, o personagem levou a novela nas costas e mostrou que Aguinaldo Silva é capaz, ainda, de grandes momentos.
LORRAINE
Reprodução/Gshow

Como sempre acontece em novela, a personagem ganhou vida e espaço muito em função do excelente desempenho de Dani Barros. Aguinaldo Silva recompensou o talento da atriz com inúmeros desdobramentos, incluindo uma decisiva participação na reta final da trama.
NANÁ
Reprodução/Gshow

A personagem teve pouco destaque em “Império”, mas mostrou-se um grande acerto a escalação de Viviane Araujo (à esq.), outra aposta do autor. Curiosamente, parte da história de uma outra personagem, a sambista Juju Popular (Cris Vianna) foi inspirada na vida de Viviane.
DEMI DO ITC COMPLETA MAIS UM ANO DE VIDA E RECEBE FELICITAÇÕES DE FAMILIARES E AMIGOS
Hoje é um dia especial para você, hoje você comemora mais um ano de vida, mais um ano de existência e de experiências. Hoje, as luzes do céu e as bênçãos do Senhor recaem sobre você. É dia de reafirmar a sua missão, a sua fé e o seu compromisso com a vida e com o bem.

Os seus familiares e amigos enviam para você energias e pensamentos positivos. Há boas vibrações para você, há luz e amor ao seu redor. Aproveite este momento mágico da vida e peça a Deus proteção, peça a Deus para lhe guiar e tomar conta dos seus caminhos, peça a Deus para segurar na sua mão enquanto você escreve a sua história. Agradeço por tudo o que você já viveu.

Aproveite o dia de hoje, viva-o com entusiasmo, alegria e humildade. Você é especial aos olhos de Deus e aos olhos de todos aqueles que lhe amam. Que Deus derrame o seu amor sobre você.
Parabéns e muitas felicidades Demi!
“BBB15”: Nova participante tem irmã gêmea e entra para pegadinha em prova
A entrada da carioca Andressa no “Big Brother Brasil 15“, nesta sexta-feira (13), bem que foi planejada pela produção para ser discreta.
Ocorreu por volta das 21h30, enquanto a novela “Império” tinha seu capítulo final indo ao ar. Mas não foi o suficiente para que os fãs mais afoitos já identificassem uma característica peculiar na suposta substituta de Tamires: ela tem uma irmã gêmea.
Numa das redes sociais da estudante, logo os comentários deduziam algo a mais nessa entrada. O que seria confirmado pouco depois ao vivo por Pedro Bial.
A entrada da nova sister faz parte de uma prova.
Amanda, a irmã gêmea, entrará na casa na manhã de sábado (14), se aproveitando da ida de Andressa ao confessionário para a gravação do Raio-X, o perfil diário publicado pelos brothers no site oficial da atração.
No domingo (15), antes da votação, Bial perguntará se alguém identificou “o segredo de Andressa”. Caso sim, toda a casa será “Tá com Tudo”. Em compensação, se eles não descobrirem, todos estarão no grupo “Tá com Nada”. Depois disso, as duas irão embora do programa.
Andressa participa normalmente da festa de hoje, que formou um duelo de DJs entre Anitta e Naldo Benny.
A edição anunciou ainda o que será definido no “Você no Controle” desta semana. A enquete questiona se o voto do vencedor do Anjo no confessionário terá peso duplo ou será anulado.
Pró-impeachment, líder da banda Os Reaças iguala partidos de esquerda ao nazismo
Banda Os Reaças dá novo significado para palavra reacionário ao associar termo ao inconformismo “contra roubalheira”
No dicionário Michaelis, a palavra reacionário significa: “pertencente ou relativo ao partido da reação ou ao seu sistema; que se opõe às ideias políticas de liberdade individual e coletiva, retrógrado; e sectário da reação política ou social; homem antiliberal”. Pois foi justamente, a abreviação deste termo o escolhido para batizar a banda “Os Reaças”, autora da música Impeachment, que pretende se tornar um hino em favor da saída de Dilma Rousseff (PT) da Presidência.
Um dos líderes da banda, o músico e designer curitibano Eder Borges, de 31 anos, diz acreditar que esse seja apenas um primeiro passo na caminhada que pretende colocar todos “os partidos de extrema esquerda na ilegalidade, equiparando-os ao nazismo”.
Divulgação
Luiz Trevizani (esq) e Eder Borges
No Brasil, a palavra reaça é muito associada à direita, como uma herança da Ditadura Militar (1964-1985), mas para os fundadores da banda, o termo está ganhando um novo significado e é “apenas um a apelido, que se dá para reacionários, porque reagimos a tudo que é ruim”, na definição de Borges.
Além de Borges, a banda curitibana é formada pelo músico Luiz Trevisani, de 51 anos, para quem o nome tem “tem tudo a ver”. “Sou um reaça mesmo porque eu reajo a esta roubalheira que está aí. O nome pegou muito bem. A reação das pessoas que estão do lado de cá foi ótima”.
Os dois se conheceram pelas redes sociais, em dezembro do ano passado e “por causa das afinidades musicais e ideológicas” resolveram unir forças para fundar a banda, que tem sido propagada justamente neste meio.
A música foi disponibilizada no Facebook em 24 de fevereiro, onde tem quase 210 mil visualizações. No YouTube, quase 180 mil já viram o clipe. Com agenda cheia neste fim de semana, os dois vão apresentar a música nas manifestações de domingo (15) contra o governo petista em São Paulo.
“Em Curitiba, outra banda vai fazer cover da nossa música na manifestação e também vai tocar em outras manifestações”, diz Borges, orgulhoso.
Veja o vídeo clipe da música Impeachment
Borges diz ainda que a música Impeachment é só o começo e a dupla já tem novas músicas prontas para lançar um CD virtual, batizado de “Pro Seu Governo”, com todas as músicas e vídeo clipes disponibilizados no YouTube. “Em breve” afirma Borges, sem precisar uma data. Mas adianta que uma das faixas se chama “Burrada em Pasadena”, em referência as denúncias de superfaturamento na compra da refinaria nos Estados Unidos,pela Petrobras.
“Vimos que havia um buraco na cena musical brasileira. Há muito tempo não se faz um rock nacional politizado, como se fazia nos anos 70, 80”, diz Borges, se referindo ao movimento brasileiro que protestava contra a ditadura militar. Com a diferença de que, para Borges, “ser reacionário é a essência do rock and roll”.
“Quando se fazia música contra a ditadura, não quer dizer que era música de esquerda porque rock and roll não é ser da situação, não é ser conformado, é reagir. É o ritmo que melhor expressa isso [inconformismo]”, define.
Músico há 15 anos, Borges diz que já fazia trabalhos artísticos sem conotação política. O ativismo começou em meio às eleições do ano passado, quando fundou a Direita Curitiba, grupo formado por “liberais e conservadores que acreditam na liberdade individual, liberdade econômica, família e meritocracia”, segundo definição na página no Facebook. Ele então procurou Trevizani, que já fazia um trabalho musical “politizado” desde dezembro de 2013.
“Um dia eu acordei, em dezembro de 2013, com uma marchinha de carnaval da cabeça tirando sarro do José Sarney. Acordei com um acorde na cabeça, levantei e peguei o violão. Depois resolvi olhar com mais cuidado e achei que valia a pena materializar. Fiz esta marchinha “Cadê o Zé” e o troço deu uma leve bombada”, diz Trevizani, definindo o seu trabalho como “charges musicais”.
Reduto do PSDB
O Paraná foi um dos 11 Estados, além do Distrito Federal, onde Aécio Neves, candidato à Presidência pelo PSDB, ficou em primeiro lugar no segundo turno das eleições do ano passado. O tucano foi o preferido por 60,99% da população paranaense, contra 39,02% que optaram pela candidata petista.
Borges foi um dos eleitores do tucano, mas diz que foi “por falta de opção”. “São sempre os mesmo partidos e candidatos. Os debates eleitorais sempre foram uma demagogia, uma disputa para ver quem dar mais esmola ao povo. Nós estamos pautando o debate porque agora eles sabem que o brasileiro está mais politizado e não quer mais populismo”, diz.
Para Trevisani, o senador paulista eleito José Serra, também do PSDB, seria o presidente ideal para o Brasil, neste momento. “Se eu pudesse pedir pro Papai Noel, eu gostaria de ver uma gestão do José Serra”, diz.
Impeachment
Para Borges, derrubar a presidente Dilma é apenas o primeiro passo para a convocação de novas eleições.
“Queremos convocação de novas eleições tendo em consideração as evidências de fraudes ocorridas, a incapacidade deste governo em gerir o Estado – seja por incompetência ou por corrupção – e, sobretudo, a ilegalidade do PT”.
Segundo Borges, há quatro razões que embasam o impeachment da presidente. A primeira seria a “subordinação do PT a uma organização internacional criminosa: o Foro de São Paulo”, composta por partidos e movimentos de esquerda da América Latina e Caribe. Foi fundado na década de 1990 pelo PT e pelo Partido Comunista Cubano.
“Outra questão é o uso do exército do MST [Movimento dos Sem-Teto], uma organização paramilitar que o PT ameaçou colocar nas ruas contra o povo e contra o Brasil”, diz. Ele ainda afirma que a campanha da presidente Dilma foi “mentirosa” , que houve uso da máquina pública para financiar a campanha e fraude nas eleições.
Para Trevizani, a ideia do impeachment está ligada a postura assumida pela presidente. “Esta presidente já mostrou que, no mínimo, não tem competência nenhuma. Ela nunca se sabe de nada. Se ela não sabe, ela não tem competência. Se ela sabe, então ela está mentindo”, afirma Trevizani.
De acordo com o desembargador aposentado Walter Fanganiello Maierovitch, a “incompetência”, porém, não é razão para o impeachment de um presidente. A Constituição prevê a perda de mandato para crimes que atentem contra a “Constituição; o livre exercício dos poderes políticos; a probidade administrativa e a guarda e emprego dos dinheiros público; e a execução das decisões judiciárias”. Além disso, diz “o presidente da República não pode, durante o exercício de suas funções, ser responsabilizado por atos estranhos às mesma”.
“Quando ela foi presidente do Conselho da Petrobras, não estava na Presidência da República. Onde você vai buscar o fundamento?”, questiona o desembargador aposentado.
Nazismo X Esquerda


























































