Polícia acredita que o dinheiro foi pago porque Patrícia extorquiu o assessor do deputado
O delegado Luiz Roberto Hellmeister afirmou que Talma Bauer, chefe de gabinete do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), admitiu em depoimento que pagou R$ 20 mil a um amigo da estudante de jornalismo Patrícia Lelis para que, em troca, ela parasse de acusar o parlamentar por tentativa de estupro.
A polícia acredita que o dinheiro foi pago porque Patrícia extorquiu o assessor de Feliciano. Para Luiz Roberto Hellmeister, Patrícia mentiu várias vezes ao longo das investigações para incriminar Feliciano e os assessores dele.
“Ela ameaça divulgar uma notícia bombástica, ainda piorando porque ele é pastor, não é só deputado, e que pode ter um dano incalculável na vida dele. Ela está condicionando contar um fato real ou mentiroso para ter uma vantagem”, afirmou o delegado Hellmeister para a rádio CBN.
Segundo o delegado, Patrícia mentiu ao dizer que teria sido sequestrada e mantida sob cárcere para gravar o vídeo em que desmente as acusações que tinha feito contra o deputado anteriormente. Ela vai ser denunciada pelos crimes de extorsão e denunciação caluniosa, penas que somadas podem variar de seis a 20 anos de prisão.
A denúncia de estupro é investigada pela Delegacia da Mulher de Brasília. Já a Polícia de São Paulo apura somente o suposto sequestro e cárcere de Patrícia.