Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

O Ministério da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (2/12), cinco casos positivos de Covid-19 com a variante africana Ômicron. Três deles foram identificados em São Paulo e dois no Distrito Federal. Todos são passageiros que vieram do continente africano e passaram pelo teste, tendo o resultado confirmado no Brasil. Agora, a pasta reforça a vigilância genômica, responsável pelos sequenciamentos capazes de identificar variantes.

Uma sala situacional para monitorar os casos da Ômicron foi aberta na sede do ministério para acelerar o registro de novos casos, conseguir realizar a contenção e rastreio a tempo para que a infecção por essa nova variante não se alastre pelo país. Em trabalho desde 29 de novembro, a equipe emitiu três comunicados de risco e quatro informes, repassados aos gestores de saúde com atualizações da situação.

As principais recomendações do grupo são o aumento da vacinação no Brasil e a aplicação da dose de reforço. “Precisamos trabalhar para retardar a entrada [da variante] e ampliar a vacinação”, disse Correia. O reforço da vigilância laboratorial, das medidas não farmacológicas e do monitoramento dos viajantes também está entre as prioridades, apesar de não haver previsão de restrições de viagens mais rígidas.

Enquanto a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendou a suspensão de voos vindos de seis países da África, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, frisou que essa é uma “ação que exige postura interministerial do governo”. Cabe à Saúde, junto com os ministérios da Justiça e da Infraestrutura, coordenados pela Casa Civil, deliberar sobre o tema.

RK