Com três municípios entre os dez maiores produtores de gado da Bahia, e liderando a lista com Luís Eduardo Magalhães, o Oeste da Bahia avança também na produção pecuária. À frente de centros produtores tradicionais, como Itapetinga, no Sudoeste, Luís Eduardo é o município baiano com o maior número de bovinos encaminhados para a abate, de acordo com dados da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), com quase 60 mil cabeças. Em segundo lugar, aparece outro município da região, Jaborandi, com pouco mais de 26 mil. Correntina também integra o Top 10, com 21 mil bovinos abatidos em 2022.

O pecuarista Antonio Balbino Neto, diretor da Associação de Criadores do Oeste (Acrioeste), explica que a atividade se desenvolve na região em duas frentes, tanto em fazendas totalmente dedicadas à pecuária, quanto em outras que estão investindo cada vez na integração entre a lavoura e a criação de bovinos.

Para Balbino, a médio e longo prazo, a tendência é que a convivência entre as duas atividades se torne cada vez mais comum, por conta das vantagens que elas trazem para os produtores rurais. “Tecnicamente a integração é um ótimo negócio, porque permite ao produtor o melhor aproveitamento da área, numa região em que durante seis meses não há chuvas. A pecuária convive melhor com a seca”, explica.

Outra vantagem da integração, aponta o pecuarista, está na melhoria da qualidade do solo, que passa mais tempo com cobertura verde. Por outro lado, a pastagem também melhora de qualidade, a absorver os insumos que são usados na produção da soja e do milho.

Segundo Balbino, a produção de gado para corte está mais evoluída que a cultura leiteira. Para ele, a produção deve ser cada vez mais estimulada com a implantação de novas agroindústrias na região. Ele cita como exemplo uma usina de cana-de-açúcar que está em processo de implantação em Barreiras. Isso porque os subprodutos podem ser usados na nutrição animal.

RK

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