:: 30/jul/2026 . 11:06
TCU identifica irregularidades em 82% dos repasses via ‘emendas Pix’ analisados em auditoria

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que analisou uma amostra de 100 transferências por emendas Pix, entre 2020 e 2024, identificou irregularidades em 82% dos repasses fiscalizados e 82,4% dos beneficiários.
As emendas foram destinadas a 73 municípios e dois estados (Pará e São Paulo). O volume de recursos auditados soma R$ 198,11 milhões.
A auditoria e o plano foram elaborados por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Dino é relator de ações na Corte que investigam suspeitas de irregularidades no repasse de emendas. O conteúdo será encaminhado para análise do magistrado.
➡️Nessa quarta-feira (29), o ministro determinou que a Presidência da República e as cúpulas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal apresentem, em até 10 dias, uma proposta de “matriz de responsabilidades” para o controle das emendas parlamentares.
➡️A decisão foi tomada no âmbito da ação que questiona se é constitucional o atual regime das emendas impositivas (aquelas que parlamentares decidem para onde vai e o governo federal é obrigado a pagar).
Entre as principais irregularidades apontadas pelo TCU estão:
Falhas na transparência e na rastreabilidade dos recursos
Uma das causas é movimentação do dinheiro em contas correntes não específicas, além da ausência de envio de relatórios parciais ou finais de gestão ao sistema Transferegov.br.
O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 26.361.537,50.
Pagamentos de despesas sem documentação jurídica ou fiscal adequada;
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gastos sem finalidade da transferência especial; e pagamentos sem comprovação da quantidade ou da execução do objeto contratado
Nesses casos, o dano ao erário foi estimado em R$ 14.956.667,94.
Bahia tem mais de 11 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições deste ano
A Bahia terá 11.321.005 eleitores aptos a votar nas Eleições Gerais deste ano, mantendo o posto de quarto maior colégio eleitoral do Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Do total de eleitores, 5.973.532 são mulheres, o equivalente a 53% do eleitorado. Os homens somam 5.347.433 votantes, representando os 47% restantes.
O levantamento também mostra que 60,36% dos eleitores baianos, cerca de 6,8 milhões de pessoas, não concluíram o ensino médio. Desse grupo, 603.070 são analfabetos e 1.264.742 sabem ler e escrever, mas não possuem escolaridade formal registrada.
Entre os que concluíram o ensino médio estão 27,9% dos eleitores. Já aqueles com ensino superior completo representam 7,9% do total, enquanto 3,84% possuem graduação incompleta.
Os dados do TSE ainda traçam o perfil racial dos eleitores que já informaram essa informação no cadastro eleitoral, opção disponível desde 2022. Entre eles, 59,6% se declararam pardos, 23,47% pretos e 15,9% brancos. O levantamento também registra 26.850 eleitores quilombolas e 10.929 indígenas.
Pais confessam ter matado recém-nascido: “Não queríamos o neném”

O casal Larissa Monteiro da Costa, de 22 anos, e Bruno Lucas Ribeiro da Silva, de 29 anos — preso no último sábado (25/7) suspeito de matar o próprio filho recém-nascido logo após o parto, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ) — confessou o assassinato da criança em depoimento à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).
Embora ambos tenham confirmado que o bebê foi asfixiado, um atribuiu ao outro a autoria direta do crime.
Em seu depoimento, Larissa afirmou que a decisão de matar a criança ocorreu porque ela não queria o bebê. “Eu pretendia dar a criança ou deixar com o Bruno. Eu já tinha deixado bem claro que eu não queria o neném”, declarou.
A mulher ainda afirmou que Bruno decidiu participar do crime depois que, mais uma vez, ela disse que não cuidaria da criança.
“Ela nasceu com vida, eu escutei ela chorando. Pedi para o Bruno retirar o bebê do local. Ele ficou perdido, não sabia o que fazer. Então, disse que era para gente ir para o hospital. Eu respondi: ‘Tá bom, mas eu não quero a criança’. Aí ele falou: ‘Então eu também não quero’”, declarou.
Na versão de Larissa, Bruno teria usado um pano para impedir que o recém-nascido respirasse, chegando a comentar que a criança era “forte”, pois teria demorado a parar de chorar.
Ela afirmou também que pediu para Bruno enterrar o corpo do bebê, mas disse aos investigadores que não sabe o que foi feito em seguida, porque teria desmaiado.
Já em seu depoimento, Bruno apresentou versão diferente. Segundo ele, foi Larissa quem impediu a criança de respirar, enquanto ele assistia à cena em estado de choque.
“Quando ele saiu e chorou, ela já abafou de primeira, usando um pano, a minha camisa. Ela botou o pano na cabeça dele e, a princípio, ficou apertando”, declarou.
De acordo com Bruno, o bebê demorou a perder os sentidos. Em seguida, o casal teria ido para o quintal da casa, onde Larissa teria apertado o pescoço do recém-nascido enquanto usava a camiseta dele para impedir que a criança respirasse. Ainda segundo o suspeito, nesse momento ela teria comentado que o bebê “era muito forte”.
Ele afirmou ainda que colocou o corpo do bebê dentro de dois sacos de lixo.
“Depois disso, eu deixei ele lá e fui ver como ela estava. A gente não chegou a conversar sobre o que faria com o bebê. Ela desmaiou, e eu fui socorrer ela. Ele ficou lá”, finalizou.
A descoberta do crime
O crime teria sido descoberto após Larissa passar mal e ser levada a um hospital da região. Na unidade de saúde, a equipe percebeu que ela havia passado por um parto recente e questionou onde o bebê estava – momento em que os atendentes foram informados de que a criança estava morta, em um cômodo localizado nos fundos da casa da mulher.
Na sequência, os familiares, que não sabiam da gestação, buscaram o corpo do bebê e o levaram para a unidade médica.
O casal foi preso no bairro de Jardim Primavera e autuado em flagrante por homicídio qualificado.
Justiça manteve as prisões
Na terça-feira (28/7), a Justiça do Rio de Janeiro converteu as prisões em preventivas.
Ao pedir a manutenção da prisão, o Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (NACAC/MPRJ) sustentou a necessidade da medida para garantir a ordem pública, a conveniência da instrução criminal e a aplicação da lei penal.
O juízo acolheu o pedido, destacando a gravidade concreta do crime, a crueldade da conduta atribuída aos investigados e o risco de interferência na produção de provas e nos depoimentos das testemunhas caso permanecessem em liberdade.
Na decisão, o juízo também indeferiu o pedido de prisão domiciliar formulado pela defesa de Larissa, por entender que não havia documentação médica suficiente para demonstrar a impossibilidade de ela receber tratamento no sistema penitenciário.
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