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Menino de 9 anos que vive nas ruas usa luz de lanchonete para estudar
Uma foto de um menino estudando sob a luz de uma lanchonete do McDonald´s numa rua na província de Cebu, nas Filipinas, tem chamado a atenção na internet. O registro foi feito e publicado no Facebook pela estudante de Medicina Joyce Torrefranca.
Redes de notícias locais entrevistaram Joyce, e ela contou ter ficado inspirada com o pequeno. “Para mim, como uma estudante, ele me tocou muito, como um grande momento. Eu raramente vou para cafés estudar, mas esse menino não tem nada. Ele só tem dedicação aos estudos”.
O menino identificado como Daniel Cabrera, de 9 anos. Ele mora nas ruas porque sua casa foi destruída por um incêndio, mas frequenta a escola e costuma ficar perto da lanchonete para estudar porque o local onde mora não tem luz. O menino contou que quer terminar os estudos para ajudar a família. Uma das professoras dele, Rosalina Detuya, ficou surpresa com o ato dele.“Daniel é uma criança feliz e também muito inteligente. Ele responde muitas vezes durante as discussões em classe e realmente se envolve”, contou.
Ele disse que só tem um lápis, e anda cerca de 1km para chegar à escola com o irmão mais novo, Gabriel, e um amigo. Ao ser questionado sobre a profissão que gostaria de ter, o menino ficou em dúvida, inicialmente, mas depois disse que seria policial ou médico. Ele tem quatro irmãos, o pai é falecido, e a mãe, Maria Christina Espinosa, trabalha como ajudante de um restaurante. No entanto, o que ela ganha não dá para todos os custos da família. O serviço social local informou que vai ajudar o menino e sua mãe.
Depois da repercussão do caso, a estudante Joyce desabafou, e agradeceu a todos que compartilharam a foto de Daniel nas redes sociais. “Eu não pensava que uma simples foto pudesse fazer uma enorme diferença. Obrigado a vocês que compartilharam a imagem. Com isso, fomos capazes de ajudar Daniel a alcançar seus sonhos. Espero que a história de Daniel continue tocando nossos corações para que nós sejamos sempre inspirados e motivados em cada situação que enfrentamos na vida”, escreveu a jovem no Facebook
Ladrão devolve pertences de vítima e pede perdão em bilhete
Um assaltante “arrependido” devolveu objetos roubados de uma mulher e ainda escreveu um bilhete pedindo perdão a ela pelo episódio.
Segundo a auxiliar de serviços gerais Eva da Silva Alves, 36, o assalto ocorreu no dia 1º deste mês, no bairro Jardim dos Comerciários, na região norte de Belo Horizonte.
No recado escrito no caderno utilizado por ela em um supletivo, o ladrão ainda justificou o assalto dizendo que estava desempregado e “passando necessidade”.
“Quase chorei quando vi os pães na mochila e a foto dos seus filhos pequenos”, disse no bilhete. “Sei que não justifica meu erro, mas não tinha a intenção em lhe machucar. Sou ex-evangélico. Me perdoe, por favor? Deus te abençoe”, finaliza.
Eva afirmou ter “chorado muito” ao reaver seus pertences pessoais, na última sexta-feira (4), e ao ler a nota escrita no caderno.
“Eu pedi muito a Deus, com muita fé, que tocasse no coração dele, porque só Ele sabe a dificuldade que tenho para estudar”, afirmou a mulher, que tenta concluir o ensino fundamental.
“Eu precisava muito do meu caderno, porque tinha prova para fazer, e dos trabalhos que tinha de entregar na escola. Tudo estava dentro da mochila”, afirmou.
Segundo ela, o material foi deixado em uma escola infantil que funciona nas proximidades de onde reside. O suspeito entregou os documentos pessoais e cartões bancários, mas, conforme a vítima, o aparelho celular, um alicate de cutícula e sua carteira, além de produtos de maquiagem, não foram devolvidos.
“O pessoal de lá ligou para a empresa onde trabalho porque meu contracheque estava dentro da mochila. Eu não acreditei e chorei muito. Apesar de ele não ter devolvido tudo, eu o perdoo e espero que ele arrume um emprego. Eu peço a Deus por ele, para que ele não faça isso com mais ninguém”, afirmou.
Eva disse que havia fotografias de seus dois filhos no aparelho celular. “Ele deve ter visto as fotos. Meu aparelho de celular não tem senha”, declarou.
O assalto
Segundo Eva, na noite do dia 1º deste mês, o homem a abordou, de maneira muito agressiva, quando ela estava na rua de sua casa por volta das 22h.
“Ele me abordou e disse que não era para eu gritar nem correr. Ele levantou a blusa e parecia que estava com um revólver na cintura. Ele me pediu dinheiro, mas eu fiquei muito assustada e não conseguia me mexer”, disse.
Conforme o relato dela, em seguida, o homem pegou a mochila e ordenou a ela que continuasse andando, sem olhar para trás. A vítima disse ter registrado um boletim de ocorrência na Polícia Militar. O criminoso ainda não foi localizado.
‘Invasão’ de mariposas em cidade da BA intriga: ‘pensei que fosse espuma’
Mariposas “invadiram” a cidade de Prado, na região extremo-sul da Bahia, e a aglomeração do inseto em vários pontos intriga moradores, a prefeitura e até biólogos. De acordo com a secretária de Meio Ambiente do município, Benedita Barreto, mariposas “tomaram” conta da cidade desde segunda-feira (6). Segundo ela, os insetos aparecem mais durante a noite.
“Nunca aconteceu isso aqui. Não é uma quantidade pouca. São tantas mariposas que elas chegam a atrapalhar alguns comerciantes da cidade”, relatou ao G1 nesta quarta-feira (8).
Um dos locais onde os insetos mais se concentraram foi nas paredes da Igreja Nossa Senha da Purificação, um dos pontos turísticos. Também é possível vê-las aos montes nos bancos da praça, localizada perto do templo, e pelo chão.
“A parede da igreja ficou parecendo que tinha feito alguma colagem de papel. É um local que tem muitas lâmpadas, mas a gente não sabe se é a luminosidade que está atraindo”, disse a secretária, afirmando que a entrada da cidade também está “infestada”.
“Durante o dia, elas nem aparecem tanto. É mais no período da noite. E estão também na praça de alimentação da cidade, que também é bastante iluminada”, destacou.
A secretária informou, ainda, que uma reunião será realizada com representantes do Meio Ambiente, da Secretaria de Saúde e da Vigilância Sanitária municipal para verificar quais ações serão tomadas para combater os insetos.
O autônomo Rosinaldo do Rosário, que mora na cidade há mais de 50 anos, afirmou que também nunca viu nada parecido. “Quando eu vi de longe pensei que tinha alguém fazendo limpeza com sabão em pó nas paredes da igreja. Eu pensei que fosse espuma”, afirmou.
Quem olha bem de perto, percebe que as mariposas estão depositando ovos nos locais onde pousam. O biolólogo George Soares afirmou que a espécie está no período de reprodução, mas não sabe precisar o que atraiu tantas mariposas para a cidade.
“Trata-se de uma praga e toda praga é causada por um desequilíbrio ecológico. É necessário fazer um estudo para saber a causa dessse desequilíbrio”.
O especialista também alerta que é preciso ter cuidado porque os insetos podem causar problemas de saúde. “O pó liberado pelas mariposas brancas pode provocar dermatite [reação alérgica da pele]. A gente aconselha que as pessoas não cheguem muito perto delas. Também podemos considerar isso um problema ambiental e um caso de saúde pública”, disse.
Bebê é enrolado em saco de lixo devido à falta de incubadora em hospital
Um recém-nascido prematuro foi enrolado com um saco de lixo no hospital municipal de Santa Inês, localizado a 246 km de São Luis, no Maranhão.
A imagem, compartilhada nesta última segunda-feira (6), gerou revolta nas redes sociais.
O registro foi feito por Ananda Fontenele, namorada do jornalista Domingos Costa, responsável por divulgar a foto. “Como não havia uma manta térmica no hospital, tiveram que cobrir o bebê com um saco de lixo para transferi-lo até uma unidade especializada em atendimento infantil. Os funcionários alegaram que isso salvaria a vida da criança, que corria risco de vida”, explicou o jornalista em entrevista ao “Extra”.
De acordo com o diretor do hospital, não havia incubadora disponível para o bebê, que tem um irmão gêmeo, também prematuro. O parto teria ocorrido 10 dias atrás.
“A mãe foi atendida antes do parto e recebeu atendimento durante e depois do parto. Só que foram gêmeos e temos duas incubadoras; uma já estava ocupada. Então um dos bebês foi para a desocupada e o outro ficou em um berço, que foi aquecido da maneira correta”, disse o diretor Tomaz Martins em entrevista ao portal “UOL”.
Ainda de acordo com o diretor, a imagem foi intepretada de forma incorreta. O saco de lixo não era usado e foi colocado no bebê por cima de uma outra manta para aquecê-lo. “A pediatra enrolou com uma manta por baixo, colocou o plástico por cima e iria enrolar outra manta. Antes dela proceder o fechamento, tiraram essa foto e fizeram essa interpretação. O importante é que as crianças estão bem, já estão em casa com a mãe”.
































