:: ‘Economia’
ITARANTIM: FÁBRICA DA SUZANA SANTOS CALÇADOS ENTRA EM OPERAÇÃO
Um dos momentos mais esperados pela população de Itarantim, tornou-se realidade, com a entrada em operação da Suzana Calçados, nova fábrica de calçados recém instalada no município. A nova indústria, que ocupou o antigo galpão da Azaléia, iniciou suas atividades em Itarantim, com a marcaRenata Mello.
Segundo relato do gerente geral da fábrica, Janderson Marchiori, 75 funcionários já estão trabalhando nas atividades de corte, costura, almoxarifado e portaria. À medida da necessidade, segundo o gerente, haverá novas contratações. No primeiro turno, trabalharão 180 funcionários, e quando estiver pronto todo projeto, será criado outro turno de trabalho, com 180 novas vagas.
Ao lado da fábrica, outro galpão já está quase pronto, onde a unidade de fabricação de palmilhas e solados funcionará, gerando mais 170 vagas. Itarantim contará ainda com o Centro de Distribuição Geral da nova indústria, para o Norte e Nordeste do país.
É bom lembrar que essa importante realização deveu-se, exclusivamente, ao empenho do prefeito Dr. Paulo Fernandes, do senador Otto Alencar, do deputado federal José Carlos Araújo, Timóteo Brito e Cícero Alencar, todos engajados no projeto que se torna uma das maiores conquistas de um município baiano, nesta época de vacas magras.
Fonte: Itarantim Agora
Em 4 meses, inflação no Brasil passa meta do ano todo
Remédios, alimentação, passagens aéreas e roupas masculinas e femininas são responsáveis por maior parte dos aumentos
Mesmo assim, foi o mais elevado para o mês desde 2011, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “De jeito nenhum é uma inflação baixa”, ponderou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do órgão.
“Vemos que vários itens importantes no orçamento das famílias apresentaram resultados bastante significativos, como o condomínio. Daí podemos inferir que alguns itens estão contaminando outros, como no caso da energia elétrica, que pode ter levado ao aumento de outros itens”, afirmou.
A conta de luz ficou 1,31% mais cara em abril, bem menos do que o aumento médio de 22,08% observado um mês antes. Porém, elevações passadas estão sendo incorporadas agora aos preços de estabelecimentos como restaurantes e até por produtores de alimentos, que citaram a energia como uma pressão de custo. “A difusão da alta da energia é rápida, ocorre entre um e dois meses.
Então, isso ainda deve pressionar o IPCA de maio e junho”, comentou o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. Nos últimos 12 meses, a energia elétrica subiu 59,93%. Juros O resultado anunciado hoje, porém, não deve mudar os planos do Banco Central em relação aos juros, avaliou a economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria Integrada. “O resultado do IPCA não traz nada de novo em termos de política monetária”, disse.
Segundo ela, as preocupações continuam, pois o núcleo da inflação, medida utilizada por economistas para retirar tanto os preços que sobem muito como aqueles que caem demais, segue elevado. Perfeito prevê que a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 13,25%, chegue a 14,5% até o fim do ano, diante da necessidade de melhorar as expectativas para 2016.
Na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o economista aposta em uma elevação de mais 0,5 ponto porcentual. Em abril, a maior pressão individual veio dos remédios, que avançaram 3,27% em função do reajuste autorizado pelo governo no fim de março. Sozinhos, eles responderam por 0,11 ponto porcentual na inflação.
Os alimentos, por sua vez, responderam por um terço do IPCA. Embora tenham perdido força, eles ficaram 0,97% mais caros, puxados pelo tomate, que subiu 17,90%. “O tomate é um produto muito sensível ao clima e à água. A seca tem afetado o produto não só na sua qualidade, mas também na sua oferta”, explicou Eulina, do IBGE.
Desemprego chega a quase 10% no Nordeste
Rio Grande do Norte, Bahia e Alagoas figuram como os piores Estados no nível de desocupação; região também tem a população que ganha menos no país
O Nordeste é a região do país com o maior número de desempregados, informa a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação na região é de 9,6%, acima da média do país, de 7,9%. Os dados negativos são influenciados principalmente pelo índice de pessoas sem trabalho dos Estados do Rio Grande do Norte (11,5%), Bahia (11,13%) e Alagoas (11,1%), as maiores do país.
Na outra ponta, encontra-se a região Sul, com as menores taxas de desocupação. Santa Catarina é a melhor colocada, com 3,9%, seguida pelo Paraná (5,3%) e Rio Grande do Sul (5,6%).
No Sudeste, São Paulo e Minas Gerais despontam com os piores índices, de 8,5% e 8,2%, respectivamente. O aumento do desemprego nos dois Estados foi bastante significativo, levando em conta que no ano passado o patamar ficou estacionado entre 6% e 7%.
Na contramão da tendência nacional, o Sergipe foi o único Estado a ver a sua taxa de desemprego diminuir – de 8,9% para 8,6% – nos primeiros três meses deste ano em relação aos três últimos de 2014.
Rendimento médio – O instituto também calculou o rendimento médio do brasileiro, que envolve todos os ganhos recebidos no mês: 1.840 reais. O valor representa uma alta de 0,8% em relação ao trimestre anterior. Os trabalhadores do Sudeste ficaram entre os que mais ganharam neste ano, com 2.116 reais, seguido pelo Sul (2.007 reais) e pelo Centro Oeste (2.090 reais). As regiões Norte e Nordeste apresentaram rendimento médio abaixo da média nacional, de 1.457 reais e 1.251 reais, respectivamente.
Dilma assina MP sem reajuste do mínimo para aposentados e pensionistas
Medida mantém política de valorização do salário mínimo, mas sem emenda que garantia correção a aposentados e pensionistas – o que elevaria os gastos do governo em um momento de corte de gastos
Temendo uma derrota no Congresso, a presidente Dilma Rousseff decidiu editar nesta terça-feira uma medida provisória para garantir a aprovação da política de valorização do salário mínimo antes de 1º de maio, quando se comemora o Dia do Trabalhador. Com a popularidade em queda livre, a presidente fez um apelo para que os parlamentares aceitassem a proposta via canetada presidencial.
Ao editar a medida provisória, Dilma garante que o texto possa imediatamente entrar em vigor e supera a queda de braço travada no Congresso em torno da proposta. No último dia 10, o texto-principal de projeto de mesmo teor do editado pela presidente foi aprovado, mas faltava a análise de uma emenda que elevaria os gastos do governo em um momento de corte de gastos: a que estenderia a correção aos benefícios de aposentados e pensionistas – medida proposta pela oposição que foi descartada na MP editada nesta tarde.
Em entrevista nesta manhã, o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) afirmou que a extensão dos critérios adotados com o mínimo é inconstitucional e destacou que cada ponto percentual de aumento no reajuste dos aposentados teria um impacto fiscal de 2 bilhões de reais nas contas da Previdência.
Embora tenha adotado uma posição dura contra o governo desde que assumiu a presidência da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) cedeu à pressão e decidiu retirar de ofício as emendas ao projeto, dando lugar à medida provisória. “Eu pautei um projeto de salário mínimo, não de previdência. As emendas estavam contaminando o objetivo da proposta. Nós não queremos que seja uma coisa por emenda ou aproveitando da oportunidade possa contribuir para ser esse o discurso para acabar com o ajuste fiscal”, disse Cunha.
Depois do envio da MP, a única forma de estender o reajuste a aposentados ou pensionistas é por meio de uma nova emenda – que a oposição já se articula para apresentar.
A decisão do chefe da Câmara foi alvo de críticas de deputados da oposição. “Ao retirar o projeto da política de salário mínimo, ele retira aquilo que já foi discutido amplamente e que já foi votado. Estou vendo um acordão com o governo. O presidente nos pegou de surpresa. É um conluio a quatro mãos, desfazendo uma decisão do parlamento e dando aval a uma medida provisória do governo que não altera em nada ao que já foi feito na Casa”, disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). “A partir de agora muda a nossa relação pela palavra quebrada pelo presidente da Casa”, continuou.
Caixa sobe juros de financiamento imobiliário pela 2ª vez neste ano
A Caixa Econômica Federal, que detém 70% do crédito imobiliário no país, anunciou um novo aumento na taxa de juros para financiamentos imobiliários feitos com recursos da poupança. Essa é a segunda alta promovida pela instituição neste ano, a primeira aconteceu em janeiro. Segundo a Caixa, o reajuste é reflexo do aumento da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 12,75% ao ano.
O reajuste é válido para contratos feitos pelo SFH (Sistema Financeiro Habitacional) –que rege a maioria dos financiamentos imobiliários do país e é voltado para imóveis com valor de avaliação até R$ 750 mil. Nos financiamentos feitos pelo SFH, a taxa balcão –para clientes sem relacionamento com o banco– passou de 9,15% ao ano para 9,45% ao ano mais a TR (Taxa Referencial). Em janeiro, ela não havia sido alterada. Para quem já tem relacionamento com o banco (quem é correntista, por exemplo), os juros subiram de 9% ao ano para 9,30% ao ano mais TR. A nova taxa será aplicada somente aos imóveis financiados a partir do último dia 13 de abril.
Governo propõe salário mínimo de R$ 854 em 2016
Valor está no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias do ano que vem.
Salário mínimo serve de referência para mais de 46 milhões de pessoas.
O governo federal propôs que o salário mínimo, que serve de referência para mais 46 milhões de pessoas no Brasil, suba dos atuais R$ 788 para R$ 854 a partir de janeiro de 2016, com pagamento em fevereiro do próximo ano.
O percentual de correção do salário mínimo, pela proposta, será de 8,37% no próximo ano.
A informação consta na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O documento está sendo enviado hoje ao Congresso Nacional.
Para 2017 e 2018, respectivamente, a estimativa do governo para o salário mínimo é de R$ 900,1 e de R$ 961.
O governo também admitiu oficialmente, por meio do projeto da LDO, que a inflação deve somar 8,2% neste ano e, com isso, estourar o teto do sistema de metas de inflação brasileiro.
Formato de correção
A correção do salário mínimo é definida pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice de inflação calculado pelo IBGE, do ano anterior ao reajuste, somada ao aumento do PIB de dois anos antes, o que proporciona ganhos reais – acima da inflação – para os assalariados, mas somente se o PIB tiver crescimento.
Essa fórmula valia até este ano, mas, recentemente o governo enviou uma Medida Provisória ao Congresso estendendo o formato até 2019.
PROJETO DA LDO
Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016







































