Alexandre Fernandes questiona caminho feito por policiais ao levarem Cláudia para hospital. Família vai processar o Estado
MARIA INEZ MAGALHÃES
Rio – O marido de Cláudia Ferreira da Silva, que foi arrastada pela viatura de policiais militares após ser baleada no último domingo, no Morro da Congonha, em Madureira, Zona Norte do Rio. Alexandre Fernandes da Silva questionou a ação dos PMs quando tentavam socorrer a vítima.
“Foi um descaso que eles fizeram, jogaram ela que nem bicho dentro do carro e saíram. Eu não consigo entender o motivo deles tê-la levado pela Intendente Magalhães, se lá não é o caminho mais próximo para o Carlos Chagas (hospital em Marechal Hermes para aonde Cláudia foi levada). Queremos que a justiça seja feita”, diz Alexandre.
Marido de Cláudia (esquerda) questiona caminho feito por PMs para levá-la ao hospital
Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
“Nem com o pior traficante deve ser tratado assim. As pessoas a viram sendo carregada pelos PMs, agonizando”, afirma o marido de Cláudia, lembrando que o casal de filhos gêmeos completará dez anos no próximo domingo. “E esse é o presente que deram a eles (filhos)”.
Uma mulher morreu após ser baleada e arrastada pelo carro da Polícia Militar na zona norte do Rio de Janeiro. O fato aconteceu no domingo (16), quando Claudia Silva Ferreira, de 38 anos, foi atingida por uma balada perdida durante uma troca de tiros entre PMs e traficantes do Morro da Congonha, em Madureira. Na ocasião, os militares colocaram o corpo da vítima no porta-malas da viatura, mas a mesma ficou aberta. Ela foi arrastada por cerca de 250 metros.
Pedestres tentaram alertar aos agentes, mas eles não ouviram e continuaram a viagem. Segundo testemunhas, eles só ouviram quando parou em um sinal de trânsito. A ação foi gravada por um cinegrafista amador que passava pelo local.
A Polícia Militar informou que foi determinada prisão imediata dos três policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda) que participaram do socorro a Claudia. Também foi aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para averiguar o caso.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia registrou mais um fim de semana violento com 26 assassinados em Salvador e cidades da região metropolitana. Na maioria dos casos as vítimas são jovens e do sexo masculino.
As primeiras vítimas foram os irmãos Jéssica Maria Santos, 21, e Elton Santos da Silva, 17. O crime aconteceu na casa onde as vítimas residiam, na Rua Três Amigos, na Mata Escura. Os autores do duplo assassinato foram identificados como Bruno Dória de Jesus, o “Bruno Ranço”, de 23, anos, e Bruno Sarmento Lima, o “Bruninho Gogoboy”, 22.
De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) Jéssica era namorada do traficante identificado pelo prenome de Flávio, que já está preso. Flávio pertence a uma quadrilha que disputa o controle do tráfico com o bando integrado por “Bruno Ranço” e “Bruninho Gogoboy”. Os irmãos foram executados por vingança.
Já no Marechal Rondon, Jorge André Santos Souza, 29 anos, morreu depois de ser atingido por dez tiros que atingiram várias partes do corpo. Dois jovens foram encontrados mortos em uma localidade conhecida como “Estrada da Gama”, em Vila de Abrantes, em Camaçari, na região metropolitana. De acordo com a Central de Polícia, João Jorlando Silva Chavier, 27 anos, e Alex Santos de Jesus, 25, foram baleados em diversas partes do corpo.
João e Alex saíram para uma festa na sexta-feira (14), por volta das 22h, e não voltaram pra casa. No sábado, moradores do bairro encontraram os jovens mortos e acionaram a polícia. Ainda segundo a polícia, as vítimas eram usuárias de drogas e Alex tem passagem pela polícia por porte ilegal de arma.
Policiais Militares do Pelotão Especial da 37ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), realizaram uma grande operação em combate ao tráfico de drogas na noite de sábado (15), nas áreas da Santa Mônica, Tampão, Gengibirra e Brongo. De acordo com o Major Humberto, comandante da Companhia, diversas incursões foram realizadas na região. Um adolescente de 17 anos tentou fugir do cerco policial, mas foi apreendido com uma bolsa contendo uma certa quantidade de maconha, crack e pinos de cocaína.
Ainda de acordo com informações, o adolescente já possui quatro entradas na Delegacia do Adolescente Infrator (DAI). Ainda segundo informações do Major Humberto, incursões também serão realizadas neste domingo (16), cujo objetivo combater incansavelmente o tráfico de drogas.
O prefeito do município de Ribeirão do Largo, Valdomiro Guimarães Oliveira (PMDB), passou por um verdadeiro constrangimento no sábado (15) ao discursar debaixo de muitas vaias da oposição na cidade. Ao lado do gestor, o governador Jaques Wagner (PT) ficou indignado com o fato e pediu respeito às pessoas presentes no local.
“Vocês não vão querer estragar a festa, né? Estamos em festa, cada um tem a sua torcida, mas vamos respeitar todo mundo, porque respeito é fundamental para cidadania”, falou Wagner ao tentar silenciar a plateia, mas de nada adiantou.
Segundo o blog do Anderson, apesar dos gritos, o peemedebista falou por quase dez minutos finalizando o discurso com um aperto de mãos do governador e parabenizando-o pelo seu aniversário.
A jovem Raiane Dantas de Jesus tinha 19 anos e dividia seu tempo entre os estudos e o trabalho como vendedora. No dia 30 de outubro de 2012, ela saiu de casa depois do jantar e não voltou, de acordo com informações publicadas pelo jornal Extra. A poucos metros de sua casa, foi capturada por traficantes da favela Faz Quem Quer, no Rio de Janeiro, que a torturaram e depois a executaram com 19 tiros de fuzil.
Mesmo involuntariamente, a menina foi mais uma vítima da guerra entre traficantes de Madureira e Rocha Miranda. Segundo o inquérito da Divisão de Homicídios (DH), Douglas Donato Pereira, o Dina, Luciano Guimarães Moreira, o Chiba, e mais quatro traficantes da Faz Quem Quer, ainda não identificados, tinham a intenção de atingir Leonardo da Costa, o Leo 22, com a morte de Raiane. Meses antes, Leonardo havia fugido da Faz Quem Quer com dez fuzis para a favela da Serrinha, em Madureira, onde se juntou a uma facção rival. Testemunhas contaram à DH que os traficantes achavam que os dois tinham um relacionamento.
Ainda segundo o jornal, o pai da menina, Fábio de Jesus, entretanto, nega o caso entre os dois. Segundo ele, os dois só conversaram durante um baile funk na favela. Fábio também afirma que um dos Bandido é um dos soldados da facção. Um dos autores do crime, identificado pela DH, está foragido. Douglas Donato Pereira, o Dina, é um dos atiradores da facção que ocupa a Faz Quem Quer e não tem receio de mostrar armas nas redes sociais. Em seu perfil no Facebook, exibe um fuzil enfeitado com seu apelido e a expressão “Trem Bala” . Nos comentários, ele ameaça: “Não passa nada e nem pode. Se passar o Dina explode”.
A polícia chegou à identificação dele a partir do monitoramento de sua família. Natural da Vila Cruzeiro, ele divide seu tempo, após chegada da UPP, entre o Juramento e a Faz Quem Quer, onde mora sua avó. Todo mês, ele visita a mãe, na Vila Cruzeiro. “Tivemos que fazer pesquisas em nosso sistema para nos aproximar do perfil do bandido, que tem familiares na Penha e na Faz Quem Quer. Depois, ele foi reconhecido pela família da vítima”, afirma o delegado ao jornal.
Grupos católicos fizeram manifestação na noite desta sexta-feira (14) em frente ao Instituto Tomie Ohtake, onde foi realizada a estreia do musical Jesus Cristo Superstar, de Andrew Lloyd Weber. Com cartazes com dizeres como “A peça ofende gravemente a honra de nosso senhor Jesus Cristo” ou “Pare Já Com Esta Blasfêmia”, membros de grupos como a Associação Devotos de Fátima tentaram, sem sucesso, impedir a entrada do público para a apresentação. Eles criticavam também o fato de a peça ser realizada com verbas públicas, conseguidas via leis de incentivo. O espetáculo que estreou nos anos 1970 na Broadway retrata um Jesus humanizado e o acompanha ao longo de seus últimos seis dias de vida. A crítica se devia tanto ao formato de ópera-rock, considerado inadequado para o tema, quanto a dois elementos da história que alguns consideravam uma blasfêmia: apresentar um Jesus Cristo muito afeiçoado a Maria Madalena e um Judas simpático demais. A montagem brasileira, concebida e dirigida por Jorge Takla, tem provocado reações desde que foi anunciada. E, nas últimas semanas, diversos artistas envolvidos receberam ameaças e ofensas nas redes sociais. “Recebi uma mensagem no Facebook que me deixou chocada”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo a cantora Negra Li, que interpreta Madalena. “Um rapaz escreveu que eu iria para o inferno, pois não estava sabendo o que fazer com a minha carreira e que, terminada a temporada, eu seria abandonada por todos.” Negra Li é evangélica e disse ter considerado ingênuo o comentário. O ator Igor Rickli, intérprete de Jesus, também afirmou ter recebido manifestações das mais diversas. “Tudo porque o musical trata de fé, o que é delicado, sempre. Mas, em cena, acredito que contamos uma versão da história de um homem que foi líder político e religioso, sem tomar nenhum partido”.
Uma professora de 53 anos foi agredida por um aluno de oito anos nesta sexta-feira (14) em Santos, no litoral de São Paulo. Em depoimento na Delegacia da Infância e Juventude (DIJU), a educadora contou que um menino arremessou uma carteira contra seu rosto, depois que ela reclamou da bagunça dos alunos durante a aula, segundo o G1. A profissional levou alguns pontos na cabeça em um posto de pronto socorro. O garoto também foi ouvido na delegacia, acompanhado pela avó. Por meio de nota, a Secretaria de Educação (Seduc) do município disse que o aluno já apresentava histórico de agressividade e recebia atendimento psicológico desde 2011, na Seção Centro de Valorização da Criança, órgão da Secretaria de Saúde.
O município de Vitória da Conquista registrou uma queda de 28% no índice de homicídios nos dois primeiros meses de 2014, em comparação com o mesmo período no ano passado. No primeiro bimestre de 2013, foram contabilizadas 35 ocorrências. Até fevereiro deste ano, foram 25 casos, segundo o titular da Delegacia de Homicídios (DH/Conquista), delegado Neuberto Costa. “A maioria desses assassinatos é motivada por dívidas de drogas ou disputa entre traficantes por pontos de venda”, disse o delegado. Ele relaciona a diminuição do número de homicídios na região a operações conjuntas das polícias Civil e Militar. “Em 2013, houve uma queda de 15 por cento, em relação a 2012”, afirmou Costa.
O idoso de 69 anos, identificado como Paulino Caitano, foi encontrado morto com marcas de golpes de facão pelo corpo, dentro de sua residência na Praia da Paixão, no município de Prado no extremo sul da Bahia, na noite desta sexta-feira (14).
De acordo com publicação do site Itamaraju Notícias, policiais do 3º Pelotão de Prado receberam informações de que uma residência teria sido arrobada e que os moradores poderiam precisar de ajuda. Uma guarnição foi encaminhada para a localidade, sendo encontrado o idoso, brutalmente assassinado.
O corpo do idoso foi encaminhado para o IML de Itamaraju. A polícia civil da cidade deverá abrir inquérito para apurar os motivos e autores do crime e assim também notificar a justiça. As principais linhas de investigação baseiam-se em crime de roubo seguido de morte ou crime após algum tipo de desentendimento.