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:: 28/abr/2014 . 8:57

Como a internet pode ajudar você a arrumar um novo emprego

Procurar novas colocações, avaliar o perfil da empresa e se colocar na vitrine são atitudes que ficaram mais fáceis com a ajuda da rede

 

Alvinho Duarte/Fotoarena

A designer de moda Caísa encontrou seu último emprego pelo Facebook

 

Para ganhar agilidade na corrida por um novo posto, a internet é um ótimo recurso. É uma fonte vasta de pesquisa e de acesso rápido, fácil e, muitas vezes, gratuito. A designer de moda Caísa Cazeiro, 23 anos, encontrou seu último emprego pelo Facebook. “Vi o anúncio na página de uma organização que divulga vagas, a Fundação Mudes. Levei meus documentos, fiz entrevistas e fui chamada”, relata.

A procura, além da rede social, pode ser feita também em sites e blogs específicos – e, em certas áreas, a web é mais efetiva que os impressos. “Na minha área, que é moda, encontro muito mais vagas na internet do que em jornais, por exemplo”, compara a designer. Mas é preciso cuidado com as informações divulgadas, já que nem todas são checadas junto às empresas e muitas são apenas reproduções (nem sempre corretas) de outros murais de vagas. A indicação dos especialistas em recursos humanos é averiguar se o emprego realmente existe (ele pode ter sido preenchido), se as condições são aquelas e se o contato está correto.

Depois desse primeiro passo, a recomendação é preparar-se para falar direto com a organização, procurando conhecê-la. “Como fonte de pesquisa, a web é hoje nosso acesso mais fácil. A internet oferece informações sobre o que estão falando dessa empresa, qual a cultura. A pessoa precisa ser mais curiosa e entender o que existe por trás da oferta de emprego”, afirma Giuliana Hyppolito, consultora de Recursos Humanos e especialista em redes sociais do grupo DMRH. Com essas informações em mãos, as chances de se sair melhor em uma entrevista, demonstrando conhecimento, aumentam.

Para  Marcelo Cuellar, gerente executivo da Michael Page, empresa especializada em recrutamento, é importante também tentar conhecer o dia a dia do lugar, pesquisar o que é bom e o que é ruim, identificar se a diretriz da organização está alinhada à sua, vasculhar. “Talvez aquele mundo que a pessoa idealizou não seja a realidade, então, se for isso, ainda dá tempo de readequar o caminho. Carreira não é momento, é estratégia”, diz.

Estratégia, ousadia e inteligência

Num segundo momento, as ferramentas disponíveis na internet são essenciais para contatar a corporação. Atualmente, raros são os currículos entregues impressos, a maioria é enviada por e-mail. Mas cuidado com o chamado “currículo panfleto”, aquele enviado a uma lista de e-mails de forma pouco pessoal e direta. “Não é inteligente e tem pouco ou nenhum retorno”, avalia o especialista.

Uma possibilidade mais ousada é tentar contato direto com o gestor daquela vaga. A atitude, no entanto, tem de ser muito bem pensada e realizada com cuidado e perspicácia. “É importante seguir os procedimentos indicados pela empresa, mas é possível fazer uma apresentação direta para o gestor. Esse pode ser um diferencial”, aconselha Sonia Lucia Garcia, especialista em soluções de RH da empresa de consultoria DeBernt. “Tudo depende da estratégia, da ousadia e da inteligência. Conheço histórias de presidentes que receberam e-mails inteligentes e chamaram a pessoa para conversar. O texto tem que fazer a pessoa querer te conhecer e comprovar que você pode somar à organização”, ensina.

Os especialistas são cautelosos, no entanto, quando o meio de contato com um gestor são as redes sociais. Tentar um canal direto pelo Facebook ou Twitter ainda é controverso. “Ainda não é comum no Brasil, mas não vejo problema. A abordagem precisa ser respeitosa, ainda assim o profissional vai ficar à mercê do julgamento do contatado”, acredita Giuliana. “Como tradicionalmente as pessoas utilizam a rede de forma pessoal, então não acho de bom tom. Melhor tentar pelo LinkedIN, que é uma ferramenta para isso”, propõe Cuellar.

Por outro lado, essas ferramentas são primordiais em um aspecto importante para quem está procurando uma nova colocação: o networking. Com elas, fica mais fácil manter as relações com profissionais de outras empresas e ex-colegas. “O mundo, na internet, é um pouco menor. Você pode encontrar pessoas e estabelecer conexões de forma muito rápida”, diz Giovanna. “É preciso ter critério e bom senso, manter a rede sempre ativa e estabelecer uma troca genuína”, alerta Sonia.

Quem quer mudar de emprego ainda esse ano deve ter a internet como aliada, mas nunca depender somente dela. O contato via rede não supre o encontro pessoal. “Nada substitui o contato cara a cara. Você aciona as pessoas para tentar marcar um almoço, um café, ou depois entrar em contato por telefone”, afirma Cuellar.

Veja abaixo algumas dicas resumidas para arrumar um emprego pela internet:

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Mantenha seus perfis profissionais sempre atualizados em tempo real. Eles são a sua vitrine.

Os medos do homem: desemprego, tamanho do pênis, ficar sozinho e traição

O que eles levam para o divã? Quatro especialistas falam sobre os temores mais comuns do sexo masculino. Achar que o pênis poderia ser maior, solidão e desemprego são alguns deles

Thinkstock/Getty Images

Medo de perder o emprego e ficar pobre é comum entre homens, dizem especialistas

“Não é o tipo de coisa que eles falam socialmente, entre os amigos, mas na conversa surge”, diz Marisa de Abreu, psicóloga clínica, sobre um dos medos dos homens que costuma atender: o de ter muitas mulheres e não conseguir um relacionamento sério com nenhuma.

Aos ouvidos de muitos caras, este medo pode parecer uma piada e ir de encontro à imagem daquele “macho alfa” rodeado de mulheres, mas Marisa afirma que embora eles dificilmente admitam isso em uma mesa de bar, ele existe. “É o medo de ter muitas garotas e não se apaixonar por nenhuma, ou seja, de que a quantidade não ofereça uma pessoa com quem ele possa manter um relacionamento de qualidade.” No fundo, soa mais como o medo de ficar só.

E quando se trata de ficar sozinho, a situação pode ser extremamente grave, segundo o psicólogo Antonio Carlos Alves de Araújo, com 25 anos de experiência. “As relações estão cada vez mais efêmeras, não aliviam a angústia. A rede social é um passatempo, não vai eliminar o efeito da solidão porque não tem base consistente, não é um amigo com história. Você vai eliminar o medo quando tem uma história”, afirma.

Em seu consultório, Araújo revela que boa parte de seus pacientes é do sexo masculino, opinião compartilhada por outros dois especialistas, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro, mas no caso de Marisa, isso não ocorre. “Não, a maioria aqui é de mulheres. A proporção já foi bem maior há uns 15 anos, mas elas são maioria. Às vezes tem aquela coisa machista de homem que é homem resolve seus problemas sozinhos.”

“Antigamente não tinha tanto homem. Hoje em dia tem bastante, eu diria que é de igual para igual, e tem crescido o número de adolescentes, entre 18 e 25 anos”, revela Amaury Mendes, professor e médico do ambulatório de sexologia da UFRJ. Ailton Amélio da Silva, psicólogo e professor da USP, acredita que eles tendem a procurar por profissionais do mesmo gênero porque se sentem mais à vontade: “Sendo outro homem, eles imaginam que serão compreendidos, melhor acolhidos”.

Marisa pode ter menos pacientes do sexo masculino que Antonio, Ailton e Amaury, mas ao serem questionados sobre quais são os maiores medos que eles observam nos homens, os quatro traçam panoramas parecidos – curiosamente, nem sempre eles envolvem doença ou morte – que se complementam quando colocados lado a lado. Veja quais são abaixo:

NU COM A MÃO NO BOLSO

“O homem é ligado à identidade profissional dele. Na nossa cultura a identidade masculina é muito definida pelo sucesso, e o grande medo deles é o fracasso na área profissional. A autoestima vai para o brejo. Se a pessoa perde o emprego e fica muito tempo sem, já começa a se deteriorar”, avalia Ailton. “O maior medo não é nem doença e morte, é a pobreza, perder o emprego, ficar em dívida, não pagar. É importante entender que as pessoas adquiriram um padrão de vida que, comparado ao século passado, não se imaginava. Isso traz um medo da perda”, completa Antonio.

SOLIDÃO

Autor de estudos sobre a solidão, Antonio Carlos diz que um dos grandes temores do homem – e possivelmente das pessoas em geral – é ficar sozinho. “As pessoas já não querem casar tanto, não querem união estável. O pessoal quer ficar, e, ao mesmo tempo, tem medo da solidão que bate. O maior índice de suicídios acontece entre sexta e domingo, os dias em que há uma pressão social para que você esteja com alguém. É um levantamento do Estado que apenas profissionais têm acesso.”

TIMIDEZ E NÃO PODER FALAR “NÃO”

Para Marisa, a timidez costuma ser um dos obstáculos para o homem na hora de tomar a iniciativa em uma conversa com uma mulher. “Pega o homem para burro, principalmente entre os mais jovens. A sociedade cobra aquele que não toma iniciativa, que é menos proativo”, diz Ailton.

No entanto, quando elas tomam a iniciativa, outro medo pode aparecer, de acordo com o professor da USP, o de não poder “não”. “Existe um mito de que o homem tem que estar sempre pronto, não pode falhar, tem que corresponder as expectativas sociais. Ele se cobra, sente que não está funcionando, que não é tão macho. Não pode.”

“Para alguns homens pode ser extremamente incômodo porque eles acham que não podem recusar. O homem generaliza, acha que mulher é mulher e acabou. Acha que não pode recusar, que ela chegou, cantou, tem que comer. Mexe muito com a questão da masculinidade, ele pensa que se recusar vão achar que ele é gay”, analisa Amaury. No cenário levantado pelo especialista, eles se sentem desconfortáveis ao serem abordados por elas, e vale aqui uma reflexão que nada tem a ver com os medos masculinos e foi levantada recentemente pelo site Olga e a campanha “Chega de Fiu Fiu”: quantas mulheres não se sentiram incomodadas com a cantada que pode ter sido, na verdade, um assédio da nossa parte? Pense um pouco nisso antes de seguir a leitura.

Thinkstock/Getty Images

Sair com várias após o término da relação é sinal de fraqueza, não de força, afirma especialista

FIM DA RELAÇÃO

“O homem é mais dependente do relacionamento que as mulheres. Nessa linha quem mais me liga aos finais de semana é o homem, não as mulheres”, conta Ailton, que diz manter um celular ligado o tempo todo caso os pacientes, quase sempre do sexo masculino, se encontrem em situações de emergência. “Quem mais faz uso são eles, ao contrário daquela imagem de durão. Com o terapeuta eles sofrem.” O psicólogo afirma ainda que começa a sair com várias mulheres após o fim de um relacionamento não é a solução: “Não é sinal de força, é de fraqueza. Ele não suporta o vazio, essa porção de encontros não preenche o vazio. Em 87% dos casos, segundo o IBGE, o homem também perde a guarda dos filhos”.

E A TRAIÇÃO

“Com a independência feminina o medo de ser traído também surge forte, pois antigamente a sociedade repressora garantia a fidelidade da mulher”, analisa Marisa. Além da “traição convencional”, Araújo ressalta que agora há também a pulada de cerca no campo virtual.

“Cerca de 90% dos casos de terapia de casal aqui são de infidelidade, e nem precisa ser no plano real. O cara às vezes nunca transou com outra mulher, mas trocou e-mails maliciosos. É um fenômeno moderno, de três anos para cá. O homem tem esse medo, esse pânico porque é muito fácil hoje em dia. O engraçado é que eles reclamam desses aplicativos, como Facebook e Tinder, mas não saem deles”, diz Araújo. “Eu ria no começo. O pessoal fazia terapia por causa de um e-mail. É para tanto? Quem está regulando a vida social das pessoas é o Facebook.”

MEDO DA CRÍTICA

Na análise de Antonio Carlos, as pessoas – ele não faz distinção de gêneros aqui – têm muito medo de não serem aceitas no mundo corporativo ou social, trocam de carro – no caso dos homens – a cada dois anos para agradar, e em alguns casos chegam a ter um complexo de inferioridade. “Pessoas que podem ser ricas, têm automóveis importados e não se julgam merecedores. Elas se sentem culpadas por ter uma boa casa, apartamento, veículo, e passam esse sentimento para quem está em volta, têm medo da crítica”, explica.

O psicólogo cita um exemplo do meio artístico para exemplificar sua fala. “Pega a Karen Carpenter (cantora dos anos 60 e 70). Eles eram certinhos, o Nixon os convidou para tocar na Casa Branca, era um grande sucesso. Um dia disseram que ela estava meio gorda, ela entrou em uma anorexia nervosa, morrendo em 1983. Opinião alheia tem um peso muito importante na autoestima. Aquela eugenia de [Adolf] Hitler está aí. Quem não consegue corresponder a um certo padrão dança. Pode ser famoso, rica, não tem aparato de autoestima. Medo é questão do inconsciente, não vem de fatores externos. Tem que trabalhar seu lado psicológico.”

Thinkstock/Getty Images

Médico afirma que maioria dos homens fica pensando se seu pênis não poderia ser maior

“ISSO NUNCA ACONTECEU ANTES”

Segundo Amaury Mendes, não importa a idade, o medo de falhar na hora H aflige todos os homens, com uma tendência maior entre os jovens. “A gente tem visto uma geração de meninos criados muito dentro de casa, com essa coisa do vídeo (pornografia), a masturbação sendo uma prática constante. É masturbar e gozar. Com isso os meninos acham que é sexo rápido ali, na festa, no carro, em pé, rapidinho. Isso está fazendo com que muitos tenham ejaculação precoce e disfunção erétil.”

“Quando a mulher era submissa, duas gerações atrás, ela nem ousava dizer para o homem que queria sexo oral ou anal. Hoje grande parte dos homens têm medo quando ela diz isso, quando pede uma posição nova, eles pensam que ela já fez isso, que ela está querendo que ele mostre o quanto ele é potente”, completa o especialista.

TAMANHO É DOCUMENTO… PARA ELES

“O tamanho do pênis está sempre presente. Está vinculado a ter uma maior ou menor masculinidade”, diz Mendes. Segundo o ginecologista, “o grande valor do homem é o documento”, a ponto de muitos darem nomes para os seus. “O Chico Buarque comenta no filme ‘Vinicius’ que um pouco antes da morte do Vinicius, o próprio Vinicius diz que se pudesse voltar da morte, voltaria exatamente igual, mas com o pênis um pouco maior. Essa sensação [de achar que o pênis não é grande o suficiente] de certa forma estimula uma inadequação no momento do sexo. O homem fica pensando no pênis dele e que a companheira também está pensando nisso.”

44ª Exposição Agropecuária de Itapetinga foi lançada na noite da última Sexta (25)

Foto: Blog do Diga Diga

Foto: Blog do Diga Diga

O sindicato Rural de Itapetinga lançou na noite da última sexta-feira (25), a 44ª Exposição Agropecuária de Itapetinga, Comercial e Industrial, 18ª Exposição Nacional e 5ª Feira de Negócios SEBRAE que acontecerá de 13 a 18 de Maio no Parque de Exposições Juvino Oliveira em Itapetinga.

O evento que aconteceu no Tattersal Eventos, contou com as presenças de empresários, comerciantes, autoridades e convidados.

Estrela do funk ostentação, Mc Guimê estampa campanha de moda

Varejista de preços populares escalou artista que cultua o apego ao dinheiro e itens de luxo para atrair jovens da periferia

Uma das figuras mais conhecidas do funk ostentação, MC Guimê é o novo rosto da varejista de moda Empório Alex. A campanha estreou esta semana na mídia nacional, apostando no apelo do funkeiro junto ao público jovem, que é alvo da marca.

Com 30 lojas espalhadas em regiões periféricas da Grande São Paulo, a rede divulga que vende peças com padrão de grife a preços populares. Para isso, convocou o artista que prega aos quatro ventos, em suas músicas, a idolatria por itens de luxo, fama e dinheiro.

Divulgação

MC Guimê, garoto-propaganda da marca Empório Alex

“Empório Alex. Você lutou pela moda”, diz MC Guimê no vídeo da campanha publicitária, ao som de um pancadão.

Em vídeo institucional, a marca identifica-se como “ousada e contemporânea”, e pratica preços acessíveis, adequados ao poder aquisitivo da população. “As peças são arrojadas, inspiradas nos lançamentos da Europa e Estados Unidos e, é claro, adaptadas ao gosto do brasileiro”.

O logo da rede também parece ter buscado inspiração no exterior. A marca italiana Armani Exchange, opção mais acessível da grife Empório Armani, chama a atenção pela semelhança com a identidade visual da rede brasileira.

Nascido em 1992, MC Guimê fez sucesso com a música “Tá Patrão”, o que lhe abriu as portas para outras músicas que o tornaram conhecido na mídia, entre elas “Plaquê de 100” e “Eu Arraso”. O funkeiro afirma faturar, em média, de R$ 25 mil a R$ 30 mil por show.

MC Guimê: músicas pregam fama, dinheiro e bens de luxo.
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