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:: 18/mar/2016 . 10:01

OAB-BA aprova abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff

oabA seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) aprovou na madrugada desta sexta-feira (18) a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

A sessão terminou apenas por volta de 1h, depois que os conselheiros acataram o voto divergente de Marcos Sampaio com 27 votos. Outros 19 membros do conselho votaram contra. Segundo ele, o processo de impeachment “não existe para buscar a condeção ne ninguém, mas para afastar o acusado do poder, para afastar aquele que comete crime de responsabilidade no curso do poder”. 

O Conselho Federal da OAB reúne os posicionamentos das outras seccionais nesta sexta-feira (18) para deliberar, entre outros assuntos, sobre o afastamento de Dilma Rousseff. 

Na reunião, que começou na noite de quinta-feira (17) o conselho da OAB-BA também  aprovou uma moção de desagravo e apoio ao presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, foi aprovada por maioria (veja mais). Em uma das interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal, com autorização do juiz Sérgio Moro, Wagner se refere a ele como o “filho da puta da OAB”.

Delcídio detalha propina a Marcos Valério a mando do governo Lula

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Marcos Valério, considerado o “operador do mensalão”, se entregou na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte(Douglas Magno/O Tempo/Folhapress/VEJA)

Ex-líder do governo Dilma afirma que operador do mensalão tinha ‘trânsito violento’ no governo Lula

Na bombástica delação premiada do senador Delcídio do Amaral, o parlamentar e ex-homem de confiança do governo Dilma Rousseff relata detalhes nebulosos de como o governo do ex-presidente Lula atuou para comprar o silêncio de Marcos Valério, publicitário e operador do primeiro escândalo político da gestão petista. Em depoimento de colaboração com a Justiça, Delcídio disse que Valério tinha um “trânsito violento” com os mais altos escalões do governo Lula, inclusive com o próprio ex-presidente petista.

Delcídio relata que soube do próprio Marcos Valério as minúcias do contrato de afretamento do navio-sonda Vitoria 10000, uma transação que beneficiou irregularmente o Grupo Schahin e serviu para arrecadar propina para ex-diretores da Petrobras e para os cofres do PT. “Isto mostrava que [Valério] tinha um ‘trânsito violento’ e era ‘avalizado’ pelo governo, ou seja, detinha muita influência”, diz trecho da delação do senador.

Edição de VEJA de maio de 2015 já havia desvendado como Lula escapou do risco de ser apontado como o chefe do mensalão e de responder a um processo de impeachment durante a CPI dos Correios. O PT negociou o silêncio do empresário Marcos Valério quando ele – às vésperas da conclusão da CPI dos Correios – avisou que acusaria Lula de comandar o mensalão se não recebesse uma ajuda financeira milionária. O valor, segundo Delcídio, chegaria a 220 milhões de reais e envolveria dívidas com o próprio Valério e com o pagamento de propina a parlamentares. De acordo com Delcídio, o recado de Marcos Valério não poderia ser mais claro: “Se estas coisas não forem resolvidas, se a situação está ruim, vai ficar pior ainda”.

O senador que se tornou o delator com maior potencial destrutivo entre todos os colaboradores da Lava Jato revelou ainda que Marcos Valério era “muito próximo” do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, também condenado no mensalão, e que o ex-ministro José Dirceu, hoje preso em Curitiba por envolvimento com o petrolão, tinha pleno conhecimento dos tentáculos de Valério no governo petista. “Havia uma preocupação em conter os danos, que já eram grandes. Marcos Valério disse ao depoente [Delcídio] que não resistiria por muito tempo e que a questão deveria ser resolvida logo”, registra trecho da delação.

Como promessa de que a fatura com o operador do mensalão seria quitada, o hoje presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, foi enviado pelo PT a Belo Horizonte para confirmar o acerto. Ao final, conforme revelou VEJA, um empresário amigo foi convocado para pagar a fatura e Valério se recolheu. Em 2012, Valério contou parte de seus segredos ao Ministério Público, tentando um acordo de delação premiada, mas não conseguiu.

Lula diz que bancada do PT tem que colocar medo em Moro

LULA1111Em conversa com o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), o ex-presidente Lula combinou estratégias ofensivas contra a equipe da Operação Lava Jato. Segundo Lula, ele estava “botando muita fé de que se nossa bancada tiver animada ela pode fazer a diferença nesse processo com o Moro, com Lava Jato, com qualquer coisa, sabe?”. “Eu acho que eles têm que ter em conta o seguinte, bicho, eles têm que ter medo.

Eles têm que ter preocupação… um filho da puta desses qualquer que fala merda, ele tem que dormir sabendo que no dia seguinte vai ter dez deputados na casa dele enchendo o saco, no escritório dele, enchendo o saco, vai ter uma representação no Supremo Tribunal Federal, vai ter qualquer coisa”, afirma o ex-presidente.

Na conversa, Lula sugere ainda: “porque a gente não pode achincalhar?”.

Justiça do DF derruba uma das liminares que suspendia nomeação de Lula

lulap2O desembargador Cândido Ribeiro, presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, no Distrito Federal, derrubou na noite desta quinta-feira (17) a liminar da Justiça Federal de Brasília que havia suspendido a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma outra liminar, da Justiça Federal do Rio de Janeiro, que também suspendeu o decreto de nomeação da presidente, continua valendo (veja aqui). A decisão de Ribeiro derruba apenas o despacho do juiz Itagiba Cata Preta Neto, que se baseou nos áudios divulgados de conversas de Lula com vários interlocutores para afirmar que a ida do ex-presidente à Casa Civil “implica na intervenção direta” do Executivo nas atividades do Poder Judiciário.

No Supremo Tribunal Federal (STF), há, até agora, 10 ações que questionam a posse de Lula na Casa Civil. Eles foram propostos por partidos de oposição – PSDB, PSB e PPS – e também por pessoas comuns, advogados e entidades. A maioria deles, seis, está sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, considerado mais crítico ao governo na Suprema Corte.

Câmara já tem maioria de votos para afundar Dilma

Wagner e Dilma
Veja quem vota contra e quem vota a favor do governo

A Comissão da Câmara que analisará o impeachment de Dilma Rousseff terá pelo menos 31 votos contrários ao governo (a favor do impeachment).

Outros 28 deputados querem enterrar o processo (contra o impeachment). 6 estão indefinidos. O colegiado tem 65 membros.LISTA CABULOSA

 

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