Tratamento consiste em 800 mg de molnupiravir a cada 12 horas por cinco dias

Desde o início da pandemia de covid-19, o mundo busca por um medicamento que as pessoas possam tomar em casa e evitar o risco de complicações da doença. Tentou-se em um primeiro momento reposicionar drogas existentes para outros fins, mas nenhuma teve eficácia.

Agora, esta procura pode estar perto do fim, com o avanço da fase final dos estudos clínicos do antiviral molnupiravir.

A droga foi inventada por uma empresa de biotecnologia dos EUA sem fins lucrativos — a Drug Innovations at Emory — que recebe financiamento parcial do governo norte-americano.

Posteriormente, a fórmula foi licenciada pela empresa Ridgeback Biotherapeutics, sediada na Flórida, que firmou acordo com a farmacêutica MSD (Merck Sharp & Dohme) para viabilizar os estudos clínicos e produção.

Os testes avançaram para a fase 3 em abril deste ano, após resultados promissores em voluntários que fizeram uso do medicamento nos primeiros dias desde o início dos sintomas.

Com cerca de 1.800 voluntários ainda sendo recrutados ao redor do mundo, inclusive no Brasil, a MSD espera ter resultados interinos desta fase até outubro.

A expectativa da farmacêutica é de que os dados finais para obtenção de registro sejam apresentados às agências reguladoras ainda neste ano.

(R7)

RK