Os fazendeiros afirmam que perderam a confiança na polícia e na Justiça e por isso resolveram pegar em armas. “Os produtores estão sem amparo nenhum. Não tem legalidade, não tem Justiça, chama-se a polícia, a polícia não tira, fica olhando. Vai explodir um conflito na região, um conflito sério, um conflito de sangue. Porque os produtores estão perdendo a paciência”, disse o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Porto Seguro, Celso Cipitelli.

Ele define os integrantes das ações como “pseudo indígenas”. “Estão invadindo as propriedades, mandando o pessoal sair para a rua, botando fogo… Os produtores pegaram nas armas, começaram a enfrentar, estão tomando atitude que a polícia e a Justiça não tomam. Está feio o negócio aqui, está pior do que faroeste.”

Comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar de Porto Seguro, o tenente-coronel Alexandre Costa de Souza diz que a corporação “cumpre a lei, a ordem judicial” e não avalia o mérito da questão. “Eles [os indígenas] estão na expectativa de ter aumento de terra demarcada. Só que o que eles estão fazendo é invadir aquela área definida no estudo da Funai como terra indígena antes da homologação do governo federal. Isso não pode ser feito.”

RK