Um áudio divulgado pela Agência Espacial Europeia na internet causou espanto – uma música foi capturada pela nave espacial
O cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko está dando o que falar. Após um robô do tamanho de uma máquina de lavar roupas, a sonda Philae realizar um feito inédito e pousar na superfície do cometa, algo mais estranho aconteceu.
Um áudio divulgado pela Agência Espacial Europeia na internet causou espanto – uma música, como os próprios pesquisados chamaram o registro, foi capturada pela nave espacial Rosetta. Inaudível para o ouvido humano, o volume do áudio precisou ser aumentado em 10 mil vezes.
O áudio, segundo o blog, seria fruto da atividade do cometa. A movimentação liberaria partículas netras para o espaço, onde colidiriam com partículas de alta energia. Ainda assaim, “o mecanismo físico exato por trás das oscilações permanece um mistério”, relata o blog Rosetta.”Isso é completamente novo para nós. Não esperávamos isso e ainda estamos tentando entender a física do que está acontecendo”, disse Karl-Heinz Glaßmeier, chefe de departamento de Física Espacial na Technische Universität Braunschweig, da Alemanha, em entrevista ao blog RESA Rosetta.
Ouça abaixo o áudio capturado pela Agência Espacial Europeia
Compartilhado no SoundCloud, o aúdio ganhou uma explicação um pouco mais diferente. Muitos internautas sugeriram que o barulho tivesse sido feito por extraterrestres. “Talvez seja o som de um alienígena gritando ‘me ajudem, estou preso dentro de um cometa'”, comentou Alan Hayward no áudio.
“Isso é maravilhoso. Seria arrogante pensar que estamos sozinhos no universo. Não estou dizendo que são aliens, mas estou realmente ansioso para descobrir o que está fazendo esse som…”, escreveu o internauta Ronnie Wonders.
Entenda a importância do pouso
Primeiro artefato a pousar em um cometa, o robô Philae criou um momento histórico para a exploração espacial. O acontecimento traz a promessa de novas percepções sobre o que forma os cometas e como eles se comportam.
Os cientistas do controle da missão da Agência Espacial Europeia festejaram ao receber os primeiros sinais de que o robô da missão Rosetta, o Philae, havia tocado a superfície de um pequeno cometa, conhecido como 67P/Churyumov-Gerasimenko.
Não era para menos. O pouso representa o ponto alto de um projeto de mais de 20 anos, quando na terra ninguém sonhava com iPhones, o Orkut tinha acabado de ser lançado e o país se divertia com as maldades de Nazaré , personagem de Renatah Sorrah em Senhora do Destino.
Duas décadas depois, o mundo – pelo menos a compreensão que temos dele – pode voltar a mudar. O objetivo da missão é responder a uma das mais antigas e intrigantes perguntas da humanidade: o que deu início ao universo?
Com formato de um “pato de borracha”, cinco quilômetros de comprimento e 10 bilhões de toneladas, o cometa 67P é um bloco de poeira, gelo e gases congelados que circula por aí há mais ou menos 4,6 bilhões de anos, ou, para simplificar, desde o início do Sistema Solar, o que faz dele um gigantesco fóssil cósmico.
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