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Congresso promulga hoje emenda que abre janela para troca de partidos
O Congresso Nacional promulga hoje (18) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 182/2007 que abre espaço para que os candidatos às eleições deste ano, que exercem mandatos de deputados ou vereadores, mudem de legenda.
A emenda abre a chamada janela partidária, um período de 30 dias após sua promulgação para que os deputados federais mudem de partido sem que haja punição por parte da Justiça Eleitoral e “sem prejuízo do mandato, não sendo essa desfiliação considerada para fins de distribuição dos recursos do Fundo Partidário e de acesso gratuito ao tempo de rádio e televisão”.
A PEC, aprovada em 2015, altera a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2008, que entende que os parlamentares que mudassem de partido sem justificativa perderiam o mandato, pertencente à legenda.
Na mesma decisão, o STF entendeu que a desfiliação para a filiação em partido recém-criado não acarreta perda do cargo. Assim, com a criação de novas legendas, como o Partido da Mulher Brasileira e o Rede Sustentabilidade, no ano passado, pelo menos 38 deputados mudaram de sigla, conforme informações da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara.
O Partido dos Trabalhadores (PT) perdeu dez deputados desde a posse. Vinte e um deputados se filiaram ao Partido da Mulher Brasileira (PMB), que obteve registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro. A Rede Sustentabilidade, que conseguiu registro no mesmo mês, passou a ter bancada de cinco deputados.
Com a perda de dez dos 69 deputados eleitos, o PT deixou de ser o partido com maior bancada na Câmara, que passou para o PMDB com 67 deputados.
A expectativa é que a janela resulte em mudança expressiva no quadro partidário do Congresso Nacional, empossado há pouco mais de um ano.
Ao comentar a promulgação da emenda, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse que não concorda com o troca-troca só para atender “ao interesse momentâneo de deputados”. Claro que eu respeito o direito de cada um de não estar confortável no seu partido e querer mudar”, afirmou Cunha. “Acho que a janela é importante e que ela deveria ser constante a cada eleição, mas a fidelidade [partidária] deve ser mantida no mandato”, acrescentou.
Eduardo Cunha também criticou a restrição da fidelidade partidária apenas para os cargos escolhidos em eleição proporcional (vereadores e deputados estaduais e federais), classificando-a como injusta. “Se há fidelidade, deveria ser para todos”, defendeu.
Maçons protestam na Câmara contra o PT, Dilma e corrupção
Maçons realizaram um protesto no Salão Verde da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (17), contra o PT e o governo da presidente Dilma Rousseff. De acordo com o G1, cerca de 250 pessoas – segundo os organizadores do ato, vieram de todos os estados do país para a manifestação. De mãos dadas, eles formaram um grande círculo na frente da entrada do plenário principal da Câmara.
Após ficarem um tempo em silêncio, gritaram palavras de ordem, como “Liberdade” e “Ordem e Progresso”. Os deputados Domingos Sávio (PSDB-MG), Izalci Lucas (PSDB-DF) e Gonzaga Patriota (PSB-PE), que fazem parte da Maçonaria, também participaram do protesto.
Porta-voz do grupo Avança Brasil Maçons-BR, o engenheiro Nilton Caccaos fez um breve discurso depois contra a corrupção. “É pela primeira vez que reunimos uma grande parcela da Ordem, representada aqui de todos os estados. Vieram irmãos do Rio Grande do Sul até o Pará.
O nosso recado é muito claro: nós não aceitamos o nível de corrupção que chegou. Uma corrupção para um projeto criminoso de poder”, disse.
Maçons farão ato em Brasília para pedir renúncia de Dilma

O senador Álvaro Dias (PV-PR) (Foto: Pedro França/Agência Senado)
Grupo espera reunir até 500 pessoas; deputado tucano lerá em plenário manifesto lembrando que a Maçonaria participou de momentos históricos
A Associação da Maçonaria do Brasil e o movimento maçom Avança Maçons BR farão um ato nesta quarta-feira (17) no Congresso Nacional em que pedirão a renúncia da presidente Dilma Rousseff. São esperadas até 500 pessoas. Senadores, como o paranaense Álvaro Dias (PV), e deputados vão reforçar o coro. O deputado tucano Izalci Lucas (DF), por exemplo, lerá um manifesto na Câmara.
O líder do Avança Maçons BR, Nilton Caccaos, disse que promoverão o ato porque a Maçonaria tem grande peso na história do Brasil. “Participamos de todos os grandes momentos históricos do país e do mundo. Agora não será diferente. Lembraremos a renúncia de Jânio Quadros, um maçom que atribuiu a forças ocultas a pressão para a sua saída da Presidência da República. A força oculta somos nós, a Maçonaria”, diz. “Queremos que Dilma renuncie porque, para o país, será menos traumático. Seria um bom ato.”
ITAPETINGA: ACM NETO TENTARÁ CONVENCER A JOSÉ OTÁVIO SER CANDIDATO A PREFEITO
O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), foi convocado pela cúpula do DEM para entrar no circuito na política de Itapetinga.
ACM Neto deverá se reunir com o ex-prefeito José Otávio (DEM), cujo o objetivo é convencer ao ex-alcaide para ser candidato a prefeito.
José Otávio foi prefeito de 1997 a 2004, na eleição de 2014, ele fez uma composição com o ex-prefeito Michel Hagge (PMDB).
A candidatura de José Otávio é dada como a de maior viabilidade por parte da oposição, mas o mesmo tem confidenciado para vários amigos que não pretende ser mais candidato.
Fonte: Políticos do Sul da Bahia
CPMF é importante para conter avanço do Aedes, diz Cardozo
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu, neste sábado, 13, a aprovação no Congresso Nacional do projeto que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para fortalecer o combate ao mosquito Aedes aegypti. “Temos que ter uma conscientização de que, neste momento que o Brasil vive, a aprovação desse tributo é muito importante. Nós não teremos outra forma de produzir recursos para desenvolver atividades como esta (de combate ao mosquito)”, disse.
“Tenho certeza que o Congresso Nacional, percebendo essa relevância, tomará essa decisão favoravelmente aquilo que é mais importante”, acrescentou Cardozo. Na opinião dele, a volta do imposto do cheque é a melhor alternativa para tirar o Brasil da crise. “Em dados momentos, em tempos de crise, nós temos que tentar soluções. A CPMF, dentro das soluções que estão colocadas, é a melhor alternativa. Ela é um imposto que não gera necessidade de recursos para arrecadação. É um imposto fácil de arrecadar. E é por um período transitório. Eu acredito, sinceramente, que ao debater que para sair da crise precisamos desse esforço coletivo, nós vamos ter um bom resultado”, afirmou Cardozo.
Marisa Letícia inspecionou pessoalmente as reformas no sítio Santa Bárbara

Lula e Marisa: reforma no sítio também foi inspecionada pela ex-primeira-dama(Ricardo Stuckert/VEJA)
Nova testemunha confirma também que a construtora OAS, uma das empreiteiras envolvidas no petrolão, assumiu a reforma da propriedade em Atibaia com o aval da ex-primeira-dama
A famosa reforma no tríplex do ex-presidente Lula no Guarujá, custeada pela empreiteira OAS, não foi a única obra vistoriada pessoalmente pela ex-primeira-dama Marisa Letícia. Investigando a troca de favores que envolve empreiteiros do petrolão e o ex-presidente Lula, o promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, colheu elementos de que a reconstrução das instalações do sítio de Atibaia também foi supervisionada de perto por dona Marisa.
A informação consta de um depoimento que os investigadores mantêm em sigilo. Segundo o relato, a ex-primeira-dama cobrava celeridade nas obras de reforma do sítio. No início, o responsável pelo trabalho era o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, preso na Operação Lava Jato. O cronograma, porém, não evoluía. Dona Marisa queria tudo pronto no final de 2011, antes do Natal. Foi quando a OAS se apresentou para concluir o serviço.
A testemunha revelou que Bumlai ficou muito nervoso com o atraso: “Em determinado momento da reforma, José Carlos Bumlai ligou agressivamente ao depoente reclamando que a obra não progredia […] Bumlai disse, no momento de ira ao telefone, que quem ocuparia o espaço na reforma seria a OAS”.
O ingresso da OAS na empreitada foi relatado à ex-primeira-dama pelo arquiteto Igenes Irigaray, supervisor dos trabalhos: “A mulher de Lula, dona Marisa Letícia, visitou o sítio e soube dessa informação (mudança de empresa) por intermédio de Igenes”.
Oito dos nove principais programas sociais do governo perderam recursos em 2015
Um dos agravantes foi a inflação em dois dígitos que corroeu parte dos valores destinados a programas como Bolsa Família, Brasil Sorridente e Pronaf
Oito dos nove principais programas sociais que entraram em vigor ou tiveram seu auge nos governos Lula e Dilma perderam recursos em 2015, segundo levantamento feito com base em dados do Orçamento da União. Nesse universo, sete também registraram queda no número de beneficiários. O cenário para 2016 aponta mais retração de programas que são símbolo do governo, situação que fortalece a estratégia da oposição de fazer embate político com os petistas na área social.
Um agravante é a inflação, que alcançou os dois dígitos em dezembro e registrou a maior alta acumulada desde 2002. Desta forma, até programas que tiveram mais orçamento, em termos nominais, viram seu valor ser corroído e, na prática, registraram perda real em relação a 2014. O Bolsa Família, por exemplo, recebeu 1 bilhão de reais a mais em 2015. Corrigido pela inflação, entretanto, o valor é 4,7% menor do que em 2014. Este também é o caso dos programas Brasil Sorridente e Pronaf.
Novos cortes foram agendados para 2016. No Orçamento aprovado em dezembro, o Pronatec caiu 44% em relação ao ano anterior. O Minha Casa Minha Vida sofreu corte de 58%. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff assumiu pela primeira vez que não será possível atingir a meta de entregar 3 milhões de residências na terceira fase do programa.
Mui amigo? Temer se encontra com Aécio no auge das discussões do impeachment


















O colunista Felipe Moura Brasil fala sobre o golpe do Supremo Tribunal Federal que favoreceu Dilma Rousseff e os argumentos da Câmara contra o voto do ministro Barroso sobre o rito de impeachment. Acompanhe.





