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Plano ambicioso de ACM Neto está por trás de composição de chapa
Os acertos políticos quase sempre são selados em jantares regados whisky e petiscos. No caso das articulações para a composição da chapa de oposição para as eleições que se avizinham não foi diferente.
Após o cortejo do Bonfim, demistas da alta cúpula não apenas baiana, mas nacional, se reuniram para traçar os últimos acertos para a composição que terá Paulo Souto na cabeça de chapa. João Gualberto (PSDB) na vice e Geddel Vieira Lima disputando o Senado.
Segundo informações de fontes do Bocão, há por trás da articulação um acerto que visa as eleições de 2016, tendo como pano de fundo 2018. Daqui a dois anos, o prefeito ACM Neto (DEM) tentará a reeleição e terá o deputado federal Lúcio Vieira Lima como vice.
Dois anos depois, em 2018, Neto parte para disputar o governo do Estado e Lúcio assume o comando de Salvador. Isso, claro, se os planos derem certo. Se o eleitor decidir por mais um mandato para Neto. Agora, é esperar para ver.
Lavagem do Bonfim: com pré-candidato indefinido, bloco da oposição desfila unido
Se no cenário político das eleições deste ano o pré-candidato da oposição não está definido, nesta quinta-feira (16), na Lavagem do Bonfim, em Salvador, o bloco da oposição caminha unido. Para o secretário municipal de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia (DEM), é uma ação intencional, para mostrar ao povo que estão todos unidos como bloco. “Não dá para negar o peso simbólico da ocasião. Bonfim foi muito bom com a oposição em 2013 e, especialmente, com ACM Neto, por conta do sucesso da gestão”, diz. Por conta disso, Aleluia pede três coisas. “A primeira é que as bênçãos do ano passado se estendam para o grupo este ano. A segunda, é que a Bahia possa construir um novo tempo. E a terceira é que o Brasil encontre um caminha de renovação”, revela.
No bloco, há integrantes que negam aclamação a este ou aquele nome que vá ser determinante nas conversas para decidir quem será o cabeça de chapa. Para o ex-prefeito de Mata São João, João Gualberto (PSDB), os debates internos entre eles são mais importantes no processo. Ele prevê a escolha para esse mês, e afirma que o grupo vai sentar para decidir quais os destinos de todos os integrantes. “O sentimento de todos os envolvidos é de colaboração mútua e todos trocam apoio o tempo inteiro. Não existe plano a, b ou c. Existe o plano de definir a cabeça e, somente depois disso, decidimos o resto”.
Quem também estava no bloco foi o presidente do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, que esse ano não conta com o apoio do irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima na festa. “Estou torcendo para que a Lavagem do Bonfim readquira a força do passado. Sempre fui um homem que gostei de festas populares. Fico triste de ver que ela perdeu força popular, nenhuma festa é tão democrática nas nossas tradições como essa”, disse. Questionado sobre quem seria o escolhido, Geddel que é pré-candidato afirma qie deve ser definido em breve. “O objetivo aqui é pedir proteção para Bahia, para minha família, para mim. A gente vai definir isso até o final do mês”.
Sorridente com quem o cumprimenta, o ex-governador da Bahia, Paulo Souto (DEM), que também desfilou entre os políticos da oposição, prefere falar apenas da importância da festa do Bonfim, e nada sobre governo do estado. Ao Bocão News, ele afirma que participa ativamente das reuniões da oposição. “Nenhuma situação hoje me faz perder o sono”, diz. Ele revela ainda que encontrou no Facebook uma plataforma para fazer bons contatos com eleitores e é modo de explicitar suas ideias políticas.
Com informações do repórter Lucas Esteves e Juliana Nobre
*Matéria originalmente publicada às 8h49 desta quinta-feira (16)
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Paulo Souto não resiste e fala em política no Bonfim; Se houver ‘meio termo’, topa candidatura
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Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Movimento “Aceita Neto” ao governo é lançado no interior
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Movimento criou até slogan para prefeito no Facebook
O prefeito ACM Neto (DEM) terá dificuldades para se desvencilhar da pressão que cresce em seu próprio partido e entre lideranças do interior para que aceite ser candidato da agremiação ao governo.
O presidente do DEM em Uauá, Marco Aurélio, por exemplo, organizou uma mobilização pela internet que está ganhando corpo e já tem novos líderes no interior.
Levando em conta o fato de Neto aparecer liderando as pesquisas de intenção de voto ao governo, apesar de negar qualquer possibilidade de disputar as eleições, o movimento utiliza o Facebook para apresentar uma série de fotos com intervenções de Neto em Salvador e pedir sua candidatura sob o slogan “A Bahia quer ser mais Feliz!”.
Segundo os líderes do movimento, em pouco menos de duas horas mais de mil pessoas haviam compartilhado o apelo a Neto. Eles informam que a mobilização não pára de crescer.
“Para os líderes do movimento Aceita Neto, a candidatura do prefeito é um cavalo selado que não pode ser perdido. Apesar de avaliarem todos os nomes como excelentes (Paulo Souto, Geddel e João Gualberto), eles têm a certeza que somente com Neto governador a eleição será definida no 1º turno e o risco é perto de zero do PT vencer as eleições.
Além disso, que este é o momento da Bahia ter um gestor político e não um político sem gestão”, diz Marco Aurélio em email ao Política Livre.
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Em um ano de mandato, 107 prefeitos brasileiros já foram cassados

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta para um dado importante ao eleitor. A pesquisa mostra que, um ano após a posse dos prefeitos eleitos em 2012, 125 (2,2%) deles não estão mais no comando do Executivo municipal. A maior parte deles, 107, teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, número que representa 85,6% dos afastamentos.
Segundo os dados da CNM, as demais causas de afastamento dos prefeitos eleitos são morte (12), motivo de saúde (2), renúncia (3), além de um que deixou o cargo por motivo não identificado no estudo. Os estados que tiveram mais trocas nas prefeituras foram São Paulo (21), Minas Gerais e Rio Grande do Sul (13, cada um) e Mato Grosso (dez).
Na avaliação da confederação, o número de trocas dos eleitos em 2012 se manteve praticamente igual em relação a levantamento feito em 2011, período em que 128 prefeitos deixaram os cargos.






















