Xi questiona risco de confronto entre China e EUA durante reunião com Trump
O presidente da China, Xi Jinping, mencionou nesta quinta-feira (14) o conceito conhecido como “armadilha de Tucídides” ao discutir os riscos de tensão entre China e Estados Unidos. A declaração foi feita durante encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Pequim, em meio ao cenário de disputas geopolíticas e econômicas entre as duas potências.
Durante a reunião, Xi afirmou que o mundo acompanha com atenção o diálogo entre os dois países e questionou se as duas nações serão capazes de evitar um confronto entre grandes potências.
“China e Estados Unidos conseguem superar a armadilha de Tucídides e criar um novo modelo de relações entre grandes potências? Podemos enfrentar juntos os desafios globais e oferecer mais estabilidade ao mundo?”, declarou o líder chinês.
Xi também afirmou esperar que os dois países possam fortalecer a cooperação bilateral em benefício das populações e da estabilidade internacional. “Podemos, em nome do bem-estar dos nossos dois povos e do futuro da humanidade, construir juntos um futuro mais brilhante para nossas relações bilaterais?”, acrescentou.
A chamada “armadilha de Tucídides” é um conceito utilizado para descrever o risco de guerra quando uma potência emergente ameaça a liderança de uma potência já consolidada. A teoria foi inspirada nos relatos do historiador grego Tucídides sobre a Guerra do Peloponeso, travada entre Atenas e Esparta no século V a.C. O termo ganhou notoriedade nos últimos anos ao ser aplicado à rivalidade entre China e Estados Unidos.
Após a fala de Xi Jinping, Donald Trump adotou um tom conciliador e afirmou acreditar em um cenário positivo para a relação entre os dois países. O presidente americano classificou o encontro como uma honra e elogiou o líder chinês.
“Vamos ter um futuro fantástico juntos. Tenho muito respeito pela China e pelo trabalho que você fez”, disse Trump ao se dirigir a Xi. O republicano também afirmou manter uma “relação fantástica” com o presidente chinês e declarou que os laços entre os dois países podem se fortalecer ainda mais.
Trump ainda destacou a recepção recebida em Pequim e disse ter ficado impressionado com a participação de crianças nas cerimônias oficiais realizadas durante a visita.
RK
A rebelião das evangélicas: Mulheres cristãs e líderes religiosas rompem silêncio contra violência doméstica
Em muitos casos, a primeira pessoa que uma vítima de violência doméstica procura não é um policial, um advogado ou um familiar. É alguém da igreja. No Brasil, onde 83,6% da população se declara cristã, segundo o último Censo do IBGE, de 2022, a religião ocupa espaço central na vida cotidiana de milhões de mulheres.
É dentro dos templos que muitas delas encontram pertencimento, apoio emocional, rede de convivência e orientação espiritual. Mas é também nesse ambiente que, durante décadas, inúmeras vítimas ouviram que deveriam “orar mais”, “ter paciência”, “preservar a família” e suportar em silêncio situações de violência física, psicológica e moral.
Os números ajudam a revelar a dimensão desse cenário. A pesquisa Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil, divulgada em 2025 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto Datafolha, mostra que 42,7% das evangélicas relataram já ter sofrido agressões praticadas por companheiros ou ex-companheiros. Entre mulheres católicas, o índice é de 35,1%.
Outro levantamento, do Instituto DataSenado, aponta que 53% das mulheres em situação de violência procuram primeiro a igreja antes mesmo da família ou dos serviços públicos de proteção. O dado evidencia o peso que a religião exerce na forma como essas mulheres enfrentam a violência, especialmente, em silêncio.
Quebra de padrão
O debate ganhou repercussão nacional após a fala da pastora Helena Raquel viralizar nas redes sociais durante um dos maiores congressos evangélicos do país. Líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra (ADPIV), do Rio de Janeiro, ela tratou de temas como violência doméstica, abuso sexual e pedofilia dentro das igrejas e criticou o silêncio de lideranças religiosas diante desses casos.
Na pregação, Helena questionou a permanência de agressores em posições de autoridade dentro das instituições religiosas. Em um dos trechos mais compartilhados, afirmou que “não existe capacidade de se encontrar na mesma figura um pastor e um abusador; ou é pastor, ou é abusador”.
Nesse contexto de mobilização crescente, Salvador recebeu uma caminhada organizada por lideranças religiosas e mulheres de diferentes denominações evangélicas, cujo objetivo foi levar o tema da violência doméstica para as ruas. A iniciativa faz parte de um conjunto recente de articulações que têm surgido dentro do próprio meio evangélico.
A organização integra o movimento Mulheres Evangélicas contra o Feminicídio, articulado pela pastora e historiadora Gicélia Cruz. O grupo reúne lideranças religiosas, ativistas e mulheres que vivenciaram violência doméstica e passaram a atuar publicamente no enfrentamento ao problema.
Fé, culpa e silenciamento
Para Gicélia Cruz, ainda é comum que vítimas sejam orientadas a suportar situações de violência em nome da preservação da família. “Muitos líderes utilizam trechos isolados da Bíblia para justificar que a mulher permaneça no ciclo de violência”, diz.
A reverenda Bianca Daébs afirma que a forma como textos religiosos foram interpretados ao longo da história contribuiu para a consolidação de desigualdades dentro das igrejas. Segundo ela, a Bíblia passou a ser usada, em muitos contextos, como ferramenta de controle.
“O texto bíblico deveria ser lido tendo como chave o amor, o perdão e a graça, mas virou um manual de culpa e medo”, afirma Bianca. Ela destaca que, em muitos casos, vítimas ainda são responsabilizadas pela violência que sofrem, sendo orientadas a “orar mais” ou “melhorar espiritualmente” para salvar o casamento.
Medo da desconstrução
A administradora e evangélica Dagmar Santos conhece essa realidade de perto. Vítima de violência doméstica durante o casamento com um homem da mesma religião, ela afirma que sua atuação nasce da experiência direta com o problema. “Eu faço essa luta porque sei como dói na pele”, diz.
Segundo Dagmar, muitas mulheres permanecem em silêncio porque temem romper não apenas um relacionamento, mas toda uma construção social e religiosa em torno da família. “Essa mulher blinda esse homem para que as pessoas não saibam qual é a conduta real dele. Para a sociedade ele monta um cenário do homem perfeito, cuidadoso, zeloso.”
Redes de acolhimento
Apesar do cenário de omissão e silêncio, lideranças cristãs afirmam que há um crescimento de redes de apoio dentro das igrejas. Grupos de mulheres evangélicas têm criado espaços de escuta, orientação jurídica e formação para acolhimento de vítimas.
Segundo Dagmar Santos, o objetivo dessas iniciativas é romper o ciclo de violência sem afastar as mulheres de sua fé. “Primeiro a gente acolhe, depois encaminha e acompanha essa vítima para que ela consiga sobreviver e depois voltar a viver”, afirma.
No entanto, a reverenda Bianca Daébs destaca que ainda há um desafio estrutural importante, que envolve a formação de lideranças religiosas para lidar com casos de violência. Segundo ela, muitas igrejas não sabem como encaminhar corretamente vítimas para a rede de proteção. “É preciso saber como acessar as DEAMs (Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher), o Ministério Público, a Casa da Mulher Brasileira e os centros de referência”, afirma.
Debate em construção
O avanço do debate dentro das igrejas ainda acontece de forma gradual, impulsionado principalmente pela articulação entre mulheres que passaram a compartilhar experiências e reconhecer padrões de violência antes naturalizados. “Hoje a gente conseguiu romper essa bolha. As mulheres começaram a questionar, buscar outros caminhos e entender que fé não pode ser justificativa para sofrimento”, destaca Dagmar.
Ela avalia que, apesar da ampliação do tema para o espaço público e religioso, o enfrentamento da violência doméstica no meio evangélico ainda depende de mudanças internas nas próprias estruturas das igrejas e de maior preparo para acolhimento das vítimas. “Ainda é um processo de formiguinha, mas a gente luta porque precisa deixar um futuro mais saudável para as nossas filhas”, completa.
RK
Seis cidades da Bahia estão em epidemia de dengue, diz Sesab
Seis cidades baianas estão em epidemia de dengue, segundo informações divulgadas pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), nesta segunda-feira (11). São elas: Alagoinhas, Campo Alegre de Lourdes, Maraú, Remanso, Santa Maria da Vitória e Uauá.
Outros nove municípios (Araci, Aramari, Aratuípe, Buritirama, Casa Nova, Curaçá, Itiúba, Mucugê e Teodoro Sampaio) estão em situação de risco, enquanto 49 estão em alerta.
“Quando a gente classifica um município em epidemia, estamos dizendo que a transmissão está acima do esperado”, explicou Rafael Gomes, técnico da vigilância epidemiológica do Estado.
RK
Governo do Estado implantará primeiro hospital do câncer do interior da Bahia
O Governo do Estado anunciou a assinatura da ordem de serviço para a construção do Hospital Baiano de Oncologia, em Feira de Santana, dando início à implantação do primeiro hospital do câncer do interior da Bahia.
A nova unidade tem como objetivo ser um marco no avanço na descentralização da alta complexidade, aproximando diagnóstico, cirurgia, internação, urgência oncológica e exames especializados de pacientes que hoje precisam se deslocar para Salvador ou outros centros de referência.
O hospital será erguido na estrutura da Santa Casa de Misericórdia de Feira de Santana, por meio de convênio estadual superior a R$ 85,1 milhões.
A primeira parcela, no valor de R$ 26 milhões, já foi paga pelo Governo do Estado à instituição, garantindo o início efetivo da execução do projeto. Do total, R$ 45 milhões são recursos estaduais e o restante será composto por contrapartida da Santa Casa, aportes parlamentares e participação municipal.
Como vai funcionar o Hospital
O Município de Feira de Santana ficará responsável pelo custeio mensal da unidade, estimado em R$ 5 milhões.
A primeira etapa prevê 90 leitos, sendo 20 de UTI, seis salas cirúrgicas e um centro de bioimagem integrado à estrutura já existente.
Quando estiver totalmente concluído, o hospital terá:
A projeção é acrescentar à capacidade atual da Santa Casa até 3 mil cirurgias, 6 mil internações e 50 mil exames por ano.
O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que o projeto é resultado da cooperação entre Estado, Governo Federal, parlamentares, município e Santa Casa.
“O Estado, o Governo Federal, parlamentares e o município investem no SUS para garantir um hospital de ponta. Isso economiza 200 quilômetros de ida e volta de Salvador. Meu sentimento é de muita alegria. Eu presenciei o câncer na minha família e sei o que é isso. Essa agenda é para a gente cuidar, principalmente, das pessoas mais pobres”, afirmou.
RK
Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria em ações do 8 de Janeiro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu neste sábado a aplicação da Lei da Dosimetria em pedidos apresentados por condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro. A decisão vale até que a Corte julgue ações que questionam a constitucionalidade da nova norma.
Moraes afirmou que a existência de ações diretas de inconstitucionalidade contra a lei representa um “fato processual novo e relevante”, capaz de influenciar a análise dos pedidos feitos pelas defesas. Segundo ele, a suspensão ocorre “por segurança jurídica, até definição da controvérsia pelo STF”.
O ministro também determinou que a Procuradoria-Geral da República, a Presidência da República e o Congresso Nacional se manifestem sobre o tema. O Legislativo terá cinco dias úteis para apresentar esclarecimentos à Corte.
A lei foi promulgada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após a derrubada de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto altera critérios de cálculo de pena e progressão de regime para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
As ações contra a norma foram apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa, pela federação PSOL-Rede e também pela federação PT-PCdoB-PV. Os autores argumentam que a medida pode criar tratamento mais brando para crimes ligados à tentativa de ruptura institucional.
Na prática, a Lei da Dosimetria pode beneficiar condenados pelos ataques de 8 de Janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao reduzir o impacto da soma de penas em crimes como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
RK
ITAPETINGA: ROTATÓRIA DA BRASILGÁS PODERÁ SE TORNA UMA REALIDADE
Hoje dia 09 de maio , na Rádio Fascinação no programa de grande audiência nos sábados, “ Na Boca do Povo” na apresentação e direção de Elias Ribeiro e Bonny Cordeiro, receberam a presença do prefeito de Itapetinga, Eduardo Hagge.
Durante a entrevista, Eduardo Hagge anunciou que o Governo do Estado da Bahia, através da SEINFRA – Secretaria de Infraestrutura da Bahia, iniciará as obras de uma antiga reivindicação feita pelo vereador Tarugão, que indicou a construção de uma rotatória na saída e entrada da Avenida Américo Nogueira, na BA 415 no bairro Clodoaldo Costa.
RK
AtlasIntel: 85% dos brasileiros ligam ‘bets’ ao endividamento
As apostas esportivas online, as chamadas bets, são vistas de forma negativa pela maioria dos brasileiros. Segundo a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira, 30, o setor de apostas é analisada como prejudicial para as famílias do país.
De acordo com levantamento, 86,7% enxergam que as apostas trazem prejuízos sociais, enquanto, apenas 0,6% veem mais benefícios ou somente benefícios. Já 5,9% percebem impactos neutros do setor.
Além disso, 85,2% dos brasileiros relacionam as bets com o aumento do endividamento das famílias no Brasil – sendo que 70% destes entendem que há muita contribuição do setor para isso.
Para 80% dos entrevistados as bets deveriam pagar mais impostos, outros 76% acreditam que a publicidade das plataformas de apostas deveriam ser limitadas, e 70% acreditam que as bets deveriam ser proibidas no Brasil.
RK


















CARNE DE HAMBÚRGUER E LINGUIÇA CASEIRA ARTESANAL!



















