:: ‘Política’
Em votação apertada, Câmara rejeita redução da maioridade penal
A Câmara dos Deputados derrotou na madrugada desta quarta-feira a proposta que reduziria a maioridade penal em casos de crimes graves. A medida, que previa a punição de adolescentes a partir dos 16 anos, precisava de 308 fotos favoráveis. Obteve 303, ante 184 contrários e três abstenções. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirma que o assunto não está encerrado e que a Casa ainda vai apreciar pelo menos uma proposta alternativa de redução da maioridade nas próximas semanas.
O PT e o governo se articularam até a última hora para mudar o voto de parlamentares indecisos, e o esforço funcionou. A bancada do PROS, por exemplo, votou contra a medida após um telefonema do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. PSB, PPS, PCdoB, PDT, PV e PSOL orientaram suas bancadas a votar a contra a redução.
O texto rejeitado é o relatório feito pelo deputado Laerte Bessa (PSC-DF) sobre uma PEC do ex-deputado Benedito Domingos (PP-DF). A proposta de Domingos reduzia a maioridade penal para 16 anos em todos os casos. Inicialmente, Bessa apoiou a regra. Depois, para aumentar as chances de aprovação e reduzir os riscos de um questionamento judicial da proposta, ele optou por manter a regra atual mas excluir dela os adolescentes de 16 e 17 anos que cometem crimes graves como homicídio, estupro, sequestro, tortura, tráfico de drogas e roubo qualificado.
Pela proposta, os menores de idade que se enquadrarem na nova regra ficariam presos em unidades ou alas separadas. Eles não se misturariam nem com os presos comuns, nem com os outros adolescentes infratores.
ITAPETINGA: CARRO DA PREFEITURA EM PÉSSIMO ESTADO PEGA FOGO E DEPOIS DE ABANDONADO PELOS OCUPANTES “O CARRO FANTASMA SAI ANDANDO SOZINHO”
Na tarde desta segunda-feira (29) por volta de 15:30hs, um fato “muito estranho” foi registrado em Itapetinga, cidade localizada no sudoeste baiano. Um veículo Fiat/Uno de cor branca, mais ou menos 12 anos de uso, que pertence a Prefeitura Municipal de Itapetinga, pegou fogo em via pública na rua João Ribeiro Filho, bairro Clodoaldo Costa.

O motorista e o carona, saíram do veículo e o mesmo ficou parado no cruzamento da avenida, Pedro Lima com a rua João Ribeiro Filho.
O Fiat/Uno não tinha o Extintor, e os ocupantes do mesmo se dirigiram até a Panificadora Q’SABOR em busca de ajuda, os funcionários e donos da padaria, de pronto atendeu o pedido de ajuda e usaram os extintores da panificadora para apagar o fogo.

O Uno se encontra em péssimo estado e parecia nunca ter passado por uma revisão. De repente o veículo saiu andando sozinho e só foi parar em cima da calçada da Panificadora Q’SABOR, onde com o uso de vários baldes de água, os voluntários conseguiram apagar o fogo por inteiro.
O Uno atravessou a avenida Pedro Lima sem motorista, vale salientar que essa é uma das mais movimentadas avenida da cidade, onde felizmente não houve colisão e nem feridos.
Por Eliomar Barreira
No limite: Sem água e luz no prédio funcionários da extinta 13ª Dires cruzam os braços
A situação é de quase absoluta improdutividade nas instalações da denominada Base Regional de Saúde [extinta 13ª Diretoria Regional de Saúde-Dires] de Jequié, desde que o órgão em decorrência do novo modelo adotado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a exemplo ocorrido em outras 20 unidades congêneres que funcionavam no interior baiano, perdeu a autonomia de gestão. As ações da BRS em Jequié passaram para a jurisdição do 9º Núcleo Regional de Saúde-NRS, criado no início do atual governo município de Ilhéus. Desde o dia 25 de maio, um quadro funcional com aproximadamente 80 servidores de carreira do estado, se desloca diariamente até o prédio do órgão, mas, muito pouco consegue produzir. Devido a problema ocorrido na rede elétrica, o prédio está sem energia, inviabilizando o abastecimento de água por não funcionamento da bomba do tanque, com o comprometimento também da central telefônica, computadores etc.
A dependência denominada “rede fria”, onde eram armazenadas as vacinas foi desativada e os medicamentos que se encontravam no local redistribuídos para unidades de Gandu, Itabuna, Ilhéus, Pieje (da Fundação Osvaldo Cruz) e o Hospital Geral Prado Valadares. O setor de farmácia funciona em caráter precário, apesar de não dispor de energia, atendendo por iniciativa dos funcionários para não inviabilizar totalmente o fornecimentos dos medicamentos aos pacientes. Os funcionários afirmam que já foram encaminhadas notificações da situação para o órgão central da Sesab e uma equipe técnica esteve no local mas nenhuma solução até o momento foi dada aos problemas.
Os funcionários da saúde estadual em Jequié são unânimes em afirmar que, “a situação impossibilita o nosso trabalho. Estamos nos sentindo abandonados. Isso compromete inclusive o nosso psicológico. Chegamos todos os dias no local de trabalho e não temos o que fazer”. :: LEIA MAIS »
Dilma decidiu extinguir a democracia por decreto. É golpe!
Atenção, leitores!
Seus direitos, neste exato momento, estão sendo roubados, solapados, diminuídos. A menos que você seja um membro do MTST, do MST, de uma dessas siglas que optaram pela truculência como forma de expressão política.
De mansinho, o PT e a presidente Dilma Rousseff resolveram instalar no país a ditadura petista por decreto. Leiam o conteúdo do decreto 8.243, de 23 de maio deste ano, que cria uma tal “Política Nacional de Participação Social” e um certo “Sistema Nacional de Participação Social”. O Estadão escreve nesta quinta um excelente editorial a respeito. Trata-se de um texto escandalosamente inconstitucional, que afronta o fundamento da igualdade perante a lei, que fere o princípio da representação democrática e cria uma categoria de aristocratas com poderes acima dos outros cidadãos: a dos membros de “movimentos sociais”.
O que faz o decreto da digníssima presidente? Em primeiro lugar, define o que é “sociedade civil” em vários incisos do Artigo 2º. Logo o inciso I é uma graça, a saber: “I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”.
Pronto! Cabe qualquer coisa aí. Afinal, convenham: tudo aquilo que não é institucional é, por natureza, não institucional. Em seguida, o texto da Soberana estabelece que “todos os órgãos da administração pública direta ou indireta” contarão, em seus conselhos, com representantes dessa tal sociedade civil — que, como já vimos, será tudo aquilo que o governo de turno decidir que é… sociedade civil
Todos os órgãos da gestão pública, incluindo agências reguladoras, por exemplo, estariam submetidos aos tais movimentos sociais — que, de resto, sabemos, são controlados pelo PT. Ao estabelecer em lei a sua participação na administração pública, os petistas querem se eternizar no poder, ganhem ou percam as eleições.
Isso que a presidente está chamando de “sistema de participação” é, na verdade, um sistema de tutela. Parte do princípio antidemocrático de que aqueles que participam dos ditos movimentos sociais são mais cidadãos do que os que não participam. Criam-se, com esse texto, duas categorias de brasileiros: os que têm direito de participar da vida pública e os que não têm. Alguém dirá: “Ora, basta integrar um movimento social”. Mas isso implicará, necessariamente, ter de se vincular a um partido político.
A Constituição brasileira assegura o direito à livre manifestação e consagra a forma da democracia representativa: por meio de eleições livres, que escolhem o Parlamento. O que Dilma está fazendo, por decreto, é criar uma outra categoria de representação, que não passa pelo processo eletivo. Trata-se de uma iniciativa que busca corroer por dentro o regime democrático.
O PT está tentando consolidar um comissariado à moda soviética. Trata-se de um golpe institucional. Será um escândalo se a Ordem dos Advogados do Brasil não recorrer ao Supremo contra essa excrescência. Com esse decreto, os petistas querem, finalmente, tornar obsoletas as eleições. O texto segue o melhor padrão da ditadura venezuelana e das protoditaduras de Bolívia, Equador e Nicarágua. Afinal, na América Latina, hoje em dia, os golpes são dados pelas esquerdas, pela via aparentemente legal.
Inconformado com a democracia, o PT quer agora extingui-la por decreto.
Por Reinaldo Azevedo
Lula quer ataque à Polícia Federal e demissão de Cardozo
Globo:
“O clima é de apreensão no Palácio do Planalto. Os ministros Mercadante e Edinho Silva vinham conversando desde cedo sobre o depoimento de Ricardo Pessoa. A preocupação do governo é que a Operação Lava-Jato ganhou uma dimensão que se perdeu o controle. O Planalto já estava preocupado com a situação das empreiteiras, mas agora o problema político chegou ao próprio quarto andar do Planalto.”
Folha:
“Além do receio de que a menção à campanha à reeleição reforce a pressão pelo impeachment de Dilma, o governo acredita que a citação a ministros do Planalto por Pessoa aprofunda a instabilidade política e a incerteza do mercado.”
“Humberto Costa (PT-PE) propôs a Lula que seu encontro com as bancadas petistas ocorresse em um jantar daqui a três semanas. O ex-presidente pediu urgência e avisou que voaria para Brasília na segunda-feira.”
Estadão:
“O governo avalia que perdeu totalmente o controle da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e teme que a delação premiada de Ricardo Pessoa acirre o clima de confronto do país, dando munição aos adversários para ressuscitar a bandeira do impeachment. Dilma mandou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, cancelar uma viagem a São Paulo, por causa da crise.
(…) Nos últimos dias, Dilma foi pressionada por petistas a agir para reduzir o desgaste e tomar medidas para proteger as empresas envolvidas na Lava Jato do risco de quebradeira. Ela se recusou. ‘O que querem que eu faça?’
Lula não se conformou com a resposta. Irritado, pediu que a cúpula do PT não poupasse críticas à Polícia Federal e passasse a condenar publicamente o que chamou de ‘prejulgamento’ das empreiteiras da citadas na Lava Jato.
(…) A portas fechadas, Lula e a maioria dos senadores e deputados do PT avaliam que o ministro da Justiça perdeu as condições de permanecer no cargo e deveria ser substituído porque não comanda a Polícia Federal. Dilma, porém, se recusa a demiti-lo.”
Comento:
É próprio do “chefe” dos bandidos mandar atacar a Polícia.
Lula não perdoa Cardozo, seu velho companheiro de Foro de São Paulo, pela incapacidade de boicotar 100% a Lava Jato.
Talvez queira colocar, também no lugar dele, seu fiel escudeiro Wadih Damous.
Quanto à pergunta de Dilma sapiens ‘O que querem que eu faça?’, eu respondo:
Renuncia que dói menos.
A ruína da era Lula
Acossado pelas investigações da Lava Jato e cada vez mais impopular, o ex-presidente parte para o ataque – e expõe o ocaso do modo petista de fazer política
Num encontro recente com os principais chefes do PMDB, o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, novo líder da oposição ao governo petista de Dilma Rousseff, comparou a presidente a uma adolescente mimada. Na analogia, Lula se apresenta no papel de pai preocupado. O petista, como é de seu hábito, sempre aparece nesse tipo de metáfora como figura sensata, arguta, sábia. Desempenha a função do pai – do bom pai. “Ela (Dilma) faz bobagem, você senta para conversar e dizer por que aquilo foi errado. Ela concorda, claro”, disse Lula. “Mas não demora, logo no dia seguinte, ela vem e faz tudo de novo. Te chamam na delegacia para buscar a filha pelo mesmo motivo.” Todos eram homens, e riram. A culpa pelas desgraças do país não é da Geni. É de Dilma.
A historinha de Lula, compartilhada num momento de intimidade política, revela quanto Lula tem, de fato, de argúcia – e quanto Dilma tem de impopularidade. Conforme a aprovação da presidente aproxima-se do chão (10%), como mostrou o Datafolha na semana passada, mais à vontade ficam os políticos para fazer troça da petista. Até ministros próximos de Dilma, que conseguem trabalhar há anos com ela, apesar das broncas mal-educadas que recebem cotidianamente, não escondem mais o desapreço pela presidente. “A Dilma conseguiu implodir as relações com os movimentos sociais, com o Congresso e com o PIB”, diz um desses ministros, que é do PT. “O segundo governo acabou antes de começar. Estamos administrando o fracasso e os problemas do primeiro mandato. Resta apenas o ajuste fiscal para o país não quebrar.”
>> Lula diz que PT perdeu utopia e precisa de revolução
Ninguém discorda que Dilma é uma presidente estranha. Num momento de crise profunda no país que ela governa, só aparece em público para pedalar pelas ruas de Brasília. Os políticos mais antigos lembram-se das corridas matinais de Collor nas proximidades da Casa da Dinda, quando o governo dele desmoronava. Transmite o mesmo tipo de alienação. Na semana passada, num discurso que entrará para os arquivos da Presidência da República, Dilma “saudou a mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil”. Estava no lançamento dos Jogos Indígenas. Falou de improviso. Inventou expressões como “mulheres sapiens” e pôs-se a elogiar a bola usada pelos índios. “É uma bola que eu acho um exemplo, é extremamente leve. Já testei e ela quica”, disse Dilma. Um ministro que presenciou o discurso não acreditou no que via. “Dava vontade de sair correndo e tirar o microfone dela”, diz ele, ainda rindo da cena.





































