DISTRIBUIÇÃO DE CÂMERAS PARA FARDAS DOS PMS DA BAHIA SERÁ GRADUAL, DIZ SSP
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgou nessa quarta-feira (19) o aviso de licitação para contratação de câmeras corporais, ou bodycams, para uso de agentes públicos na Bahia. As câmeras funcionam acopladas aos uniformes e gravam as atividades dos policiais em serviço. As imagens são acompanhadas por uma central e armazenadas na nuvem, possibilitando checagem quando necessário.
A instalação do programa foi um dos assuntos mais comentados e polêmicos das eleições de 2022. E vem no rastro do debate instalado no país. No estado de São Paulo, por exemplo, onde elas começaram a funcionar em 2020, a adoção das câmeras segue com conflitos de opiniões. O então candidato ao governo paulista, Tarcísio Freitas (Republicanos), afirmava que as câmeras iriam podar a atividade dos policiais.
Mesma opinião do policial baiano Carlos Ademir, sargento há 25 anos. De acordo com ele, as câmeras nos uniformes são um modo de intimidar o policial, mas a medida pode ser benéfica mesmo assim. “Em parte vai ser bom, porque vai estar filmando as nossas ações e as ações das pessoas abordadas. Porque às vezes as pessoas falam coisas que não existem, para prejudicar o policial”, afirma.
Em entrevista à TV Bahia em janeiro, o governador do estado Jerônimo Rodrigues (PT), garantiu que a medida não tem o objetivo de intimidar a ação policial e sim permitir que haja rigor respeitando os direitos humanos. “Qualquer serviço público parte do básico de transparência. Temos uma PM com inteligência, não é uma ameaça aos policiais. Pelo contrário, é uma proteção, mais um recurso para garantir a qualidade do serviço da PM”, disse o governador.
De acordo com um levantamento da Rede Observatórios de Segurança, a Bahia é um dos estados mais violentos do país. Em 2020, mesmo em meio à pandemia e quarentenas, houve um aumento de 21,08% de mortes por ações policiais em relação ao ano anterior. Em 2020, foram 87 pessoas mortas pela polícia no estado.
RK

























